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quarta-feira, setembro 19, 2012

Élida, uma vomitadora de clichês abortistas

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Uma tal de Élida resolveu enviar comentário a uma postagem já antiga no blog - "O "humanismo" torto de Bernadete Aparecida Ferreira".

Eis a mensagem, do jeito que aqui chegou:

"Infeliz é vc que não presta atenção no que as pessoas falam ou pensam! Ela não quer dizer que é a favor do aborto e sim que a mulher tem direitos sobre o seu próprio corpo! Quer dizer se uma mulher for violentada, ela é obrigada a ter um filho dessa violência? Se uma mulher vive em situação de prostituição, por não ter de onde tirar o seu próprio sustento ela deve colocar mas uma vida no mundo, para ficar abondonada ao descaso? Ou até mesmo se durante uma gestação a mãe descobre q o seu feto não irá sobreviver após o seu nascimento por uma má formação ela deve prosseguir e sofrer com isso? me desculpa mas vc não sabe o q é ser humano!"

Abaixo, seguem as respostas aos montes de clichês que Élida provavelmente pensa que são irrespondíveis.

"Ela não quer dizer que é a favor do aborto e sim que a mulher tem direitos sobre o seu próprio corpo!"

Coitada da Élida!!! Ou ela usa de má-fé ou é ingênua e está apenas servindo de idiota útil ao cair em mais esta armadilha lingüística produzida pelos abortistas... O fato é o seguinte: quem não é totalmente contrário ao aborto, é à favor. Isto é simplificar a questão? Não mesmo! É a única posição aceitável, pois qualquer outra relativiza a inviolabilidade da vida do nascituro, que é humano como qualquer um de nós. Logo, não existe isto de "direito sobre seu próprio corpo", que é apenas mais um slogan criado nos porões do abortismo internacional. Afinal, que "direito" é este tão absoluto que chega a ser maior que o direito à vida? Isto é um absurdo que não se sustenta 2 segundos no ar...

"Quer dizer se uma mulher for violentada, ela é obrigada a ter um filho dessa violência?"

A pergunta está errada. Élida deveria perguntar se o que está no ventre da mãe é humano ou não? Se é -- e qualquer idiota sabe que o que lá está é humano e não um pato, por exemplo --, por que o nascituro deveria pagar com a morte pelo crime de seu pai? É evidente que se entende a dor da mulher que sofreu tamanha violência, mas é bom que se diga que não é a morte de seu filho que trará remédio para tal dor, podendo até mesmo agravá-la. 

"Se uma mulher vive em situação de prostituição, por não ter de onde tirar o seu próprio sustento ela deve colocar mas uma vida no mundo, para ficar abondonada ao descaso?"

O que Élida pensa que eu poderia dizer de uma situação desta? Que a tal mulher, que resolve vender o próprio corpo ("situação de prostituição" é papo esquerdóide de assistente social que não quer resolver coisa alguma) por não achar coisa nenhuma com que possa ganhar seu sustento tem direito de matar seus filhos? Sinto muito, mas este é o tipo de lógica que não faz o menor sentido. Quer dizer que se uma mãe ou pai fica sem ter com que sustentar seus filhos também ganharão passe-livre para assassinar seus filhos? Quer dizer que as crianças de rua que são a face deste "abandono ao descaso" estariam melhor se estivessem mortas? Quer dizer que chacinas como a da Candelária, não devem ser encarados como atos insanos de violência, mas sim como atos de misericórdia, pois isto seria melhor que o tal "abandono ao descaso"? Temo um mundo com mais pessoas como Élida.

"Ou até mesmo se durante uma gestação a mãe descobre q o seu feto não irá sobreviver após o seu nascimento por uma má formação ela deve prosseguir e sofrer com isso?"

Élida quer um mundo cor-de-rosa e habitado por unicórnios. Um mundo que não haja sofrimentos. Um mundo em que todos os bebês sejam desejados. Élida quer um mundo perfeito! Eis um toque de realidade para Élida: o homem é imperfeito! E bota imperfeito nisto! Onde não há sofrimento, nós mesmos somos responsáveis por criá-lo muitas vezes. 

Mas deixando de lado o sofrimento, o que parece claro é que Élida insiste em dizer quem é e quem não é humano. Para ela, a humanidade do nascituro não é definida na concepção, mas -- é o que podemos inferir de suas infelizes palavras -- pelo resultado de um exame médico. Se um diagnóstico indica alguma falha genética, Élida bate o martelo e decreta que o nascituro não é mais humano e sua mãe pode abortá-lo sem qualquer problema. 

Fora isto, há o problema do tempo também. Quanto tempo após o nascimento um bebê deve viver para que Élida ache que seu assassinato é coisa virtuosa? 1 dia? 1 semana? 1 ano? Se um diagnóstico indica que um bebê já nascido terá apenas 6 meses de vida será que Élida vê com bons olhos que lhe seja dada uma injeção letal? Quer dizer que o valor de nossa vida humana será  agora tomado por um tempo presumido que teremos de vida?

Élida, na verdade, parece que não tem a menor idéia do que vai junto ao amontoado de clichês que resolveu vomitar por aqui. O que vai bem juntinho a tudo que ela apregoa é a desumanização do nascituro da forma mais cruel possível. Ela se quer ou quer que outros tenham uma posição que lhes é impossível ter, que é a de decidir quem é ou não humano. Não é à tôa que  ela quer me ensinar o que é um ser humano... 

Talvez o principal problema de Élida seja que ela é arrogante a não mais poder... Mas o grande problema é quando ela acha que sua arrogância deve fazer a diferença entre quem deve ou não viver.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Comissão Episcopal para Caridade, Justiça e Paz é o núcleo vermelho da CNBB

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A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB, reagiu com nota aos desdobramentos que o corajoso posicionamento contrário de alguns bispos frente a partidos e candidatos favoráveis ao aborto. Já era mesmo de se esperar tal reação. Demorou, até. Com toda certeza podemos dizer que somente o advento do 2o. turno nesta eleição presidencial é que fez o pessoal da CBJP se movimentar. Quando Lula e sua fantoche plastificada Dilma Rousseff estavam navegando por mares que lhes eram favoráveis, apesar de mostrarem um total afastamento em relação ao que prega a Igreja, a CBJP não movia uma palha.

Onde estava a CBJP quando o escândalo do Mensalão estourou? Onde estava a CBJP quando Lula espertamente enviou carta a bispos dizendo-se cristão enquanto seu governo fazia o possível em favor do aborto? Onde se escondia a CBJP quando padres da cidade de São Paulo faziam abertamente campanha para Marta Suplicy na sua tentativa de ser prefeita daquela cidade?

Existem vários outros exemplos que poderiam ser aqui elencados e em todos o único ponto em comum que teríamos seria a completa omissão da CBJP. Parece que a CBJP escolhe a dedo as brigas que quer brigar, não é mesmo?

Quem já teve a infeliz oportunidade de ler uma de suas "Análises de Cojuntura" pode bem facilmente notar o vocabulário típico de autores esquerdistas, com temas que são muito caros ao PT e partidos assemelhados. Alguém pode mesmo estranhar que agora eles sintam-se no dever de intervir?

Quando o assunto é corrupção no governo petista ou propaganda de padres a candidatos petistas, a CBJP acha melhor olhar para o outro lado. Já quando bispos dizem o óbvio -- que católicos não devem dar voto a abortistas --, aí a CBJP rasga as vestes indignada?

Toda a nota da CBJP é um desastre. Podemos ler trechos como:
"Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias."
Certo. AGORA a CBJP preocupa-se com o afastamento de muitos católicos? E que "afastamento" é este? De qual tipo de católicos estamos falando? De "católicos" como Dilma, como Lula? "Católicos" abortistas como ambos? Ora, se são deste tipo, a porta da rua é a serventia. De uma coisa que não necessita a Santa Igreja é de gente que bata palma ou que facilite o assassinato de crianças ainda no ventre de suas mães.

Lamentável mesmo é a omissão de quem diz que luta por Justiça e Paz. Que Justiça, que Paz podem ser alcançadas quando é tolerado ou incentivado o assassinato de bebês?

