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terça-feira, maio 12, 2015

O caso do Paraguai: para os defensores do aborto, não há drama que não possa ser utilizado para sua causa

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O caso ainda em andamento da menina paraguaia grávida de seu padastro é por si só bizarro demais. Não surpreende que seja o tipo de caso em que muita gente seja levada a questionar suas convicções. É forçoso dizer que é em caso deste tipo que nossas convicções pró-vida são realmente desafiadas.

Como não poderia deixar de ser, os abortistas, que ficam como abutres procurando carniça para se banquetear, estão aproveitando o caso. O cheiro de podridão lhes atrai como nenhum outro. Destaca-se entre os necrófagos a atuação da Anistia Internacional, que vem pressionando as autoridades paraguaias para que a menina possa abortar.

Gravidezes resultantes de estupros e incestos são os chamados "casos limites" ao se falar sobre aborto. São estes casos que, apesar de relevância estatística bem reduzida,  são sempre utilizados pelos abortistas para empurrar sua agenda na opinião pública. Basta como exemplo que o caso chave para a liberação do aborto nos EUA foi baseado em uma alegação de estupro -- o que se mostrou uma mentira tempos depois. Aqui no Brasil, tivemos um caso semelhante há cinco anos com o tristemente famoso caso de Alagoinha, em que gêmeos foram abortados para que a Cultura da Morte pudesse seguir sua implantação durante o governo petista.

Esta instrumentalização dos dramas alheios, esta disposição para focar o debate sobre o aborto nos casos mais sórdidos é um dos métodos preferidos dos defensores do aborto. Sabem eles que quem foca exclusivamente no drama da menina-mãe estuprada por seu padrasto esquece-se facilmente que ela carrega dentro de si uma vida humana que será cruelmente assassinada. E é exatamente isto que procuram sempre os abortistas: tirar o nascituro do pensamento da opinião pública. 

A vida é um fato, e não uma escolha como desejam os abortistas. Escolhas são os ações que levam à geração de uma nova vida. O fato da vida acontece seja por amor dos pais, seja por "descuido" ou seja até mesmo pela escolha unilateral e criminosa de uma violência, mas a vida não deixa de ser um fato. E é este fato que os abutres abortistas querem que todos esqueçamos em casos como o da menina paraguaia. É aquela vida humana frágil e inocente ainda no ventre de sua menina-mãe que mais lhes incomoda e é ela que eles precisam deixar fora da equação.

Consta que a menina já está no 22o. mês de gestação. Abortistas brasileiros vivem "argumentando" que um feto de 12 semanas ainda nem possui o sistema nervoso (como se fosse isto o que define nossa humanidade) e por isto um aborto não seria problema algum até este tempo gestacional. O que não será visto na imprensa pautada pela agenda do abortismo é que o bebê que vai no ventre da menina-mãe sentirá dores inimagináveis qualquer que seja o método escolhido para seu abortamento. Talvez tais pessoas imaginem que ele deve pagar com dores extremas pelo crime horrendo de seu pervertido genitor.

Uma outra coisa que não se verá na imprensa é que já existem estudos que consideram que o tempo gestacional de viabilidade passe a ser 22 semanas. Atualmente a maioria da literatura médica considera 24 semanas como o tempo gestacional de viabilidade extra-uterina. Ou seja, com o avanço da Medicina, principalmente nas técnicas de cuidados intensivos de prematuros, bebês com tempo gestacional cada vez menor têm mais chance de sobrevivência. 

Por que então até entidades como a Anistia Internacional vêm se envolvendo no caso da menina-mãe do Paraguai? É claro que o motivo é o cheiro de carne podre que lhes excita o paladar. Os abortistas não estão nisto porque importam-se com o drama da menina, não é por alguma preocupação com sua saúde. Não é nada disto. O que lhes interessa são as manchetes e a conquista de mentes e corações para sua causa.

A Anistia Internacional está usando todo seu poder para lutar para que a menina possa fazer um "aborto seguro". Seguro para quem? Certamente não para o bebê em gestação.

As palavras publicadas na página Secular Pro-Life são claríssimas e no ponto:

"Um aborto de gestação tão avançada é feito por injeção letal no coração do bebê. Após isto a mãe entrará em trabalho de parto para expelir o corpo do bebê. Isto significa que esta pobre criança de 10 anos irá passar pela experiência do parto de qualquer forma. Devido a isto e também a todo o trauma que ele infligiu a ela, espero que seu padastro apodreça no inferno. 
A única questão é se ela dará à luz um bebê vivo ou um bebê morto. Mas a Anistia Internacional sequer considera a idéia de permitir que este bebê dê o primeiro suspiro. Eles estão apenas usando este caso para empurrar a agenda do "aborto seguro". Sinto que os dias quando a Anistia Internacional realmente se posicionava pelos direitos humanos ficaram no passado."

É exatamente isto. 

E a coisa fica ainda mais triste quando se vê até mesmo para uma entidade como a Anistia Internacional, que foi fundada por um católico preocupado com os presos políticos, faz parte da turba do abortismo internacional. Que salto enorme! Que papelão! Da luta contra regimes opressores que encarceram opositores por suas opiniões políticas para a luta contra poderosíssimos bebês ainda não nascidos. Quanta coragem! Quanto humanismo!

Assim atuam os defensores do aborto. Não têm a menor cerimônia para usar um drama devastador como o desta menina paraguaia como simples instrumento para sua agenda ideológica. E tudo, claro, com o aval de "defensores" de Direitos Humanos.


terça-feira, maio 05, 2015

Ataques à família, o "Cavalo-de-Tróia" da Cultura da Morte

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Que tal dar uma olhada no que andam pensando certos filósofos sobre a instituição familiar? Adam Swift e Harry Brighouse são filósofos que vêm tentando fazer uma reavaliação do papel da família na sociedade. Um pouco de sua visão pode ser vista em uma entrevista recentemente concedida a um programa de rádio australiano, "The Philosophers Zone".

Que acham eles do singelo ato de ler histórias para seu filho antes de dormir? Todos sabemos que isto é ótimo, e pesquisas indicam que crianças cujos pais têm este hábito saem-se melhor na vida em geral, mas, segundo os filósofos Swift e Brighouse, isto devia ser evitado, pois perpetua e acentua a "desigualdade" entre as crianças e na sociedade em geral. Pois é. Ou seja, o bem da criança deve ser sacrificado por uma idéia pervertida de "igualdade".

De um ponto de vista puramente instrumental, uma maneira de acabar com esta desigualdade, segundo eles, seria a eliminação da família, já que esta é a fonte primordial da desigualdade social. Uma das maneiras de eliminar algo, fora sua supressão direta, é tornar sua definição tão ampla que ela se torne totalmente diversa do que era originalmente. Bons entendedores já sabem o que isto significa. Alguém acha mesmo que a atual insistência no mantra de "novas configurações familiares" é coisa que não trará mal algum? Alguém é mesmo tão ingênuo a este ponto? Swift e Brighouse parece contar com tal legião de ingênuos.