E na nota vemos trechos mesmo que beiram a desonestidade mais pusilânime:
"Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial."
É impressionante como quem fica tecendo louvores à "maturidade" de nossa democracia é quem fecha os olhos para a corrupção institucionalizada pelo PT, quem ignora o assalto sistemático feito às nossas instituições nos últimos tempos, quem pouco se importa com os destinos de crianças que serão abortadas. O "constrangimento" da CBJP parece ter mão única. Questões morais, como o aborto, não lhe parecem fazer corar o mínimo que seja. E é este mesmo pessoal que tem a cara-de-pau de vir falar em "comunhão eclesial"?

Mas o discurso da CBJP é tão caduco, tão sem propósito que é capaz até mesmo de se enrolar. Veja-se este trecho:
"Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos."
"Defesa da dignidade da pessoa humana"! É impressionante como quem produziu tal nota não consegue ignorar este ponto, mas, mesmo assim, prefere ficar enrolando, sacrificando o que é moralmente certo diante do altar de suas prioridades distorcidas.

Os referenciais éticos e da Doutrina da Igreja estão sendo defendidos pelos bispos que são contra o voto em abortistas, não pela CBJP e seu discurso cambaleante. Se é a ética e a DSI que servem de referência ao voto dos católicos, os senhores bispos fizeram muito bem em advertir aos fiéis sobre a impossibilidade de voto em partidos e candidatos comprometidos com a aprovação do aborto.

A CBJP deveria então responder se existe alguém mais excluído neste mundo do que um bebê ao qual foi negado o direito de vir à luz? Existe ser mais empobrecido do que os pequeninos que vão parar em latas de lixo hospitalar? Do que aqueles que vão parar nas redes de esgoto após abortos do dia seguinte?

E é contra quem levanta sua voz para impedir que se dê votos a quem é favorável a esta violência que a CBJP vem a público? Faria a CBJP muito melhor se se juntasse ao côro dos bipos.

Mas quem compreende ao menos um pouco o que se passa lá pela CBJP sabe muito bem que o catolicismo tem nada a ver com o que por lá vai. Como já mostrou o jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog, o Secretário-Executivo da CBJP é um petista de carteirinha, ou seja, tem credibilidade zero ao tratar do tema e ao dar conselhos a cristãos.

Mas se a coisa vai feia na CBJP, na qual um petista acha por bem que deve divulgar nota espinafrando bispos que não seguem sua cartilha petista, a coisa fica mais feia ainda quando olhamos cria de quem é a CBJP.

A CBJP é ligada à Comissão Episcopal para o serviço da Caridade, Justiça e Paz, que por sua vez é presidida por D. Pedro Luiz Stringhini, que no caso dos padres que faziam campanha para Marta Suplicy achou que deveria apenas "aconselhar" seus padres a não fazerem tal papel. Deu no que deu.

D. Pedro Luiz Stringhini esteve presente em outra polêmica, na qual uma coordenadra de pastoral deu declarações a favor da descriminalização do aborto. Pois bem, à época, quando confrontado com o fato, D. Pedro disse apenas que o mandato da coordenadora estava por terminar.

Um outro bispo, também bem conhecido aqui neste blog, D. Demétrio Valentini, deu declarações na época da polêmica, já que a coordenadora era de uma pastoral sob sua responsabilidade. O posicionamento de D. Demétrio à época é no mínimo estranho vindo de um bispo católico.

Recentemente, D. Demétrio também entrou na atual polêmica envolvendo a questão do voto católico nestas eleições. Evidentemente, mais um vez ele estava do lado errado, o que pode bem ser visto em uma postagem recente aqui neste blog.

Enfim o que fica claríssimo a todos que estão um pouco atentos a estes fatos é que a Comissão Episcopal para Caridade, Justiça e Paz é o núcleo vermelho da CNBB. Quando temos polêmicas relacionadas ao aborto, é de pastorais ligadas a esta Comissão que elas vêm. Quando o PT e assemelhados precisam de gente de dentro da Igreja para passar pito e tentar desautorizar até mesmo bispos, é de gente subordinada a esta Comissão que saem notas à imprensa, como foi o caso da Nota da CBJP.

E isto é só o que atinge a luz do dia... Imaginemos o que por lá acontece na calada da noite.

sábado, julho 24, 2010

PMM-BH se pronuncia. E novamente faz besteira...

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Pressionada, a Pastoral da Mulher Marginalizada Arquidiocese de Belo Horizonte (PMM-BH) retirou a postagem em seu blog que reverberava a opinião emitida pela Secretaria de Política para as Mulheres, órgão do Governo Federal envolvido na luta pela liberação do aborto no Brasil.

Claro está que divulgar uma peça deste teor equivale a concordar com o que vai ali escrito. A PMM-BH começa sua "explicação" do ocorrido com as seguintes palavras:
"A respeito da repercussão sobre o texto que aborda o Projeto de Lei que dispõe sobre a proteção do nascituro e retira o direito da mulher, hoje garantido por lei, de abortar em caso de estupro (...)
Não há o tal "direito" da mulher de abortar um bebê que foi concebido em um estupro. Isto, basicamente, é retórica de militância pró-aborto. O que existe na legislação atual, e que é completamente errada sob o ponto de vista moral, é que não há punição em abortos feitos por médicos em casos desta natureza. Tirar daí que existe um "direito" de matar uma criança gerada por estupro quando ainda está no ventre de sua mãe não tem qualquer fundamento no ensinamento católico e era de se esperar que uma Pastoral Católica -- é isto, certo? -- soubesse deste "pequeno" detalhe.

Em seguida a esta introdução desastrosa, a PMM-BH chega ao ponto de divulgar o link para o texto no qual a postagem retirada ajudava a divulgar. Esperteza pouca é bobagem, não é mesmo?

Tomando a todos como idiotas, a PMM-BH retira do ar o texto e deixa em seu lugar um link para continuar divulgando o mesmíssimo texto. Que coisa edificante é ver uma Pastoral Católica -- é católica mesmo? -- tripudiando daqueles que estranharam que uma entidade católica gaste tempo e esforços para divulgar mensagens da militância pró-aborto.

Querendo sair bem do imbróglio, a PMM-BH tenta justificar sua postagem anterior escrevendo que o acontecido era apenas uma informação e foi devido à sua disposição para o debate.

Para responder a mais esta esperteza da PMM-BH, primeiramente devemos dizer que é desnecessário que a militância pró-aborto tenha mais ajuda para levar sua mensagem à população, pois a grande mídia faz isto muito bem. E é absurdo que uma Pastoral Católica -- é disto mesmo que estamos falando? -- ache que tenha que fazer parte desta turma.

Em segundo lugar, já que a PMM-BH quer contribuir para o debate, talvez ela pudesse indicar quando foi que em seu blog houve divulgação de um evento Pró-Vida. Se a PMM-BH quisesse mesmo contribuir para o tal debate, seria natural que ela desse atenção aos dois lados da questão. Como não dá, é natural que se pense que ela tem sim um posicionamento já definido por um dos lados do debate, e este lado é justamente o que vai contra os ensinamentos católicos.

Em terceiro e último lugar, a PMM-BH acha mesmo que o aborto, seja por qual motivo for, é alvo de debate na Igreja? Se acha isto, talvez a PMM-BH devesse dar aulas a nossos bispos, que em 2006, durante a Semana Nacional da Vida, divulgaram a seguinte mensagem:

"(...) De modo especial salientamos o valor sagrado da Vida Humana, sem nos esquecermos de todas as demais dimensões que esta abrange. Diante de tantos ataques que a Vida vem sofrendo em nossos dias é nossa missão reafirmar sua importância inalienável e inegociável. Ela é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores. Desejamos que todos se empenhem nestes dias nesse sentido."

"Inalienável e inegociável"! Será preciso dizer mais? Será mesmo que alguém, ao ler tais palavras de nossos bispos, que seguem exatamente palavras já emitidas pelo Papa Bento XVI, pode dizer que há abertura para debate em relação à proteção da vida humana?

Por fim, a PMM-BH diz que as pessoas que teceram comentários "abusivos e ofensivos" em relação à entidade poderiam ter dialogado e apresentado críticas construtivas.

Pois bem, parece que a PMM-BH prefere coar um mosquito e engolir um camelo, pois lança uma nota explicativa tentando justificar o injustificável e ainda diz que os críticos foram "abusivos e ofensivos".

"Abusivo e ofensivo" é imaginarmos que uma entidade católica mostre-se aberta ao debate sobre coisa que o Papa e os bispos em comunhão com ele já disseram que é um ponto inegociável. "Abusivo e ofensivo" é chamar de "direito" que uma mãe possa fazer o aborto de uma criança concebida em um estupro, pois não se elimina uma violência cometendo outra violência.

Eu chamo de "abusivo e ofensivo", beirando mesmo a tripudiação com a inteligência de gente séria, que a PMM-BH lance uma nota explicativa sobre a postagem que havia anteriormente indicando um link para que o mesmo texto possa ser lido em outra página. Qual a necessidade disto?

E se a PMM-BH quer mesmo uma crítica construtiva, poderia começar retirando de seu blog a divulgação que foi feita em 23/09/2009 de um evento da militância pró-aborto, exatamente como já mostrado aqui neste blog em postagem anterior.

Se a PMM-BH quiser mais críticas construtivas, que tal começar retirando de seu blog os links para páginas de conhecidas entidades pró-aborto, tais como a Marcha Mundial das Mulheres e IPAS-Brasil, entre outros. O curioso é que não há sequer um link para qualquer entidade Pró-Vida do Brasil ou de fora.

A PMM-BH termina sua nota assim:
"Estamos na batalha pela justiça social, em busca de um mundo mais humano, sem violência contra a mulher, sem exploração. Vamos unir forças, nos manifestar e denunciar as estruturas injustas e tudo que atenta contra a vida."
É bom então a PMM-BH saber que justiça social alguma será alcançada se a morte de bebês ainda no ventre de suas mães for chamada de "direito", pois o direito à vida é o primeiro de todos os direitos. E dentro do "tudo que atenta contra a vida", o primeiro atentado dos dias atuais é exatamente o que é feito contra a vida humana ainda frágil e inocente, a vida do nascituro.

É esta "estrutura injusta" que devemos denunciar em primeiro lugar, mas parece que tem gente que não quer compreender isto.

sábado, julho 17, 2010

Pastoral Pró-Aborto?

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Do jeito que as coisas vão com a Igreja no Brasil é bem capaz que a pergunta acima em pouco tempo deixe de ser apenas um recurso retórico.

Só não vê quem não quer... Há anos muitos vem alertando aos senhores bispos sobre o que anda aprontando Brasil afora muita gente encastelada nas tais pastorais sociais da CNBB, com agendas que nada têm a ver com a missão da Igreja.

Aqui mesmo neste blog já tive a oportunidade de mostrar coisas graves, tais como uma coordenadora nacional de pastoral que deu declarações dizendo-se favorável à descriminalização do aborto. Um ano após este verdadeiro escândalo e tudo continuava na mesma.

O presidente da Comissão Episcopal para Caridade, Justiça e Paz, D. Pedro Luiz Stringhini, reponsável pela pastoral na qual atuava a tal coordenadora (PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada), à época do escândalo deu a seguinte declaração:
"O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB."
Enganou-se quem quis ser enganado... Parecia que para D. Stringhini o mais importante era o término normal do mandato da coordenadora do que o fato de ela se mostrar em frontal discordância aos ensinamentos católicos em relação a um grave assunto como o aborto.

O resultado desta complacência, desta passividade ao lidar com gente que vai frontalmente contra o que ensina a Igreja é que o problema só faz aumentar. Isto posto, não é de admirar que estejamos novamente frente a um escândalo.

Desta vez, é o braço na arquidiocese de Belo Horizonte da Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM-BH) que vem a público dar declarações contrárias ao que a Igreja ensina sobre o aborto.

Conforme podemos ver em uma postagem no blog da PMM-BH, é lamentada a tramitação no Congresso Nacional do "Estatudo do Nascituro", o Projeto de Lei 478/2007, de autoria dos Deputados Luiz Bassuma (PV-BA) e Miguel Martini (PHS-MG). Este projeto pretende reforçar em nossa legislação a proteção necessária aos nascituros, que nos últimos anos vêm sendo alvo de obstinado ataque.

A totalidade das lideranças Pró-Vida no Brasil pronunciou-se favoravelmente a este projeto, iniciativa mais do que bem-vinda nos dias atuais, nos quais Governo, ONGs e o abortismo internacional dão as mãos para legalizarem o aborto no Brasil.

O próprio título da postagem do blog da PMM-BH -- "Direito ao aborto em caso de estupro está ameaçado" -- contém já uma óbvia manipulação, pois o aborto no Brasil jamais foi "um direito", mesmo em casos de gravidez devido a estupro. Segundo a legislação atual, abortos feito por médicos em mulheres vítimas de estupro não são puníveis, o que é bem diferente de se dizer que tal aborto passou a ser um "direito".

O chamado "aborto legal", este eufemismo criando por ONGs abortistas para esconder uma flagrante ilegalidade (mais uma...), não existe. Tampouco existe o tal "direito" ao aborto no Brasil. Aliás, fosse isto um "direito", seria por demais peculiar que ele estivesse elencado entre os "Crimes contra a vida" do Código Penal.

Deixando de lado a parafernália retórica abortista de quinta categoria explicitada já no título da postagem, é para se perguntar por que um blog de uma Pastoral Católica -- É de católicos que estamos falando, não? -- fica a se lamuriar por um projeto que ganhou elogios dos Pró-Vida brasileiros.

O caso é que o blog da PMM-BH nada mais fez que reverberar um comunicado da área da Secretaria de Políticas para as Mulheres, um dos principais órgãos governamentais envolvidos na luta pela liberação do aborto em nosso país. Uma simples busca pelo título do texto revela que ele foi reproduzido pela fina-flor da luta pelo aborto no Brasil: Católicas pelo Direito de Decidir, CFEMEA, IPAS, Observatório da Mulher, etc.

Pergunta-se: o que uma Pastoral faz no meio desta turma?

Se a PMM-BH achou por bem publicar o comunicado lamurioso da Secretaria de Política para as Mulheres, então é forçoso admitir que a pastoral concorda com tudo que ali vai escrito, que é um emaranhado de mentiras ("(...) leva várias mulheres à morte todos os anos") e chavões do onguismo feminista-abortista ("(...) trata de um retrocesso revogar um direito reconhecido à mulher").

E note-se que a humanidade do nascituro não é nem sequer mencionada. Não se toca no assunto! Para a PMM-BH há apenas o "direito da mulher de abortar".

A verdade é que a PMM-BH, como fica claro a quem lê seu blog, vai já completamente dominada por um troço que tem nada a ver com o catolicismo: o feminismo. Basta dar uma checada no blog da PMM-BH para termos certeza disto.

Esqueça-se busca por justiça, por igualdade de direitos políticos, trabalhistas, econômicos, etc.. Isto há muito ficou no passado. O que se tem atualmente é que o feminismo foi tomado por gente cuja única preocupação é incitar ódio de gênero sob a fachada de luta por igualdade. O resultado mais à vista de todos é exatamente que o atual feminismo anda de braços dados com o abortismo internacional.

E é este feminismo mais rasteiro, mais alinhado com o abortismo internacional, que dá as caras no blog da PMM-BH, que serve de caixa de ressonância do abortismo governista ao ir contra o Estatuto do Nascituro. E este posicionamento da PMM-BH é tão estranho, tão afastado do catolicismo, que até mesmo vai frontalmente contra o que diz a Pastoral Familiar da CNBB, que saudou a aprovação do Projeto de Lei:
"A aprovação do Estatuto do Nascituro. A luta foi grande. Pessoas, entidades, ONGs e a Igreja, com grande empenho da Comissão Nacional para a Vida e a Família da CNBB, colaboraram na aprovação do Estatuto do Nascituro. Nossos agradecimentos aos políticos que votaram em favor da vida. Assim, fica mais uma vez comprovado que a vida humana começa na fecundação e que o feto, o embrião, é ser humano e merece toda proteção, cuidado e respeito. Venceu a verdade, venceu a vida, venceu o bom senso."
Ou seja, enquanto uns aplaudem, outros lamentam? Uns querem que os nascituros tenham suas frágeis vidas protegidas e outros nem se importam com seu destino? É isto mesmo? As Pastorais não se entendem e acho que todos sabemos o que acontece com um reino dividido, não?

Ah, mas pode-se pensar que o acontecido no blog da PMM-BH foi apenas um lapso, um deslize. Um simples erro que levou à divulgação de um comunicado do governo abortista, uma coisa impensada talvez...

Será mesmo?

Difícil acreditar nisto quando vemos que em uma postagem no dia 23/09/2009 o blog da PMM-BH divulgava um evento de título "VII SEMINÁRIO GÊNERO EM QUESTÃO: DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS – O ABORTO EM DEBATE".