Os filósofos acham também que nossa sociedade está presa ao passado em relação aos laços biológicos entre pais e filhos e aos direitos dos pais sobre a educação de sua prole. Ou seja, na visão deles, um casal pode ter os filhos, mas isto não indica que estes pais têm direito sobre as crianças apenas por tê-los gerado. Não é preciso levar muito à frente a imaginação para ver o rabinho do estado balançando atrás da cortina, não é mesmo?

E a coisa continua... Por que os pais da criança deveriam ser apenas 2? Por que não 3? Ou 4? Segundo os filósofos, isto está completamente em aberto na teoria que eles vêm desenvolvendo. Que tal 10, então? Aí, os filósofos já começam a ficar mais céticos, pois, segundo eles, fica parecendo que a criança não tem pais, mas sim uma comissão, e acaba que ninguém assume como pai e mãe da criança. Então tá. 

Quem fica achando que os ataques que vêm sendo feito à família é coisa pouca, devia começar a pensar aonde este pessoal quer chegar em vez de ficar aplaudindo tudo que a mídia anda mostrando como super antenado e "progressista". A entrevista dada por Adam Swift ao programa "The Philosopher Zone" é um bom indício do caminho que as coisas podem tomar se muitos não deixarem cair as escamas de seus olhos.


sexta-feira, maio 01, 2015

Em Novo Hamburgo, um bebê venceu a Cultura da Morte

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Segundo o página do Jornal NH, o casal Eduardo Alex Schmitt e Caroline Zimmer, de 21 e 18 anos, foram autuados em flagrante por tentativa de abortoO delegado responsável pelo caso, Enizaldo Plentz, quer transformar o indiciamento em tentativa de homicídio. Isto se deve ao fato de que Eduardo teria causado ferimento na cabeça de seu filho com um alicate, quando tentava retirar o bebê do ventre de sua namorada. 

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https://contraoaborto.wordpress.com/2015/05/01/casal-de-jovens-tenta-abortar-mas-bebe-nasce-vivo/

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Desordem moral, a raiz de nossos males

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No dia 7 de fevereiro de 2007, há 8 anos portanto, falecia de forma absurdamente cruel o menino João Hélio, de 6 anos de idade, nas violentas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Alguém se lembra? Talvez poucos, bem poucos mesmo.

Um menino arrastado e despedaçado ao ser levado pendurado em um carro com criminosos em fuga não bastou para interromper o carnaval carioca, que aconteceria duas semanas depois. Em uma postagem de 2011, quando dos 4 anos da morte de João Hélio, assim escrevi:
"Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.

Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. (...)"
Pelo jeito o menino João Hélio virou estatística, pois nada da indignação causada por aquela morte crudelíssima parece ter restado.

Onde, aliás, ficou a indignação da sociedade brasileira quando no dia 3 de janeiro do ano passado a menina Ana Clara, também de 6 anos, teve 95% de seu corpo queimado em ato de terror contra o ônibus no qual ela viajava com sua mãe. Este ato foi cometido por menores de idade a mando de encarcerados do sistema prisional do Maranhão. A menina veio a falecer 3 dias após o ataque.

Houve alguma indignação profunda em nossa sociedade? Algo foi feito para que casos assim possam ser minimizados ou não voltem mais a ocorrer? Nada.

E nossa sociedade vai, ano após ano, perdendo sua sensibilidade... Na madrugada deste Domingo, na cidade de Jaguarão, no RS, uma adolescente de 16 anos morreu atropelada por um caminhão de Trio Elétrico. Não entro no mérito do que aconteceu, principalmente por respeito aos familiares, mas o que aconteceu após o acidente é de estarrecer, conforme relatado pela página da revista Veja:
"Ainda de madrugada, a prefeitura da cidade suspendeu os festejos. Entretanto, já na tarde deste domingo a programação teve autorização para ser retomada. Durante os eventos, haverá um minuto de silêncio em homenagem à jovem."
Certo. Uma jovem morre na "festa" e a reação é retomar tudo de onde parou. Que tal desviar um trio elétrico para passar na porta do cemitério também? Que tal uma batucada no velório? A canalhice do carnaval carioca e suas "homenagens" ao menino João Hélio parece que vem fazendo escola Brasil afora.

Melhor, bem melhor, fez o bloco cujo caminhão de Trio Elétrico atropelou e matou a jovem gaúcha. Em nota oficial, o bloco declarou:
"Apesar de a menina não ser integrante do trio elétrico Marajás do Trago, estamos extremamente abalados e não temos condições psicológicas de continuar com os desfiles no Carnaval de 2015."
E quem teria condições? Um bloco de carnaval -- "Marajás do Trago"! -- mostra mais tutano moral que a administração pública de uma cidade. Que tempos!

E é bom que se diga que Jaguarão é uma cidade de menos de 30.000 habitantes. Ou seja, nem mesmo a impessoalidade e o egoísmo típico das grandes cidades podem servir de desculpa. E é claro que o problema não é Jaguarão, o problema é o Brasil, é nossa desordem moral, esta força que está nos corroendo por dentro e que nos impele ao que é errado, que nos cega e impede que vejamos o que é correto. 

Um dos exemplos desta desordem é um vídeo que apareceu esta semana nas redes sociais. Nele era mostrado o resultado de um acidente em uma estrada no Brasil e podia-se ver pessoas saqueando a carga do caminhão que havia sofrido o maior dano. Conforme o veículo da pessoa que estava filmando a cena ia ultrapassando o caminhão que estava sendo saqueado, podia-se ver o frenesi dos saqueadores em tomar para si a maior parte possível da carga. A grande surpresa é que quando é filmada a cabine do caminhão que estava semi-destruída podia-se ver o motorista preso ás ferragens, provavelmente morto, ou desacordado e precisando de ajuda. E ninguém o ajudava, caso necessitasse, ou ninguém mostrava o mínimo de respeito por uma pessoa que havia acabado de falecer. Nada. A única coisa que importava era o roubo, o crime, o levar vantagem tão típico nosso. Foi coisa de embrulhar o estômago ver homens portando-se de forma pior que animais.

É esta desordem que devemos combater, pois é ela a raiz de inúmeros males; males que vêm deixando um rastro de crianças mortas de forma cruel, tais como João Hélio, Ana Clara e inúmeras outras; males que levam as mulheres a encarar o aborto como se solução fosse para algo. Nesta desordem moral quem mais sofre são os pequeninos, são os frágeis, são os necessitados; estejam eles no ventre de suas mães, no banco de trás de nossos carros, ao lado de sua mãe em um ônibus ou até mesmo na cabine de um caminhão de carga. Esta desordem moral nos atingirá a todos.



quinta-feira, dezembro 04, 2014

Proibir abortos aumenta a mortalidade materna? O Chile está provando o contrário.

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Um dos pseudo-argumentos mais utilizados pela militância abortista é o de que criminalizar abortos aumenta a mortalidade materna, pois segundo eles as mulheres não deixarão de abortar e irão procurar alternativas "inseguras". 

Esta forma de raciocínio é torta, como é de praxe entre os abortistas, e tenta apenas tirar do aborto toda a carga ética que envolve a questão, deixando o procedimento como uma mera redução de riscos para a saúde das mulheres que abortam. 

Colocando de lado o fato de que qualquer aborto jamais é seguro, pois sempre haverá ao menos uma morte, uma pesquisa no Chile mostrou que uma tal linha de pensamento é tão firme quanto um prego na areia. Nesta pesquisa é demonstrado que os índices de mortalidade materna caíram desde que aquele país proibiu a prática do aborto em 1989: de 41,3 para 12,7 -- redução de 69,2% -- foi a queda do número de mortes maternas por 100.000 mulheres, o que coloca o Chile como o 2o. melhor colocado nas Américas, à frente até mesmo dos EUA.

Porém, segundo o raciocínio da militância abortista, dada a proibição do aborto, era para se esperar um aumento do número de mulheres hospitalizadas em virtude do aumento de abortos ilegais, não é mesmo? Mas a realidade, esta velha desconhecida dos abortistas, mostra que isto não acontece no Chile, que vem registrando uma contínua queda no número de altas hospitalares devido a abortos ilegais. E para reforçar ainda mais este dado, o número de altas hospitalares devido a problemas naturais na gravidez, tais como gravidez ectópica ou abortos espontâneos, vem se mantendo constante, o que demonstra ainda mais a relevância da queda no número de altas relacionadas a abortos ilegais.



A pesquisa, coordenada pelo epidemiologista Elard Koch, revela ainda outros dados interessantes: medo e coerção são responsáveis por 70% das respostas quando as mulheres são inquiridas sobre o motivo de estarem pensando em recorrer ao aborto. Este dado deita por terra o tal "direito de escolha" tão na boca da militância abortista/feminista e mostra que liberar o aborto é exatamente dar força a quem oprime e coage as mulheres, seja o marido, namorado, companheiro ou família.

É evidente que a proibição do aborto por sí só não pode ser a responsável pela diminuição da mortalidade materna no Chile, e vários especialistas apontam diversas políticas públicas relacionadas à saúde da mulher, o aumento do nível de escolaridade da população e, mais recentemente, programas de apoio emergencial a mulheres vulneráveis e que passam por gravidezes indesejadas.

Ou seja, o Chile optou pelo caminho mais árduo, porém necessário: dar saúde de qualidade, educação e apoio às mulheres. Isto é bem diferente do que acontece no Brasil, em que a Saúde Pública está em frangalhos, a educação é de péssima qualidade e as mulheres que desejam ter seus filhos e que passam por dificuldades são tratadas como cidadãs de segunda-classe, sem o mínimo de apoio sério por parte do Estado.

E enquanto o Chile vai melhorando seus índices populacionais indo na contramão do senso comum abortista, provando que para diminuir mortes maternas não é preciso descriminalizar o aborto, mas sim dar acesso a serviços de saúde de qualidade, educação e apoio, nós ficamos aqui vendo militantes feministas/abortistas e até mesmo revistas de circulação nacional tentando empurrar a agenda abortista à toda a população, mesmo que isto signifique mais e mais mortes, seja de mães ou de filhos.

terça-feira, outubro 14, 2014

"(...) todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto"

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O ex-deputado petista Luiz Bassuma, que, na prática, foi expulso do PT por defender a vida explica em vídeo como foi o processo em que ele foi alvo da militância a favor do aborto dentro do PT.

Segundo suas próprias palavras:
"Em 2007, em seu Congresso, (...) [o PT diz que] A partir de agora todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto."

Infelizmente, muitos católicos brincam com sua fé em épocas de eleições, assim como muitos o fazem durante o Carnaval, e a despeito de tudo o que já se tornou conhecido nos últimos anos nos governos Lula e Dilma em relação aos ataques diretos à vida e á família, insistem em dar seus votos a uma corja que é o símbolo da Cultura da Morte contra a qual devemos lutar.

Parece que nem mesmo a palavra de um Papa pode impedir certos "católicos" de prestar culto a seus ídolos. É sempre bom relembrar o que já nos ensinou o Magistério da Igreja sobre o assunto:
"(...) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como «ação», se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã." [S.S. Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno]

E, no mesmo documento, o Santo Padre ensinou de forma claríssima:
"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." [negrito meu]

Percebe-se que o Santo Padre utilizou palavras fortes, mas ainda assim ele teve o cuidado pastoral necessário com seu rebanho. E não é que há gente que resolve deixar pontos importantes, entre os quais a defesa da vida humana é o principal, de lado para ajoelhar-se junto ao altar de um partido político? Isto tem nome: é idolatria.

Mesmo que uma pessoa segundo sua ótica não veja diferença entre ambos os adversários no segundo turno destas eleições, é inegável que o assalto à vida humana não-nascida e à família que pudemos testemunhar nestes últimos anos pode levar até mesmo a alguém ter de se deparar com a situação de escolher o mal menor. E como alguém pode justificar que o mal menor seja votar no PT estando ciente de tudo o que pudemos assistir recentemente?

Salta aos olhos também a arrogância dos que colocam sua fé no partido acima da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Santa Igreja. Como um exemplo acabado disto podemos ver o que aconteceu na página Paraclitus, uma conhecida e frequentada página no Facebook. Em uma postagem recente, uma mensagem na qual eram disponibilizados diversos vídeos e textos demonstrando claramente os ataques do PT e da ideologia que ele representa à família, à vida nascente, aos mais básicos princípios cristãos de moral e bons costumes causou revolta em vários de seus leitores. Seguem alguns exemplos:


Esta provavelmente não conhece as palavras firmes do Magistério sobre quem apóia partidos de linha socialista e comunista. Tampouco a leitora se dá conta da gravidade da situação atual, na qual a vida nascente é alvo de várias iniciativas de partidos de esquerda, principalmente do PT. A moça se diz católica, mas ao mesmo tempo não sabe o mínimo sobre como atuar politicamente tendo sua fé como guia.



Esta sequer sabe o que seja heresia. E para ela ainda tem o agravante de que ela acha mesmo que quem quer acabar com o processo democrático no Brasil é quem denuncia o PT, mas não o próprio PT com o Mensalão, com o Petrolão, os ataques à família, etc.



Posicionar-se, para esta leitora da página Paraclitus, é impor a vontade. Ela acha que um católico dono de uma página no Facebook deve ser imparcial. Talvez ela seja também devota de São Pilatos, que resolveu lavar as mãos e permitir a condenação de um inocente. Dizer que um católico não deve votar no PT é uma obra de caridade e sinal de que os administradores da página têm cuidado com as almas de seus irmãos, pois quem conhece a palavra do Magistério e o histórico dos partidos de esquerda em seus ataques às liberdades religiosas sabe que, exatamente como disse o Papa Pio XI, um "bom católico" não apóia tais partidos.



Esta foi impressionante em sua virulência. Chama o administrador da página de "ditador" apenas porque ele tem um posicionamento claro. Ela condena o que chama de julgamento, mas logo em seguida não hesita em rogar uma praga, dizendo que o Espírito Santo fará sentir sua força sobre os administradores da página. Pois é... A idolatria tem mesmo este efeito cegante sobre os idólatras. Talvez ela acredite que Pio XI, que foi "apenas" o Vigário de Cristo, devia ser um baita ditador por ter dito o que disse sobre o apoio a partidos esquerdistas.