No cardápio do tal evento, fala de militantes pró-aborto e de ONGs tais como a Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Esta ONG, aliás, tem uma já conhecida "parceria" com a Pastoral da Mulher Marginalizada em nível nacional, o que pode ser visto em uma postagem anterior aqui mesmo no blog.

Em suas publicações, a Marcha Mundial das Mulheres não esconde suas intenções:
"Para a Marcha Mundial, a luta pelo direito ao aborto é permanente e fundamental para a construção da autonomia e autodeterminação das mulheres."
Se não bastasse isto, a MMM sente-se tão à vontade que até participa do "Grito dos Excluídos", manifestação capitaneada pela própria CNBB, com direito a pegar assinaturas dos manifestantes a favor da descriminalização do aborto, como bem denuncou Wagner Moura em seu blog.

Fora isto, durante o evento houve também a apresentação do documentário "O fim do silêncio", uma peça produzida para ajudar a luta pelo aborto no Brasil. Este documentário, foi alvo de uma reportagem da Rede de TV Canção Nova. Na reportagem, a diretora do documentário, quando questionada sobre a saúde das crianças abortadas, gaguejou e teve a cara-de-pau de dizer que "E-eu estou falando sobre o aborto. É outro tema.".

É isto que a PMM-BH acha conveniente que uma Pastoral Católica -- É católica, certo? -- divulgue?

"Ah!", mas alguém pode dizer, "Mas a PMM-BH só queria ajudar no debate, colocar-se no lugar do outro, compreendê-lo, etc.". Então é bom que se diga com todas as letras: o direito à vida não é alvo de debates! Este bla-bla-blá relativista serve para nada quando o que está em jogo é a preservação da vida de seres humanos frageis e inocentes.

Não é porque um grupinho se junta para ver filminhos e fingir que debate algo, afetando uma suposta compaixão para com as mães em dificuldades enquanto se lixa para o destino de crianças abortadas, não é por isto que o direito à vida é minimamente diminuído.

Mas que haja um grupo de gente que queira se reunir para buscar as formas mais eficientes de ajudar a luta pelo aborto no Brasil não é de surpreender ninguém. O que é de causar surpresa (ou talvez não...) é que haja uma Pastoral Católica -- É isto mesmo? Católica? -- que se solidarize com isto e até ajude na divulgação. Isto é coisa que foge por completo à normalidade.

Mas esperar normalidade, ao menos a normalidade católica, talvez seja coisa irreal quando se trata da PMM-BH. Basta uma olhada nos sites indicados pelo blog e lá podemos ver um link para a página do IPAS-Brasil. Esta é a ONG que, entre outras coisas, produziu um documentário para capitalizar para a causa abortista o caso do aborto dos gêmeos de Alagoinha. É mesmo uma baita referência para uma Pastoral Católica colocar em seu blog, não?

O que fica claro a todo mundo é que há pastorais que estão completamente dominadas por gente com missão bem diferente da missão evangelizadora da Igreja. E se os senhores bispos não fizerem nada poderemos chegar um dia -- Deus não permita! -- que tenhamos gente tão à vontade em fazer o errado como se fosse certo que a idéia absurda e contraditória de uma "Pastoral Pró-Aborto" seja levada realmente a sério.


sexta-feira, março 05, 2010

E o escândalo continua...

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A CNBB envolvida em escândalo é coisa que nem surpreende mais, mas o fato é que ela vai já arrastando mais mais gente para a lama.

O Site da Cáritas Brasileira parece que padece do mesmo mal da CNBB e também divulga evento da Marcha Mundial das Mulheres.

A imagem que vai acima é retirada do site da Cáritas Brasileira. Podemos ver lá uma pequena imagem do cartaz do evento promovido pela MMM, o evento que a CNBB promoveu mas que já retirou de seu site após reclamações de vários fiéis.

Clicando no link da divulgação, podemos ler coisas como:
"(...) Na cidade de Perus, dia 16/2, o debate sobre paz e desmilitarização contará com a presença da filha mais velha do revolucionário Ernesto Che Guevara, a pediatra cubana Aleida Guevara."
Che Guevara, um assassino frio e cruel, e não apenas um "revolucionário", é tão admirado que sua filha ganha o status de celebridade para este pessoal. Talvez a pimpolha do assassino nojento possa contar às mulheres da Marcha sobre o prazer que seu pai sentia ao executar quem não era tão revolucionário como ele.

Talvez a pediatra Guevara ensine às mulheres da Marcha o quanto é importante a liberação do aborto, como acontece em Cuba. Lá, com o aborto liberado, eles evitam ter mais trabalho para matar aqueles que querem sair da ilha-prisão dos irmãos Castro.

E este lixo esquerdista no site da Cáritas? É para isto que eles solicitam doações? Para dar voz a eventos de abortistas, como se eles ainda não tivessem espaço de sobra na grande mídia?

Descendo um pouco mais na página da Cáritas, podemos ver quem é o presidente da entidade e quem anda contribuindo para o site. Eis a imagem:


Sobre Frei Betto é desnecessário dizer algo, certo?

D. Demetrio Valentini, infelizmente, já freqüentou as páginas deste blog...

Quando do escândalo envolvendo uma coordenadora da Pastoral para as Mulheres Marginalizadas, que defendeu a descriminalização do aborto, D. Demetrio, que era o bispo responsável pela pastoral na qual ela trabalhava (e trabalha...), declarou isto:
“Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”
A Campanha da Fraternidade da qual o bispo falava foi a CF que aconteceu em 2008, justamente a que tinha como tema a defesa da vida. Pois é, nada como defender a vida dialogando com quem quer descriminalizar o aborto, não é mesmo?

Subitamente, tudo se encaixa. D. Demetrio não achou nada de mais que uma coordenadora de pastoral defendesse a descriminalização do aborto. Ok! Ele também não acha nada de mais que uma entidade feminista, que defende a descriminalização do aborto, divulgue eventos no site da Cáritas Brasileira. Ok também!

Talvez os errados sejam aqueles que são contra todo o tipo de aborto, exatamente como ensina o Magistério da Santa Igreja. Talvez as palavras do Concílio Vaticano II, que chamou o aborto de "crime abominável" não estejam claras o suficiente para alguns.

Talvez nós, católicos, devêssemos utilizar o dinheiro de doações à Cáritas para financiar a colocação de outdoors convocando todos a eventos abortistas, não é mesmo? Afinal, quem somos nós para ficarmos com nossas posições "radicais e fechadas" sobre o aborto?

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Parabéns, CNBB!

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No dia 3 de fevereiro passado, completou 1 ano que foram divulgadas pelo jornal "O Estado de São Paulo" as declarações da senhora Bernadete Aparecida Ferreira, coordenadora nacional da PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada, dizendo-se favorável à descriminalização do aborto.

Este lamentável escândalo, que causou um profundo desgosto e desânimo entre os pró-vidas brasileiros, foi tema de várias mensagens neste blog:
E isto foi apenas quando o escândalo estava "quente". Durante quatro meses ficamos esperando que aqueles que têm poder e autoridade para tanto tomassem as devidas atitudes, pois não parece conveniente a ninguém que uma pessoa com um cargo de coordenadora nacional de uma Pastoral da CNBB possa achar que é normal ser católica e dar declarações favoráveis à descriminalização do aborto. No mínimo, uma situação destas causa escândalo entre os fiéis.

Na mesma reportagem em que a senhora Bernadete jogava mais esta bomba no colo da Igreja, o bispo presidente da comissão à qual a PMM está subordinada, D. Pedro Luiz Stringhini, deu a seguinte declaração:
“O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB”
Fica difícil entender porque D. Stringhini não tomou imediatamente as medidas cabíveis para que a senhora Bernadete ou revisse totalmente seus posicionamentos em relação ao aborto ou fosse afastada do cargo e da pastoral o quanto antes.

Mesmo botando na conta da prudência, virtude que é mais do que necessária a um bom pastor, após quatro meses, como dito anteriormente, o fato é que nada aconteceu e a senhora Bernadete continuou tranqüilamente em seu cargo de coordenadora, o que foi tema de outra mensagem neste blog:
E, como todos os indícios indicavam que o escândalo cairia no esquecimento, resolvi dar uma olhada mais apurada no site da PMM, o que resultou em 4 mensagens neste blog sobre a PMM e seus parceiros de atividades:
É isto aí! Passou-se 1 ano inteirinho e um escândalo destes não foi equacionado. A mensagem que se passa em casos assim é claríssima: até mesmo quem defende a descriminalização do aborto tem espaço nas pastorais da CNBB.