Em resumo, é de embasbacar o baixo nível dos católicos brasileiros ao tratarem de política. Não é à toa que viram presa fácil de discursos populistas como o de Lula, Dilma e do PT. 

O Senhor Deus deu-nos o livre-arbítrio não para que o utilizássemos como um estandarte para nossos erros, mas porque ele deseja que nós de livre coração queiramos nos unir a Ele. Ele sempre espera mais de nós e para nos ajudar ainda deu-nos o um "doce Cristo na Terra", nas palavras de Santa Catarina de Sena sobre o Papa. E muitos católicos afastam-se das palavras do Magistério para juntar-se ao discurso de partidos políticos que vêm atacando a vida humana nascente e a família?

Quem deseja permanecer no erro e chafurdar na lama, pois que o faça, mas não queira utilizar seu "catolicismo" como justificativa. O ponto máximo da liberdade para um católico é ser servo de Cristo. E se alguém ignora o mínimo sobre sua fé em relação à sua participação política, deve o quanto antes parar de tentar justificar suas escolhas utilizando sua fé ou uma suposta liberdade que se sobrepõe até mesmo ao ensino ortodoxo da Santa Igreja.


O PT é abortista. Ponto!

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Quem diz que ambos os partidos se equivalem na questão do aborto quer apenas criar confusão, nada mais que isto. Quem deseja votar no PT deve ter seus motivos, sejam estes reais ou não, mas a luta pela vida humana ainda não nascida não está entre eles.

Jamais a Cultura da Morte teve tanta força como nos últimos anos. A começar com Lula e chegando até Dilma, o que pudemos ver é um verdadeiro festival de horrores de favorecimento escancarado ao abortismo, tendo pequenos hiatos durante as campanhas eleitorais, claro. 

O caso mais clássico, como não poderia deixar de ser, é o do ex-presidente Lula, que tinha um discurso pronto sempre que a questão do aborto lhe era apresentada: dizia-se pessoalmente contra, mas que como Chefe de Estado ele tratava o tema como problema de Saúde Pública. "Tema de Saúde Pública" é como o PT e seus membros falam de aborto quando estão sob a mira dos holofotes e precisam evitar uma resposta mais direta sobre a questão.

Dilma, claro, vem em segundo lugar. Há vídeos gravados em que ela, quando era potencial candidata a presidente, afirma com todas as letras que é favorável ao aborto. Pois bem, quando a coisa atingiu o ventilador e começaram a pulular questionamentos sobre este posicionamento, a turma do abafa veio em auxílio de Dilma, inclusive um "católico" como Gabriel Chalita, e tentaram reverter a situação. Tudo, claro, para enganar a população brasileira. Mas a realidade é bem mais clara: no dia seguinte à eleição de Dilma, o Ministério da Saúde do Governo Lula renovou um convênio com a FIOCRUZ para estudos e pesquisa visando a despenalização do aborto. No dia seguinte!

"Ah... Mas o PSDB também tem rabo preso na questão!" -- alguém pode tentar dizer. O que se pode dizer é que no PSDB há sim gente que é favorável ao aborto, como há em diversos outros partidos, e este partido tem mesmo já sua cota de ruindades nesta área. Mas as diferenças são importantes e, em uma eleição em segundo turno, elas são fundamentais. 

Sempre evito misturar temas aqui no blog, tentando o máximo possível sempre permanecer em questões diretamente relacionadas à defesa da vida. Devido a isto, evitarei aqui defender uma posição contrária ao PT e seu projeto de poder em outros temas que não o assunto principal do blog, mesmo que o assalto às nossas incipientes instituições democráticas tenha ficado mais do que claro a quem encare a questão com o mínimo de isenção.

Mantendo-me estritamente na questão do aborto, beira a desonestidade alguém defender que ambos, PT e PSDB, se equivalem. Não há dados para sustentar o pensamento de quem tenta criar tal tipo de confusão. Se alguns membros do PSDB não se comportam como defensores da vida, é bom que fique claro que em seu estatuto nada há parecido como o que acontece no PT, em que parlamentares já foram, na prática, expulsos de lá por posições em defesa da vida, como aconteceu com os ex-deputados Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC). É coisa para impressionar mesmo. O PT que não expulsa nem José Dirceu, Genoíno ou Delúbio Soares é o mesmo PT que praticamente expulsa parlamentares que defendiam a vida humana por nascer.

Entre os pró-vidas, não há ilusões. Não temos ainda um político de peso que defenda a vida da forma como desejamos, isto é certo. O que temos no momento é a possibilidade de retirar do poder um partido e uma ideologia que vem impondo à população brasileira através de todas as maneiras possíveis sua agenda abortista sob o aplauso de incontáveis ONGs e da imprensa, que é majoritariamente favorável ao aborto.

Não esperamos um salvador, mas queremos sim que o PT e seu projeto abortista, cujas evidências estão disponíveis a todos, sejam retirados do poder para que a Cultura da Morte que eles tão bem representam recue ao menos um pouco. Quem quer votar no PT, pois que o faça, mas tenha a hombridade de defender sua posição sem desonestidade e abraçando com orgulho todo o ônus que a Cultura da Morte simbolizada pelo PT traz consigo.

segunda-feira, setembro 15, 2014

Números do aborto no Brasil: há os que só querem confundir

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Como eu já havia apontado em uma postagem recente ("E assim os favoráveis ao aborto aproveitam as tragédias..."), os abutres favoráveis ao aborto sentiram o cheiro da carniça a partir do caso do desaparecimento da jovem Jandira Magdalena dos Santos Cruz, que supostamente iria para uma clínica de abortos e depois não foi mais vista. A vez agora é do jornal "O Dia", do Rio de Janeiro, que resolveu pular no bonde para se aproveitar de um drama pessoal e questionar a proibição do aborto no Brasil.

Quem lida com o tema do aborto no Brasil pode logo notar na reportagem que não há qualquer referência ao número de abortos no Brasil. O próprio título da reportagem -- "Número de interrupções clandestinas de gravidez é mistério" --, tirando-se o palavrório produzido por ONGs abortistas ("interrupções clandestinas de gravidez"), diz que o número de abortos no Brasil é um mistério. Isto não deixa de ser curioso, pois o número de abortos feitos no Brasil sempre apareceu em reportagens veiculadas na imprensa. Para se ter uma idéia, o número de abortos anuais já foi divulgado como sendo até 4.000.000, mas em matérias recentes a mentira estatística parece ter estabilizado em 1.000.000.

Em uma postagem aqui no blog ("Veja e o aborto: números fictícios"), já foi mostrado que estes números são tirados do nada, não têm qualquer fundamento aceitável. Como já é tática conhecida dos favoráveis ao aborto, os números, e principalmente os óbitos maternos relacionados a aborto, são absurdamente inflados para que a opinião pública seja flexibilizada em sua rejeição do aborto.

Logo, causa estranheza que o jornal O Dia não divulgue a marca corriqueira e fictícia de 1.000.000 de abortos anuais, preferindo dizer que os dados sobre aborto são superficiais. Subitamente, para a imprensa, o número de abortos, que era uma certeza sempre na casa dos milhões, tornou-se um "mistério". O mais engraçado é que este número apenas agora tornou-se um mistério, pois quando não havia qualquer dado a respeito a imprensa chegava ao ponto de afirmar que eram 4.000.000 o número de abortos no Brasil. Somos mesmo uma nação peculiar: conforme mais temos dados, menos confiamos neles, desde, claro, que os dados não mostrem o que certos grupos desejam que seja mostrado.