Dúvidas? É só checar o site da PMM e ver que Bernadete Aparecida Ferreira ainda é coordenadora nacional.

Parabéns, CNBB!

segunda-feira, novembro 03, 2008

Não precisamos disto

4 comentários ###

Infelizmente, D. Pedro Luiz Stringhini tem mais trabalho... Não bastassem os padres que viram as costas para o que ele diz, agora, mais uma vez, há gente envolvida em pastorais vinculadas à Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da qual ele é o presidente, e que está causando escândalo através de declarações à mídia.

Não é coisa nova... Em fevereiro deste ano fomos brindados com o escândalo da então coordenadora nacional da Pastoral da Mulher Marginalizada que se posicionou a favor da descriminalização do aborto.

D. Stringhini, quando do escândalo, ao invés de sumariamente afastar a coordenadora por total incompatilibidade com os ensinamentos da Igreja, mostrou, em minha opinião, um excesso de cautela, esperando pacientemente que o mandato da coordenadora terminasse para que só então fosse substituída.

O escândalo de agora é coisa que segue a mesma linha...

Em reportagem publicada hoje no jornal "O Globo" podemos ler logo no início:

"A pregação oficial da Igreja Católica contra o uso da CAMISINHA vem sendo desafiada por padres, freiras e leigos que atuam em pastorais e ONGs. Sem fazer alarde, eles distribuem PRESERVATIVOS para a população vulnerável e portadores do vírus HIV."

"Desafio" define bem o que estas pessoas vêm fazendo ao irem contra ensinamentos claríssimos do Magistério. Uma vergonha. E este "desafio" se dá em matéria de Moral e de Costumes, temas nos quais a autoridade de ensino da Igreja é sempre a última palavra para um católico.

Na reportagem, temos o desprazer de saber que a ONG "AIDS: Apoio, Vida, Esperança (Aave)", dirigida pela freira Margaret Hosty produz material de divulgação nos quais consta frases com o seguinte teor:

"Use CAMISINHA em toda relação sexual, seja ela vaginal, anal, ou oral. Reduza o número de parceiros (as) sexuais" (clique aqui para ver o original)

Impossível pensar em coisa mais afastada do que prega a Igreja. E o pior é que nem mesmo nos podemos dizer surpresos com tal escândalo, pois isto vai já tornando-se coisa corriqueira. Notemos que não há uma palavra apenas sobre castidade.

Mas a freira não vê contradição alguma em suas atitudes e o que ensina a Igreja. Eis o que ela declara ao jornal:

"-- Não vejo contradição com os preceitos da Igreja, que sempre pregou que se deve proteger a vida. Temos que prevenir sempre. É nosso dever, como grupo de apoio, oferecer informação correta, mas também o PRESERVATIVO."

A freira bem sabe que não existe uma Margaret Hosty dentro da Igreja e uma outra dentro da ONG. A contradição que a freira espertamente cisma em negar é tão clara que até mesmo o jornalista autor da reportagem a utiliza para dizer que os religiosos "desafiam" a Igreja. Se ele, jornalista, conseguiu enxergar este óbvio contraste, é certo que a freira consegue também, até mesmo sem esforço.

Mas, afinal, o que tem D. Pedro Luiz Stringhini a ver com uma freira que se posiciona abertamente contra o ensino da Igreja?

Muito, infelizmente.

Irmã Margaret Hosty, diretora da ONG que distribui preservativos, é também coordenadora da Pastoral da AIDS no Centro-Oeste. Esta pastoral é vinculada à Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, presidida por D. Stringhini.

Mais uma vez, um de seus colaboradores deixa o bispo em maus lençóis para explicar o porquê de uma freira que mostra-se tão contrária ao que ensina a Igreja possa ser aceita como coordenadora regional de uma Pastoral a ele vinculada.

Sinto muito por D. Stringhini, muito mesmo, mas penso que talvez seja o caso de ele enviar carta, e-mail, ou mesmo telefonar, chamar para uma conversa o pessoal que a ele está subordinado, e lhes fazer uma simples pergunta:

"-- Você segue o que a Igreja ensina?"

Se a resposta for positiva, muito bem, vamos em frente. Se negativa, faria muito bem o bispo em arrumar gente nova para substituir os desobedientes, pois, do jeito que vão as coisas nestas pastorais, nós, que nos esforçamos diariamente para seguir o que a Santa Igreja ensina, só ficaremos aguardando o próximo escândalo.

Acho que não precisamos disto.

domingo, junho 15, 2008

PMM e suas ligações obscuras - Final

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Após trazer um pouco do pensamento de entidades feministas que apóiam a PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada, podemos perguntar o que tais entidades têm a acrescentar para a missão de uma Pastoral? Em última instância, a missão de uma pastoral -- de qualquer uma! -- é um subconjunto da missão da Igreja, missão que lhe foi dada por Nosso Senhor Jesus Cristo: levar o Evangelho, a Boa-Nova, a todos os povos, contribuir para a construção do Reino de Deus.

O que, então, entidades que têm em suas agendas a defesa da descriminalização do aborto, poderão ajudar para o anúncio da Boa-Nova?

Vendo um tal "apoio" talvez possamos entender o porquê de a Coordenadora Nacional da PMM, Bernadete Aparecida Ferreira, dar um depoimento declarando-se a favor da descriminalização do aborto e tudo ficar por isto mesmo. Pode-se concluir que não é apenas questão de apoio moral -- que já seria mais do que inconveniente --, é questão de compatibilidade de agendas.

E quem pensa mais um pouco, vê que tudo vai se encaixando:

E isto tudo é coisa nova? Não mesmo! Conforme já divulgado pelo Wagner Moura em seu blog, O possível e o extraordinário, a Marcha Mundial das Mulheres deu as caras na manifestação "Grito dos Excluídos", que é apoiadíssima pela CNBB, com direito a logotipo no site da manifestação e tudo. Serviço completo!

Durante a manifestação, claro, abortistas levaram seus cartazes e botaram a boca no mundo sobre suas intenções, como também pode ser visto no blog do Wagner. E poderia ser diferente? E tudo isto sob as barbas de muita gente, gente que não deu um pio sobre um escândalo daqueles e que não dá um pio sobre o escândalo atual. É de admirar que cheguemos a esta situação? Alguém pode mesmo se dizer surpreso com tudo isto?

Em março deste ano, a CNBB, após incontáveis apelos de inúmeros fiéis, divulgou declaração sobre as chamadas "Católicas pelo Direito de Decidir", na qual, diplomaticamente, deixou clara a total incompatibilidade desta entidade feminista com a doutrina cristã. No texto da declaração podemos ler o seguinte trecho:

"
Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais."

Pena apenas que a CNBB não esteja também atenta às "expressões de uma cultura da morte", que já se expandiu tanto que até mesmo se infiltra nas pastorais a ela vinculadas.

Lamentável. Uma vergonha.

quinta-feira, junho 12, 2008

PMM e suas ligações obscuras - III

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Sigo expondo a agenda das ONGs feministas que apóiam a Pastoral da Mulher Marginalizada.

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3) MMM - Marcha Mundial das Mulheres

Este é um movimento que congrega várias entidades feministas e que tem uma pauta de "reivindicações" tão variadas e abstratas quanto "a eliminação da pobreza" e "levantamento de qualquer embargo por parte das grandes potências", ou ainda que "a ONU acabe com todas as formas de intervenção, agressão ou ocupação militar". São 17 ao todo, todas seguindo esta linha do politicamento correto e tendo um alvo claríssimo: os EUA.

Pois é... É um troço destes que dá apoio a uma Pastoral da Igreja.

Mas há mais. Muito mais.

Uma das publicações da MMM é o boletim "Boletim da Marcha". Neste, o tema da liberação do aborto é recorrente. Podemos ler trechos tais como:

"Um tema que tem surgido é a ação de parlamentares, ligados a igreja, que têm apresentado projetos de lei tentando proibir a distribuição do contraceptivo de emergência pelos órgãos públicos."

"Para a Marcha Mundial, a luta pelo direito ao aborto é permanente e fundamental para a construção da autonomia e autodeterminação das mulheres."