O mais curioso é que o jornal O Dia falou com representantes do Ministério da Saúde e estes foram capazes de lhes fornecer informações sobre os dados do que é chamado de "aborto legal", mas os números do aborto permaneceram um "mistério". Será que o Ministério da Saúde sabe que existem dados disponíveis sobre morte materna na página do DATASUS, órgão do próprio Ministério da Saúde? Será que a repórter de O Dia responsável pela matéria também não conseguiu achar a página do DATASUS na internet?

Se os representantes do Ministério da Saúde ou o jornal O Dia tivessem feito um trabalho decente, eles poderiam dar ao menos as informações que temos já disponíveis em relação às mortes maternas devidas a falhas de aborto e que estão disponíveis no site do DATASUS. Se assim procedessem eles obteriam a informação de que, de 1996 a 2012, 174 mulheres perderam suas vidas devido a falhas de tentativa de aborto, o que dá uma média anual de 10,23. Imagina-se que a falta de interesse tanto do Ministério da Saúde quanto do jornal em divulgar estes dados seja devida ao número estar abaixo do padrão deles, bem diferente das 200.000 mortes maternas devido a complicações com aborto que já foram divulgadas por ONGs abortistas e compradas pela imprensa, o que se mostrou uma rematada farsa.

Se para os pró-vidas cada morte por tentativa de aborto -- e é bom que se diga o óbvio: a cada aborto "eficiente" ao menos uma morte já ocorre -- é uma tragédia, para os abortistas a tragédia só vale se os números forem milhares ou milhões, de preferência.

Um trecho interessantíssimo da reportagem é o seguinte:
"Um dos receios das mulheres que se submetem a um aborto, e que pode resultar em sequelas graves, como a infertilidade e até a morte, é procurar unidades para fazer exames depois. “O médico não pode contar a ninguém se a mulher revelar pra ele que fez um aborto clandestino. Ele coloca no prontuário a informação, assim como o pedido de exames, medicamentos, mas a divulgação só pode ocorrer se a paciente autorizar por escrito”, revela o presidente do Cremerj, Sidnei Ferreira. O órgão defende uma discussão séria por parte dos governantes sobre o assunto. “A questão é que não pode mais morrer mulher, nem ficar com sequelas, porque o aborto é um crime. O governo tem que entender que é problema de saúde pública”, afirmou Ferreira."
Entende-se que o que o jornal pretendia alertar que muitas mulheres após a prática do aborto sentem-se pouco propensas a procurar os serviços médicos. Porém é o próprio jornal que mostra que o direito do paciente à privacidade de sua condição está sendo respeitado, mesmo que isto esteja atualmente levando à condição de acobertamento velado de um crime.

Mas o mais legal fica para quando o presidente do Cremerj entra em cena. e insinua que mulheres morrem porque o aborto é crime. E isto foi dito por quem declara que o órgão que representa defende "uma discussão séria" sobre o assunto por parte dos governantes! Sei, sei... Então falemos seriamente: mulheres morrem e ficam com seqüelas devido ao aborto, porque cometem um crime contra a vida e porque há gente que as deveria ajudar e mostrar alternativas e, ao invés disto, fica por aí dizendo que a solução é a descriminalização pura e simples do aborto, como aliás parece ter sido o caso triste da jovem Jandira Magdalena.

E deixemos uma coisa clara para o presidente do Cremerj e que talvez ele ainda não saiba: o governo já entende o aborto como um problema de Saúde Pública. E o faz assim tanto por opção ideológica quanto por cálculo, pois lhe é infinitamente mais fácil colocar a culpa na legislação restritiva ao aborto que dar condições para que todas as mulheres possam ter seus filhos. Mas é bem curioso que o presidente do Cremerj venha falar sobre o aborto como um "problema de Saúde Pública" mas se esqueça de falar de outras causas que causam a morte materna e que são muito mais graves em nosso país.

Utilizando-se os dados disponíveis no DATASUS, como já fiz em outras oportunidades aqui no blog ("Estatísticas abortistas? Não, obrigado." e "A manipulação abortista dos números do aborto no Brasil"), mais uma vez recolhi os dados disponíveis referentes a mortes maternas, desta vez no período de 1996 até 2012, último ano disponível. Os dados estão abaixo e podem ser obtidos por quem assim o desejar.

Número de mortes maternas por diversas causas - 1996 a 2012
Clique para ampliar

Marcado com um círculo em vermelho está a linha que marca as mortes maternas devidas a falhas em tentativa de aborto, dado que já foi referido acima no texto, que totaliza 174 mortes no período de 1996 a 2012, com média de 10,23 mortes ao ano. Mas o dado mais significativo desta tabela é a posição que ocupa a classificação "O07   Falha de tentativa de aborto": ela é a 29a. causa de morte materna. E isto reflete o que já acontecia há 2 anos, quando obtive estes dados pela última vez e é por isto que o que escrevi então permanece válido:
"Nesta tabela estão relacionadas todas as causas de óbitos maternos, ordenada decrescentemente. Há de tudo um pouco... Mulheres que morrem devido a hemorragias, infecções, embolias, eclampsia, hipertensão gestacional, etc. Há causas que são claramente relacionadas à falta de condições hospitalares, à incompetência do pessoal de área, à falta de um pré-natal de qualidade, etc. Muitas mortes poderiam ser evitadas com uma coisa que vem faltando há muito em nossos governantes: vontade."
A única vontade que há é de liberar o aborto, isto nada tem a ver com ajudar mulheres. Se desejam mesmo ajudar as mulheres que morrem devido a complicações na gravidez, há 28 causas a serem atacadas antes que as mortes por aborto procurado tenham vez, mas não é o que acontece, claro. Se desejam mesmo ajudar as mulheres, olhar para os dados que já existem e que são coletados pelo próprio governo seria um bom ponto de partida. 

O grande mistério é que haja tanta gente para falar de aborto como problema de Saúde Pública enquanto simplesmente ignora dezenas de outras causas de mortes maternas que poderiam ser minimizadas e ter um impacto considerável na vida de outras mulheres. Mas o que parece ficar claro mesmo é que para muitos a vida das mulheres e de seus filhos são detalhes a serem sacrificados no altar de uma ideologia. A autora da reportagem fala que o "mistério" do número de abortos no Brasil é devido a um "silêncio que mata", mas o que mata mesmo é a confusão que certos órgãos de imprensa e associações de classe ajudam a criar.

quarta-feira, abril 23, 2014

"Sua casa será destruída e seu gado será tomado" -- Aborto e esterilização na China

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"Se você devia ter abortado e não o fez, sua casa
será destruída e seu gado será tomado"
Dentre os inúmeros malefícios que a mentalidade abortista faz à sociedade, talvez o que tenha efeito mais duradouro e nocivo seja a flexibilização das consciências em relação ao valor da vida humana. Quando este valor é relativizado, como vem acontecendo, o resultado é desastroso não apenas para os nascituros. Estes são apenas os primeiros a pagar com suas vidas pelos erros, pelos crimes e pela omissão de uma sociedade que decidiu olhar para o outro lado enquanto a Cultura da Morte vai corroendo suas bases.