Nas fotos dos boletins não é incomum vermos mulheres portando faixas e cartazes pela liberação do aborto. Mas um dos trechos mais impressionantes é o que consta em um folheto disponível para download:

"Que com um mês de gravidez o embrião é mais ou menos do tamanho de uma lentilha e com três meses não passa do tamanho de uma azeitona? E que somente a partir do sexto mês de gravidez o feto sobrevive fora do corpo da mãe."

Eis aqui o pensamento abortista-feminista em seu mais completo descaramento, no qual é tentada uma justificação do aborto pela quantificação das células de um indivíduo. Esta coisificação do embrião e do feto é uma das tentativas mais recorrentes nos "argumentos" abortistas.

Às mulheres que mostram-se duvidosas do aborto, as feministas empurram-lhes afirmações como estas que pudemos ler, as quais deixam transparecer o descaso com a vida humana, que é tão grande quanto maior for a fragilidade do ser humano que será eliminado. Dizem lutar contra a opressão sobre as mulheres, mas, na verdade, o que elas querem mesmo é ser protagonistas de uma forma hedionda de dominação e eliminação de seres humanos indefesos, aos quais até mesmo sua humanidade lhes é negada. Tornam-se algozes covardes de seres humanos que nem mesmo voz têm para se defender.

Diga-se, apenas para dar uma informação correta, que um feto de 3 meses de gestação tem por volta de 7,5 cm, o que é bem maior do que uma azeitona. O corpo, ao final do 3o. mês de gestação já está completamente formado, sendo perfeitamente distinguidos os ouvidos, pernas, braços, dedos, os olhos já têm pálpebras e que ficam fechadas, o sexo já pode ser distinguido a partir dos genitais, etc.

Ou seja, as feministas da Marcha Mundial das Mulheres ao dizerem que um feto de 3 meses tem apenas o tamanho de uma azeitona, o que é completamente mentiroso, apenas dão pistas do desprezo que nutrem por tudo o que lhes impede de impor sua agenda da liberação do aborto.

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Após mostrar um pouco do pensamento de 3 entidades feministas que apóiam a Pastoral da Mulher Marginalizada, deixarei a conclusão para o próximo post.

PMM e suas ligações obscuras - II

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Abaixo, continuo com a exposição da agenda das entidades que apóiam a PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada.

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2) CFSS - Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde

Esta entidade também não fica atrás quando o tema é o aborto. Há artigos em que o histórico da luta abortista é contado:

"A primeira iniciativa para a implantação do serviço de atendimento aos casos de aborto previsto por lei partiu da deputada Lúcia Arruda (PT/RJ). O projeto de lei foi sancionado pelo então governador do Estado de Rio do Janeiro, Leonel Brizola, que posteriormente recuou diante da forte pressão da Igreja Católica.

Em 1988, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Saturnino Braga, regulamentou a Lei nº 1.042, de 28/07/1987, estabelecendo a obrigatoriedade do atendimento médico pela rede de serviços de saúde para a prática do aborto nos casos previstos pelo Código Penal (Seminário Nacional Aborto, Cidadania e Justiça Social - São Paulo, maio/95).

Na cidade de São Paulo, em 1989 o governo da prefeita Luiza Erundina criou este serviço por meio da Portaria nº 629/89, de 26/04/89, que dispõe a "obrigatoriedade da rede hospitalar do município, do atendimento médico para o procedimento de abortamento nos casos de exclusão de anti-juricidade, previstos no Código Penal"." (original aqui)

Em outros, o movimento petista em direção à legalização do aborto é louvado:

"Nesse sentido é relevante a instalação da Comissão Tripartite para revisar a legislação punitiva do aborto, no sentido, espera-se, de promover a sua descriminalização e legalização. O movimento tem a sua frente o desafio de acompanhar e influenciar fortemente esse processo, com o fim de buscar alcançar o máximo de êxito na garantia de inclusão de suas propostas no sentido de que, finalmente, neste país, tenhamos a dignidade de deixar de punir as mulheres que praticam abortos ilegais, conforme preceituam os acordos firmados nas Conferencias Internacionais do qual o Brasil é signatário." (original aqui)

Também na página desta entidade feminista, há um livro, com o título de "SAÚDE DAS MULHERES: EXPERIÊNCIA E PRÁTICA DO COLETIVO FEMINSTA SEXUALIDADE E SAÚDE". Há um capítulo inteiro dedicado ao aborto, no qual enormes MENTIRAS sobre a Igreja são divulgadas.

Podemos ler trecho no qual é dito que "
A Igreja Católica tem mudado sua atitude [em relação ao aborto] conforme o Papa que se encontra no poder". Nada mais mentiroso, um parágrafo produzido para enganar católicas ingênuas e, provavelmente, desesperadas. Nada, porém, que possa surpreender quem tem o mínimo contato com o modus operandi de entidades feministas quando o assunto é aborto.

O fato é que houve durante um bom tempo discussão sobre o momento em que a alma é infundida no fruto da concepção, se no exato momento da concepção -- animação imediata --, ou se em momento posterior -- animação mediata. Porém, e isto é para ficar bem claro, a Igreja jamais deixou de condenar o aborto como prática abominável, mesmo que em determinados momentos tal pecado gravíssimo tivesse a punição mais branda devido a certas posições não considerarem o concepto já portador de alma humana.


Mas as senhoras do Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde pouco se importam em trazer uma informação de qualidade sobre a real posição da Igreja em relação ao aborto no decorrer dos séculos. O que vale é desinformar.

É por isto que podemos ler tal trecho:
"No século VI, com o Código de Justiniano, passou-se a considerar que o momento da infusão da alma só ocorreria quando o feto adquirisse forma humana. O que significaria que, enquanto a alma não estivesse infundida no novo ser, o aborto não poderia ser proibido."

É uma grossa MENTIRA que o aborto não pudesse ser proibido. Era e sempre foi proibido, apesar de em certos momentos na história haver dúvidas quanto à gravidade do pecado em virtude do debate se a animação era mediata ou imediata. A conclusão de que "o aborto não poderia ser proibido" é de lavra exclusivamente feminista e que lhes serve como uma luva. Só há um problema: carece de fundamento.

Para melhor esclarecer toda esta questão, há um excelente artigo do saudose e venerável Dom Estêvão Bittencourt e que pode ser lido aqui.

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No post seguinte, darei continuidade a esta série em que é abordado as ligações mais do que inconvenientes da PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada.

quarta-feira, junho 11, 2008

PMM e suas ligações obscuras - I

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Qual ligação deveria haver entre uma Pastoral da Igreja com organizações que defendem o "direito" ao aborto, este crime abominável, segundo o Concílio Vaticano II? "Nenhuma, óbvio! -- poderia dizer qualquer criancinha antes mesmo de qualquer aula de catecismo. Mas não é que a Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM), vinculada à CNBB, resolveu inovar?

Em sua página na internet, a Pastoral lista algumas entidades que lhe dão apoio. O texto original pode ser lido aqui. Para não termos problemas com links que desaparecem de repente, abaixo segue uma imagem da página.

Destacado em vermelho estão 3 entidades feministas que prestam apoio à Pastoral. Qual tipo de apoio? Não é dito. Na verdade, isto nem importa. Digamos que tais entidades dessem um rio de dinheiro à PMM... E daí? Isto não tornaria sua agenda mais palatável a uma Pastoral da Igreja. Uma tal "ajuda" seria totalmente dispensável.

O grande apóstolo São Paulo já nos ensinava: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém". Claro está que tais apoios em nada convém a qualquer pastoral.

Abaixo será mostrado o teor da agenda de tais entidades.


1) SOF – Sempreviva Organização Feminista

Em seus boletins e nas notícias divulgadas em sua página, a luta pela "direito" ao aborto é constante. Podemos ler coisas como as que seguem abaixo.

Aqui, ao convocar as companheiras para o dia "Dia de luta pela descriminalização do aborto", explicam:

"(...) a influência das igrejas nos diversos países é a principal responsável pela manutenção da proibição ao aborto. Só para ilustrar, essa confusão entre Igreja e Estado impõe à toda sociedade uma legislação equivocada, que insiste em ignorar os 1,4 milhão de abortos clandestinos feitos anualmente no Brasil." (original aqui)

Aqui, reproduzem notícia veiculada em jornais e vibram com a vitória em um festical de cinema de um filme que foi criticado -- segundo elas -- pelo Vaticano:

"
É uma grande honra”, declarou Mullan ao receber o prêmio. “O filme não é somente como a Igreja Católica e sobre como ela reprimiu jovens mulheres na Irlanda, é sobre todas as fés que pensam que têm o direito de pressionar mulheres”
(...)
O Vaticano, no entanto, foi duro. Um artigo do jornal L’Osservatore Romano, descreve The Magdalene Sisters como uma “provocação irada e rancorosa” que desvirtua os líderes religiosos." (original aqui)

Em seu boletim informativo, a "Folha Feminista", a luta pelo aborto é uma constante. Vejamos alguns trechos:

"Por concretizar a separação entre sexualidade e imposição da maternidade, a luta feminista pelo direito ao aborto é fundamental para a emancipação das mulheres."