Negar o direito à vida, o primeiro de todos os direitos, traz conseqüências não apenas para o ser humano frágil e inocente que será eliminado, as conseqüências serão impostas a cada um de nós.

"Mesmo que você sangre em profusão, você
não deve dar à luz um outro filho"

É o que vem acontecendo na China com sua política totalitária e criminosa de impor aos casais que tenham apenas um único filho. Muitos podem dizer que a China não é exemplo para nada em relação ao aborto ou planejamento familiar, dado que isto é imposto aos seus cidadãos, o que não acontece em países do primeiro mundo. Já eu penso exatamente o contrário: a China é um exemplo exatamente por demonstrar até onde se pode chegar com a falência da preservação dos direitos mais básicos, principalmente dos direitos daqueles que não têm como se defender.

"Se você deveria ter sido esterilizada e ainda não o fez, você
será detida e processada.Se você deveria ter abortado e
não o fez, sua casa será destruída e seu gado será tomado"

Quando o estado impõe suas políticas à revelia dos direitos fundamentais de seus cidadãos, o resultado é o que podemos ver nestas imagens de cartazes com ameaças graves aos que resistirem ao aborto compulsório ou à esterilização forçada. A gênese de tais mensagens foi a relativização da vida humana. Foi quando se distorceu e diminuiu o valor de uma vida humana que se deu a permissão para que o estado encarasse seus cidadãos não como homens e mulheres, nascituros ou não, mas como simples elementos sujeitos às suas políticas.

"Entrem em contato os que residem longe. Apresentem-se os que
estão escondidos. As que estão grávidas devem ter o parto induzido.
As que têm que ser esterilizadas devem ser trazidas."
Mas quando a legislação proíbe o aborto não está o estado também sendo autoritário? -- alguém pode perguntar. É exatamente o contrário. Em primeiro lugar, não é o estado que diz se o aborto é certo ou errado, é a Lei Natural, aquela que vai inscrita no coração de cada homem, que diz que matar um inocente é errado. Em segundo lugar, uma legislação proibitiva ao aborto nada mais fez que se adequar ao que já diz a própria Lei Natural.

"Se você deveria usar o DIU, mas ainda não o usa, ou deveria
ter suas trompas ligadas, mas ainda não tem,
você será presa imediatamente"

Uma legislação perfeitamente adequada à Lei Natural é aquela em que a vida humana ainda por nascer é preservada até mesmo da vontade de seus próprios genitores. Quando a legislação de um país distancia-se da Lei Natural, como no caso extremo da China, toda a sociedade pagará mais cedo ou mais tarde. Os cidadãos chineses já sentem isto diariamente.


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segunda-feira, março 31, 2014

Legalização da prostituição - o Brasil na vanguarda do atraso

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Recentemente vazou ao público a versão provisória de um documento da Anistia Internacional no qual esta entidade posiciona-se explicitamente favorável à legalização da prostituição. 

Não se pode dizer que esta opção da Anistia Internacional cause surpresa. Na verdade, é exatamente o contrário. Apenas para listar um único exemplo, a Anistia Internacional alinha-se ao abortismo internacional e nos dias atuais é defensora do aborto sob o conhecido eufemismo dos "direitos reprodutivos femininos". É o que também acontece com outras entidades, tais como a UNESCO, a UNICEF e inúmeras outras.

Pois bem, as maiores críticas ao documento vazado vieram de entidades de mulheres que foram resgatadas do abismo da prostituição. Pois é! Quem vai de encontro ao que pensa a Anistia Internacional sobre o assunto são aquelas mulheres que passaram pelo horror e degradação da prostituição. São aquelas que passaram pelas humilhações e maus tratos de seus cafetões, que passaram pelos abusos físicos de "clientes", sendo sempre tratadas como meros objetos em troca de dinheiro. 

Claro que existem entidades feministas que compartilham da mesma agenda da Anistia Internacional em relação à legalização da prostituição. Sobre tais entidades e sobre o que elas defendem, vejamos o que escreveu Robin Morgan, uma conhecida feminista norte-americana e militante anti-prostituição:
"Por 50 anos as organizações de mulheres ao redor do mundo têm lutado contra a compra e venda de seres humanos, coisa que tem nome: escravidão. Há décadas as feministas buscam a criminalização dos clientes ao mesmo tempo que procuram a descriminalização das mulheres que são prostituídas; oferecem a tais mulheres apoio que vai do simples acolhimento até programas de reabilitação de drogas ou educação profissional; e buscam também o endurecimento de leis que criminalizam cafetões, traficantes de pessoas e donos de bordéis. 
A resposta a estas iniciativas foi que nada disto funcionaria (e que feministas eram puritanas loucas e anti-sexo).
A indústria do sexo contra-atacou, tanto abertamente -- 'É a profissão mais velha do mundo. Isto sempre aconteceu'; representa a 'liberação sexual' -- e também por debaixo dos panos através do financiamento de grupos do tipo 'prostitutas são felizes', renomeando a prostituição para 'trabalho sexual' e louvando-a como uma escolha de carreira como outra qualquer. Alguém já encontrou alguma menina de 8 anos que tenha dito 'Quando eu crescer quero ser prostituta'?"
É bom que se diga que Robin Morgan não tem nada de conservadora. Esquerdista, ela apóia, entre outras coisas, o direito ao aborto. Isto dá bem a idéia do absurdo ao qual a Anistia Internacional ensaia dar seu amplo apoio, pois até mesmo feministas que estão na mesma trincheira vem denunciando tal posição.

Sobre a denominação de "trabalhadoras do sexo", termo que vem sendo muito utilizado no Brasil, Robin Morgan tem as seguintes palavras:
"(...) o termo 'trabalhadora do sexo' virou moda entre pessoas bem-intencionadas, que assumem que este signifique respeito às mulheres envolvidas nesta situação, mas isto na verdade significa aprovação ao contexto em que tais mulheres tentam ao menos manterem-se vivas ou do qual vem tentando escapar."
As críticas ao documento da Anistia Internacional vieram de inúmeras entidades. Uma delas protestou contra o documento dizendo que este teria a finalidade de criar um suposto "direito de os homens comprarem sexo".

Não posso deixar de dizer o quanto o cheiro de ironia no ar é forte quando se vê esta briga de feministas contra feministas por causa de um assunto que deveria ser consenso. Enquanto um grupo chama a prostituição de "estupro pago" o outro diz que o ato de prostituir-se pode ser encarado como empoderamento da mulher, como mais uma etapa de sua libertação do jugo machista da sociedade. Que coisa, não? O duplipensar destes grupos vai tão longe que chegam a chamar a prostituição de estupro ou libertação. Isto mostra bem como vai indo o movimento feminista atual.