"A tentativa de proibir a distribuição gratuita do contraceptivo de emergência, as articulações contra a legalização do aborto, a perda de estrutura e poder de alguns organismos voltados à construção de políticas de igualdade são exemplos de ataques aos direitos das mulheres."
"A comunidade religiosa presente no ato, especialmente da Igreja Católica Romana, apontou o papel da Igreja em usar sua influência para silenciar políticos pró-aborto, incluindo o candidato presidencial John Kerry.
Em 14 de maio, o bispo dos EUA Michael Sheridan, do estado do Colorado, anunciou que católicos pró-aborto em sua arquidiocese seriam proibidos de comungar. Francês Kissling, presidente da organização Católicas pela Escolha Livre, afirma que “o Vaticano usa a sua influência e autoridade para impedir que hospitais católicos por todo o mundo propiciem educação e serviços que previnem o HIV/AIDS e a perda de vidas de mulheres durante o parto. Eles negam acesso ao aborto e à contracepção de emergência.”"

E estes são apenas alguns poucos trechos... Nota-se, claramente, presente todo o discurso abortista-feminista no qual a Igreja é sempre o inimigo principal a ser combatido quando se trata da luta pelo "direito" ao aborto.

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No post seguinte, será dado seguimento à exposição das entidades que apóiam a PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada.



terça-feira, junho 10, 2008

Escândalo interminável

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"Recordar é viver!"
? Não no Brasil dos dias atuais. Não mesmo! Entre nós, recordar, mesmo que o passado recente, é morrer um pouco a cada dia; é comer o pão amargo de uma realidade que ou piora ou permanece a mesma; é testemunhar a passividade dos que poderiam mudar o que deve ser mudado.

Infelizmente, teremos que recordar um escândalo que há vários anos vem acontecendo sem que nada seja feito.

Lembremos de Bernadete Aparecida Ferreira, coordenadora nacional da Pastoral da Mulher Marginalizada. Em fevereiro deste ano, a sra. Bernadete foi protagonista de um escândalo que gerou algumas mensagens neste blog.

Estávamos, então, às portas da Campanha da Fraternidade de 2008, cujo tema foi "Escolhe, pois, a vida", referência direta à luta contra os crimes do aborto e da eutanásia, crimes que certos setores querem que os brasileiros engulam como "direito".

Foi neste ambiente que a sra. Bernadete escreveu e distribuiu depoimento dizendo-se favorável à descriminalização do aborto. Sim, é verdade: uma coordenadora nacional de Pastoral achou por bem mandar o ensinamento da Igreja às favas, destilando o veneno de seu humanismo torto e mesquinho.

Mas isto ainda não é tudo...

O depoimento da sra. Bernadete não foi a primeira vez em que ela aproveitou a oportunidade para dizer-se favorável à descriminalização do aborto. Também conforme já divulgado em mensagem anterior neste blog, eis o que declarou em 2003 a sra. Bernadete:

"Bernadete Aparecida Ferreira, presidente da Organização Não Governamental (ONG) Casa da Mulher 8 de Março, diz que a criminalização do aborto não evita o ato. “Apenas gera clandestinidade e dá dinheiro a pessoas sem qualificação, que provocam danos à mulher”. Segundo ela, o aborto deve ser descriminalizado. “Para que as mulheres tenham serviços de qualidade”.

E foi esta senhora que em 2008, no ano de uma Campanha da Fraternidade dedicada a combater o aborto, declarou-se favorável à descriminalização desta abominável e hedionda prática. E é esta senhora que era então coordenadora nacional de uma pastoral.

Precisamos de mais?

Não, não precisamos... Mas há mais ainda. Infelizmente.

Quando este escândalo veio à tona a partir de uma reportagem do jornal "O Estado de São Paulo",
D. Pedro Luiz Stringhini, presidente da Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB, à qual está vinculada a Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM), deu a seguinte declaração:

"O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB."


Mais uma vez em mensagem neste blog, era expressada a estranheza de uma tal declaração do bispo, pois é de se imaginar que é altamente inconveniente para a Igreja e para o bem das almas que alguém que publicamente dê mostras de estar frontalmente em desacordo ao ensinamento da Igreja em assunto gravíssimo como o aborto tenha qualquer tipo de participação em uma Pastoral. O mínimo que deveria acontecer é que tal pessoa fosse afastada sumariamente de suas funções.

Na verdade, conforme demonstrado, já há muito deveria ter ocorrido tal afastamento, pois já em 2003 a sra. Bernadete mostrava a todos seu pensamento em relação ao aborto. Mas o que acabou acontecendo é que D.
Pedro Luiz Stringhini apenas deu a esperança de que ela seria afastada em março.

Passou março. Passou abril. Passou maio. Chegamos em junho, e o que temos? Temos o seguinte, retirado da página da Pastoral da Mulher Marginalizada:


(original pode ser visto clicando-se aqui)

Sim, é isto mesmo... Passaram-se vários meses e a sra. Bernadete Aparecida Ferreira, que é a favor de que o aborto não mais seja encarado como um crime, continua na coordenação nacional de uma Pastoral da Igreja.

Pergunta-se: é conveniente isto? Qual o motivo da paciência no trato com pessoas que há vários anos mostram-se contrárias ao ensinamento da Igreja em matéria gravíssima? Não se está falando de pessoas que pedem perdão ou que vivem em dúvidas por determinada situação. Não mesmo! Estamos falando de pessoas que não perdem a oportunidade de divulgar seu apoio à descriminalização do aborto.

Em outro escândalo, envolvendo a participação de uma feminista a favor do aborto em um DVD produzido para a Campanha da Fraternidade de 2008 (ver mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), achamos por bem lembrar o que foi declarado no Concílio Vaticano II sobre o aborto e que alguns setores na Igreja que insistem em esquecer. Lembremos:

"Com efeito, Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis. (...)" - Gaudium et Spes, 51.

Curioso é que tais setores são os mesmos que bem gostam de instrumentalizar o CVII para justificar os mais absurdos abusos ao ensinamento tradicional da Igreja em matéria disciplinar, litúrgica, moral, etc.; e são estes mesmos que parecem ignorar as fortíssimas e claríssimas palavras do CVII sobre o aborto.

Por aí bem se vê a que agenda tais pessoas servem e quais são seus objetivos. Uma coisa salta aos olhos: isto nada tem que ver com a missão sagrada da Igreja.

Que tal, respeitosamente, escrevermos ao bispo sobre isto?

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

"Tu es Petrus": a palavra do Papa sobre o aborto

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Vivemos tempos em que o bispo presidente da comissão da CNBB à qual está subordinada a coordenadora prefere esperar que o mandato desta termine antes de afastá-la do cargo por total incompatibilidade com os princípios da Igreja.

Vivemos tempos em que um bispo pensa que o aborto é uma questão aberta na Igreja e que fechá-la trará o supremo malefício de comprometer a Campanha da Fraternidade de 2008.

Este é o ambiente em que a Igreja entrará no Tempo Quaresmal. Este é o ambiente no qual será lançada a Campanha da Fraternidade de 2008, que tem como tema "Fraternidade e Defesa da Vida".

Pelo jeito, parece que há, para dizer o mínimo, um profundo desconhecimento do que a Igreja prega sobre o assunto.

Dias atrás publicou-se aqui um post trazendo a palavra do Magistério no Concílio Vaticano II sobre o aborto. Neste concílio, o aborto foi chamado "crime abominável". Sem excessões. Sem subterfúgios.

Será que esta palavra claríssima não basta? Será que haverá gente que pense que um "crime abominável" possa se tornar um ato aceitável?