E o que acontece por aqui no Brasil? Como sempre, somos a vanguarda do atraso. O tristemente famoso deputado Jean Wyllis -- aquele mesmo que não teria votos para ser síndico de seu prédio, mas que nosso ultrapassado sistema eleitoral permitiu-lhe ter vaga no parlamento --, continuando com seu objetivo de BBB-ização da política nacional, vem lutando pela legalização da prostituição no Brasil. O mínimo que se pode dizer é que tal causa merece tal porta-voz.

No Brasil, segundo vem aparecendo na imprensa, as associações de prostitutas vêm se mostrando favoráveis à legalização da profissão. Em um país viciado em Estado como o nosso, até as prostitutas são levadas a crer que a legalização da profissão a tornará isenta de seu estigma, como parece acreditar Cida Vieira, presidente da Associação de Prostitutas de Minas Gerais:
"A partir do momento que for legalizada, a prostituta vai ver que é uma profissão como outra qualquer e isso vai ajudar a diminuir a discriminação."

É exatamente neste momento, quando uma Cida Vieira quer crer -- e também levar os outros a isto -- que a prostituição é uma "profissão como outra qualquer", que a frase fictícia colocada por Robin Morgan na boca de uma garota de 8 anos -- "Quando eu crescer quero ser prostituta" --  faz todo o sentido. Alguém acha mesmo que esta frase será algum dia dita com a mesma naturalidade em relação a outras profissões, como as de médica, advogada e professora?

Enganam-se, e enganam-se conscientes disto, tais prostitutas e associações. E são enganadas por políticos que apenas desejam seus votos, tais como um Jean Wyllis, que se aproveita da questão para vender esperanças a quem tenta se agarrar a qualquer fio de esperança.

Porém, não é a legalização da prostituição que dará dignidade às mulheres que estão nesta vida. Todas têm a dignidade de filhas de Deus e devem lutar para saírem deste abismo de abusos e humilhações diárias, coisa que dinheiro algum pode pagar. E os políticos, ONGs e outras entidades fariam muito melhor se procurassem meios proporcionar que tais mulheres tivessem ajuda para buscar meios dignos de sustento, meios que não impliquem serem tratadas como objetos nas mãos de homens inescrupulosos. 


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Fonte: Does Amnesty International want legal prostitution?

segunda-feira, março 24, 2014

O horror do aborto: corpos de bebês utilizados até como combustível para sistema de aquecimento

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Nos últimos anos os corpos de milhares de fetos abortados foram incinerados junto ao lixo hospitalar de vários hospitais do Reino Unido. Até o momento as informações são que isto aconteceu com mais de 15.500 corpos de fetos nos últimos 2 anos. Muitos destes corpos foram utilizados até mesmo como combustível para o sistema de aquecimento destes hospitais.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2014/03/24/o-horror-do-aborto-corpos-de-bebes-utilizados-ate-como-combustivel-para-sistema-de-aquecimento

quinta-feira, março 13, 2014

João Helio, Ana Clara, Yorrally... E vamos aqui aguardando a próxima vítima

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João Helio - assassinado em 07/02/2007
Há 7 anos, mais precisamente no dia 07/02/2007, o menino João Helio, aos seis anos de idade, foi arrastado por vários bairros do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, preso pelo cinto de segurança do automóvel de sua mãe que havia sido roubado. 

Justificadamente, houve comoção nacional com a tragédia. Manchetes foram escritas, especialistas em Segurança Pública foram ouvidos, sociólogos foram entrevistados, etc. Como a atrocidade aconteceu perto da época do Carnaval, chegou-se ao ponto de algumas escolas de samba "homenagearem" João Helio através de cartazes nos desfiles, de coreografias... Claro, nada como se mostrar solidário com o drama vivido pelos familiares do menino antes de cair no samba, não é mesmo? Nossa cara-de-pau parece não ter limites...

Mas no meio de toda esta pantomima, tão comum entre nós sempre que acontece uma tragédia de tal porte, havia também uma indignação sincera da população contra um crime tão bárbaro cometido contra uma criança. Somava-se a isto o fato de entre os bandidos haver um rapaz ainda menor de idade, e a população sabe bem o que isto significa: impunidade, mesmo para os crimes mais hediondos que se possa imaginar. 

Como era natural, o tema da redução da maioridade penal voltou a surgir, pois sequer imaginar que alguém possa participar de um crime como aquele e sair impune após meros 3 anos de medidas sócio-educativas é para revoltar qualquer um. Como era também natural, naturalíssimo até, os suspeitos usuais vieram a público para, do alto de seus pedestais, dar o alerta para o perigo de uma precipitação em relação ao assunto, para o risco de nos deixarmos levar pelo calor do momento. Houve até quem dissesse que pensar em tal assunto naquele momento fosse sinal de barbaridade. Foi isto o que declarou à época o sociólogo Ignacio Cano:
"Isso seria uma resposta bárbara a um crime bárbaro que só faria aumentar a espiral da barbárie. Vejo nisso uma repercussão excessiva, apesar do caráter extremamente perturbador do crime, um raciocínio primitivo porque as pessoas estão reagindo emocionalmente. Tentar extrair políticas públicas de um caso extremo como esse é demais.”
Pois é... Para o professor Cano, bárbaros somos nós que nos indignamos que um rapaz possa participar do trucidamento de um menino de 6 anos e passar apenas 3 anos em repouso em uma unidade correcional, boa parte deste tempo provavelmente em regime semi-aberto. O sociólogo faria bem melhor em explicar a nós mortais como a "espiral da barbárie" poderia aumentar quando apenas se deseja que os culpados cumpram penas de acordo com a natureza de seus crimes. E faria mais bem ainda se nos ensinasse como um criminoso cumprir apenas 3 anos de medidas sócio-educativas, após tratar uma criança com menos dignidade do que a devida a um animal, fará para diminuir a tal "espiral da barbárie".

Na verdade, o que aconteceu mesmo com a "espiral da barbárie" -- para continuar a utilizar o vocabulário do professor -- foi que o menor de idade cresceu, atingiu a maioridade e a última notícia que se tem dele é que voltou a cometer crimes, sendo autuado por posse ilegal de arma de fogo, tráfico e corrupção. Ao que parece, a "espiral da barbárie" não segue os ditames de certos especialistas. 
Ana Clara, queimada viva em 03/01/2014

Na verdade, a barbárie vinda dos bandidos continua recrudescendo: no dia 3 de janeiro deste ano, a menina Ana Clara e mais outros 5 passageiros ficaram queimados após o ônibus em que seguiam ser parado e incendiado a mando de encarcerados no sistema prisional do Condado dos Sarneys, também conhecido como estado do Maranhão. Com 95% de seu corpo queimado, Ana Clara, também de 6 anos de idade, como João Helio, não resistiu aos graves ferimentos, vindo a falecer 3 dias após o ataque.

Segundo informações, dos seis detidos acusados de participação no crime, dois são menores de idade. Alguém está mesmo surpreso com isto? Como os bandidos, bem ao contrário de certos sociólogos, sabem muito bem detectar as mensagens que a realidade lhes passa, a utilização de menores em tais tipos de ataques é cada vez maior, pois eles sabem que a pena na eventualidade remota de alguém ser preso será muito branda, totalmente desproporcional ao crime praticado. Você sabe que um país está sem rumo quando os bandidos são mais realistas que os sociólogos, poderia alguém dizer...