Na Igreja Católica, instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, temos uma cabeça visível, o Papa. A palavra do Papa tem de ser escutada com respeito filial por todos que se considerem católicos. O Papa é o Sucessor de São Pedro, o primeiro Papa. Quando o Papa fala, é como se São Pedro falasse, pois o Papa assumiu o mesmo local hierárquico privilegiado que tinha São Pedro sobre os outros apóstolos.

Sua Santidade Bento XVI já teve oportunidade de abordar por vezes a questão da dignidade da vida. Uma das oportunidades em que ele foi mais claro em relação a este assunto foi em 30 de março de 2006, em um discurso aos participantes de um congresso promovido pelo Partido Popular Europeu. Neste discurso podemos ler o seguinte trecho:

"No que se refere à Igreja Católica, o interesse principal das suas intervenções no campo público é a tutela e a promoção da dignidade da pessoa e, por conseguinte, ela chama conscientemente a uma particular atenção aos princípios que não são negociáveis. Entre eles, hoje emergem os seguintes:

  • tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural;
  • reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstituível;
  • tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos."


Eis a palavra de Pedro. Entre os pontos NÃO NEGOCIÁVEIS está o cuidado com toda vida desde sua concepção até a morte natural. Como no texto do Concílio Vaticano II, não há excessões e nem subterfúgios. Não há questão aberta.

Esta é a palavra do Papa. Pode um católico deliberadamente não escutá-la?

domingo, fevereiro 03, 2008

Respondendo apenas o necessário...

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Neste novo escândalo na Igreja no Brasil envolvendo a questão do aborto, o Bispo de Jales-SP, D. Demétrio Valentini, saiu em defesa da sra. Bernadete Aparecida Ferreira, coordenadora da Pastoral para Mulheres Marginalizadas e que deu depoimento declarando-se favorável à descriminalização do aborto.

O Bispo é o responsável direto pelo trabalho da sra. Bernadete, segundo consta na página da CNBB.


Na reportagem do jornal "O Estado de São Paulo", D. Demétrio deu as seguintes declarações:
  • “Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”
  • “é válido o depoimento de Bernadete, pois é um grito que vem não do teórico mas de quem conhece e vive com as mulheres marginalizadas”
  • “O homem comete aborto toda vez que se desinteressa pela vida do filho que pôs na barriga da mulher.”

Tenho também 3 coisas a dizer, respeitosamente, sobre as declarações do bispo:

  1. Abrir a questão do aborto é coisa que a Igreja jamais fez, pois fazê-lo seria o mesmo que relativizar um mandamento direto de Deus: "Não matarás";
  2. O depoimento da sra. Bernadete Aparecida Ferreira, independente de sua experiência com mulheres marginalizadas, é frontalmente contrário ao ensinamento da Igreja. A experiência que ela tem na questão é irrelevante. Relevante é que seres humanos serão eliminados;
  3. Se um homem contribui para o aborto de seu filho, se ele é cúmplice neste "crime abominável" -- conforme palavras do Concílio Vaticano II, na Gaudium et Spes --, também deveria pagar pelo crime. Muito pior é que se tente relativizar a má atitude da mãe por causa da péssima atitude do pai. Infinitamente pior é que a criança gerada pague com a vida pela irresponsabilidade de seus pais.
Apenas isto a dizer.

Vamos perguntar ao bispo?

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O escandaloso caso de uma coordenadora de pastoral vinculada à CNBB que divulgou depoimento favorável à descriminalização do aborto fala por si. Sequer imaginar que uma pessoa com relevante cargo pastoral na Igreja seja favorável à descriminalização do aborto é por demais absurdo.

A questão do aborto é divisora de águas. É uma questão "preto e branco", como os norte-americanos gostam de falar. Não existe pessoa mais ou menos contra o aborto e nem mais ou menos favorável. Sim, sim; não, não. Ou contra ou a favor. Ponto.

Alguém pode pensar que talvez a sra. Bernadete tenha escondido durante todo este tempo que seja favorável à descriminalização do aborto e que só agora isto veio à tona.

Infelizmente, isto não é bem assim...

Eis um rápido vislumbre sobre o pensamento da sra. Bernadete Aparecida Ferreira sobre a questão em 2003, conforme consta na página do Programa Nacional de DST e AIDS:

"
Bernadete Aparecida Ferreira, presidente da Organização Não Governamental (ONG) Casa da Mulher 8 de Março, diz que a criminalização do aborto não evita o ato. “Apenas gera clandestinidade e dá dinheiro a pessoas sem qualificação, que provocam danos à mulher”. Segundo ela, o aborto deve ser descriminalizado. “Para que as mulheres tenham serviços de qualidade”.

Isto em 2003... Coincidência que este foi o ano da ascensão de Lula ao poder? Difícil acreditar em coincidências em casos assim.

Ou seja, o "humanismo" torto da sra. Bernadete já é por demais conhecido de todos. Pergunta-se: como ela chegou aonde chegou com este pensamento? Fosse a CNBB uma ONG abortista, sem problemas. Mas não é, graças a Deus! Como esta senhora vai cuidar do aconselhamento e evangelização de mulheres marginalizadas se ela coloca-se frontalmente contra o ensinamento bi-milenar da Igreja sobre a questão?

Ou será que a CNBB não liga para o que pensam os leigos que são a força motora de suas pastorais?

De qualquer ângulo que se olhe para esta questão, apenas uma coisa fica bem clara: há coisa muito errada em boa parte das pastorais. Fica evidente, a cada dia, que o triste e lamentável episódio do DVD da Verbo Filmes não foi um lapso, um deslize. Não, não... É apenas a evolução natural do ambiente que se está criando em muitas pastorais.

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Mas será que há jeito? Claro que sim! Nos tempos atuais, a esperança é das virtudes que mais devemos exercitar.

A nossa esperança nos leva até D. Pedro Luiz Stringhini, presidente da
Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB. A Pastoral para a Mulher Marginalizada está subordinada à comissão presidida por D. Pedro Luiz. É a ele que devemos, em primeiro lugar, nos dirigir para respeitosamente pedir explicações deste absurdo.

Podemos perguntar a D. Pedro Luiz Stringhini por que a coordenadora, sra. Bernadete Aparecida Ferreira, não é de imediato afastada de suas funções, pois, segundo ele declarou ao jornal "O Estado de São Paulo":

"O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB."

O bispo poderia esclarecer a todos o motivo de a sra. Bernadete não ser sumariamente afastada do cargo que ocupa. O que estamos esperando afinal de contas? Que ela participe de uma passeata pró-aborto?

Podemos também pedir esclarecimentos sobre por que a sra. Bernadete esteve durante tanto tempo fazendo um trabalho junto a mulheres marginalizadas através de uma Pastoral da Igreja, vinculada à CNBB, sem que estivesse em concordância com os princípios básicos da Igreja. Isto fica bem claro quando lemos a declaração da sra. Bernadete Aparecida Ferreira dada em 2003.

Por fim, podemos pedir, também respeitosamente, como é nosso dever frente a um sucessor dos apóstolos, esclarecimentos quanto a esta declaração dada por D. Pedro Luiz Stringhini:

“É provável que haja mais manifestações desse tipo, de pessoas ligadas a nós, como já ocorreu numa palestra do Núcleo Fé e Cultura, da PUC de São Paulo.”

O que isto quer dizer? Que haverá mais escândalos deste tipo? Que teremos de enfrentar mais gente de dentro da Igreja indo contra o ensinamento da Igreja em uma questão que é inegociável, segundo o próprio Papa?

Aliás, a própria CNBB foi firme em afirmar a inegociabilidade do valor da vida humana por ocasião da Semana Nacional da Vida em 2006:

"(...)
De modo especial salientamos o valor sagrado da Vida Humana, sem nos esquecermos de todas as demais dimensões que esta abrange. Diante de tantos ataques que a Vida vem sofrendo em nossos dias é nossa missão reafirmar sua importância inalienável e inegociável. Ela é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores. Desejamos que todos se empenhem nestes dias nesse sentido." (original pode ser lido aqui)

Como então podemos esperar que haja mais manifestações como a da sra. Bernadete? O que, afinal, estão estas pessoas fazendo em pastorais se elas estão em franca oposição à palavra da própria CNBB, que apenas repete, como era de se esperar a palavra da Igreja e do Magistério?

Creio que o bispo poderá muito bem prestar esclarecimentos a todos os fiéis que respeitosamente o indagarem sobre estas questões.

O e-mail de D. Pedro Luiz Stringhini é dpls@terra.com.br. Que tal perguntarmos a ele o que está havendo?