Mas como a barbaridade não encontra freio em nossa Justiça ou nas políticas públicas, ontem fomos brindados com a notícia de que um "menino" de 17 anos e 364 dias de idade assassinou friamente Yorrally, de 14 anos, sua ex-namorada, com um tiro no olho. Não satisfeito, o "menino", do qual eu não posso sequer citar o nome, gravou seu crime e o enviou aos seus amigos. 

Yorrally Ferreira
No primeiro quadro, um frame do vídeo feito
pelo ex-namorado mostrando o assassinato

Premeditação, motivo fútil, falta de remorso, etc. Dá para se pensar em um monte de agravantes para o crime cometido pelo "menino", mas nada disto adiantará, pois ele passará no máximo 3 anos de sua vida em medidas sócio-educativas e depois poderá sair para conhecer outras meninas e, quem sabe?, novas vítimas. Tudo com a conivência de muita gente bem pensante.

Há 7 anos morria João Helio. Há alguns poucos meses morreu Ana Clara. Há um dia morreu Yorrally. E muitos outros morreram em crimes cometidos por menores de idade. E aí? Será que agora podemos rever a legislação referente à maioridade penal ou será que ainda estamos "reagindo emocionalmente"? Ou será que estamos contribuindo para aumentar a "espiral da barbárie"? Quando será que teremos a permissão para nos indignar sem que sejamos nós os bárbaros?

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Mandela, um ídolo para chamar de seu

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"Eis o que diz o Senhor: Maldito o homem que confia
em outro homem, que da carne faz o seu apoio e
cujo coração vive distante do Senhor!" (Jer 17, 5)

Se há coisa que pudemos ver nos últimos dias é que a idolatria vai muito bem, obrigado. O falecido líder sul-africano junta-se a outros ícones do mundo moderno e toda uma mitologia sobre suas ações foi criada para elevar-lhe a este posto. Mas parece que Mandela, por causa da cor de sua pele, ganha aura que vai mesmo além do que poderíamos imaginar.

Comunista ferrenho, do tipo que elogia Cuba por seus amplos direitos humanos, Mandela mereceu louvores de gente que nada tem a ver com suas escolhas políticas. Talvez com quem nos abraçamos e sorrimos não diga tanto sobre quem somos e Mandela seria a prova disto, já que ele pode ser visto neste gesto com o Papa João Paulo II ou com a Princesa Diana, e também com Mugabe, Fidel Castro, Kadafi, Arafat, etc. Se Mandela era esta metamorfose ambulante, por que então muitos agora só querem enxergar seu "lado bom"?

Se Stalin apagava seus desafetos das fotos oficiais, hoje em dia, diante desta impossibilidade, em que até uma twittada em momento irascível ficará guardada para todo o sempre, muitos querem que acreditemos que as ações de uma pessoa não dizem mais nada sobre ela. E aí o terrorismo de Mandela vai sendo varrido para debaixo do tapete, a mesma coisa com seu abortismo escancarado, com sua conivência e aproveitamento de empresas comercializadoras de diamante e toda a rede trabalho escravo e assassinatos que isto traz, sua inépcia e despreparo como governante, etc. E a quem tropeça no calombo que toda aquela sujeira acumulou, muitos vêm dizer que a crítica é direcionada à cor de sua pele.

Mesmo? Pois Mandela poderia ser até mesmo verde que seu impenitente terrorismo não traria novamente à vida as pessoas mortas em atentados. Não traria novamente à vida os milhões de não-nascidos que foram mortos por causa de uma das legislações abortistas mais liberais em todo o mundo. Não traria novamente à vida ou sequer daria dignidade às pessoas que as perderam por causa dos diamantes de sangue cujo comércio ele defendeu. 

A cor de Mandela importa nada perto de suas escolhas. Escolhas não têm cor, têm conseqüências. Humanos que somos, todos cometemos erros, uns maiores, outros menores. E mesmo os maiores erros, mesmo aquele pelos quais sofreremos as conseqüências até o resto de nossas vidas, um sincero pedido de perdão tem o poder de nos recolocar no caminho correto e também dar o exemplo aos irmãos, o que é fundamental para uma figura pública que tenha consciência de seu papel.

Mandela não fez nada disto... Terrorista na juventude, ele não pediu perdão por seus atos. É mais ou menos como a presidente Dilma... E chega a ser engraçado ver gente que não hesitaria em chamar a presidente de terrorista e que se mostra cheia de dedos no caso de Mandela.

Mandela foi um baita abortista, e mesmo assim muitos querem -- até no meio pró-vida! -- que este fato seja esquecido e que as mortes cruéis de inocentes e frágeis seres humanos não sejam sequer uma nota de pé de página na hagiografia do mais novo santo moderno.

Mandela defendeu o comércio de diamantes, dizendo-se contrário a um filme que expôs um pouco do que acontece na África em relação a isto. Já as mortes, a escravidão, os estupros, nada disto é lembrado como conseqüência de tais escolhas, pois, afinal, nenhuma mancha deve ser lembrada em sua biografia.

Se trabalhar alguns anos como torneiro mecânico e perder um dedo ou ser dona de uma lojinha de R$ 1,99 não qualifica ninguém para ser presidente de uma nação, tampouco passar 27 anos em uma cadeia pelo crime de terrorismo o faz. Resultado: a África do Sul, ainda hoje dominada pelo partido de Mandela e seguindo na estrada que ele pavimentou, está mergulhada em desemprego, em violência, em corrupção, com uma economia em frangalhos, etc. Lá a probabilidade de uma mulher ser estuprada é maior do que ela terminar o 2o. grau. Mas, claro, depois da soltura de Mandela a África do Sul ganhou um salvo-conduto da mídia mundial, pois mostrar seus problemas poderia respingar na figura do estimado líder. E então ficamos com a África do Sul da Copa do Mundo e do filme "Invictus".

A morte de Mandela deixou claro que a maioria gosta mesmo é de ter um ídolo para chamar de seu. E quando alguns mostram que os ídolos são apenas defeituosas criações humanas, a queda para muitos parece estar além do suportável, e daí vem as acusações, as agressões, o histerismo, coisa típica de quem vê um ídolo desmanchar-se diante de seus olhos.

Mandela teve pontos positivos? Claro que sim! Evitar um banho de sangue quando da época de sua libertação foi o maior deles. Ponto para ele! Mas mesmo isto não apaga o que ele fez e os métodos que utilizou, coisas das quais ele não mostrou arrependimento. Ninguém deve ser protegido de sua própria biografia... Será que não aprendemos nada com os péssimos exemplos recentes de Caetano, Gilberto Gil e Chico Buarque?

A santidade, a verdadeira santidade, dá trabalho, é uma luta diária, uma luta feita de quedas e mais quedas. Mas principalmente é feita de inúmeros e reiterados pedidos de perdão porque nos sabemos humanos e necessitados até mesmo do perdão de nossos semelhantes. E, de mais a mais, até onde eu sei, não utilizar meios ruins para atingir um fim bom vale para mim, para você que está lendo, para o papa e, veja só!, até mesmo para Mandela.