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terça-feira, maio 17, 2016

Mau sinal: Governo Temer nomeia uma abortista para a Secretaria de Direitos Humanos

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Flavia Piovesan, escolhida para a Secretaria de Direitos Humanos

Tudo parece indicar que o presidente em exercício, Michel Temer, resolveu ceder às pressões que começaram a atingir seu governo desde a divulgação de seu ministério. Por não haver alguma mulher entre os novos ministros, a imprensa, como sempre pautada pela esquerda, resolveu usar esta deixa para partir para o ataque, como se determinada genitália fosse garantia de eficiência ou competência. Parece que o exemplo da presidente afastada Dilma Rousseff ainda não foi suficiente para que muita gente no Brasil se dê conta de que pouco importa o gênero para cargos políticos.

Bem, mas o caso é que parece que Michel Temer resolveu ceder às pressões não apenas em relação ao sexo de seus escolhidos como também agora dá mostras que está indo mais além.

Foi escolhida para a Secretaria de Direitos Humanos a advogada Flavia Piovesan, uma conhecida militante de causas muito caras à esquerda, entre elas a liberação do aborto. 

Não são poucos os textos já publicados na imprensa nos quais Flavia Piovesan defende o aborto. Já em 1997 ela publicava, em parceria com Silvia Pimental, uma conhecida militante pró-aborto, o artigo "O direito constitucional ao aborto legal". Eis um trecho:
"O aborto legal há de ser tratado como uma questão relacionada à cidadania e à saúde pública, e não como uma questão de "polícia". A saúde pública, por sua vez, é direito fundamental assegurado pela Carta de 1988. Conseqüentemente, nas hipóteses de aborto legal, faz-se emergencial garantir às mulheres um atendimento na rede pública de saúde que seja digno e confiável."

Aqui a dra. Piovesan defendia um suposto "direito constitucional" relacionado ao aborto em casos do dito "aborto legal" (risco à vida da mãe e gravidez resultante de estupro). A dra. Piovesan usa seus talentos para tentar dar um nó interpretativo na Constituição, pois esta, na verdade, dá suporte à defesa da vida humana desde a concepção. Mas a dra. Piovesan, como boa militante da causa, atropela o que for para tentar impor sua visão à população. Cabe notar também que falar de "aborto legal" é apenas cortina de fumaça, pois os casos de risco à vida da mãe e de gravidezes resultantes de estupros são sempre utilizados como "Cavalos de Tróia", como etapas na busca pela total liberação do aborto.

Em 2003, em pleno governo Lula, novamente em parceria com Silvia Pimentel, Flavia Piovesan escreveu novamente para a Folha de São Paulo. O título de seu artigo foi "Aborto, Estado de Direito e religião". Neste artigo a dra. Piovesan já alçava um vôo mais longo, sem as amarras do "aborto legal", pois a era do PT no poder era o que a militância abortista esperava para poder alavancar de forma intensa a luta pela liberação do aborto. Para isto, nada mais conveniente que tentar jogar no colo da Igreja  Eis um trecho que deixa isto bem explícito:
"O Estado laico é garantia essencial para o exercício dos direitos humanos. Confundir Estado com religião implica a adoção oficial de dogmas incontestáveis, que, ao imporem uma moral única, inviabilizam qualquer projeto de sociedade pluralista, justa e democrática. A ordem jurídica em um Estado democrático de Direito não pode se converter na voz exclusiva da moral católica ou da moral de qualquer religião."

A dra. Piovesan tenta, bem ao estilo conhecido da militância abortista, dar um "chega-para-lá" na Igreja Católica e seu posicionamento contrário ao aborto. A doutora e outros militantes abortistas como ela têm uma visão muito peculiar do que seja "Estado Laico". Para tais tipos, a laicidade do Estado sempre significa que quem professa uma religião não se faça ouvir na sociedade. 

De mais a mais, ser contra o aborto não é sequer uma questão religiosa; é uma questão de humanidade, pois a partir da concepção já existe um ser humano, que deve ter sua vida preservada. Curiosamente a dra. Piovesan passa todo o texto sem se referir a "embrião", a "feto", a "bebê". Ela parece querer que acreditemos que o aborto é um quase nada, algo que diz respeito apenas à mãe, como se ela estivesse cortando as unhas.

No final de 2004, novamente fazendo par com Silvia Pimentel, a dra. Piovesan voltou à carga defendendo o aborto em outro artigo na Folha de São Paulo (sim, sempre na Folha! Não acredite em coincidências...). Agora, a dra. Piovesan já dava asas ao que estava ensaiando em artigos anteriores e resolveu seguir o modelo petista de ligar a questão do aborto a um suposto problema de Saúde Pública. Eis o que ela e sua parceira escreveram:
"Estima-se que o país tenha cerca de dois abortos clandestinos por minuto e que entre 750 mil e 1,4 milhão deles tenham sido realizados apenas em 2000. O aborto figura como a quarta causa de morte materna no Brasil. A legislação repressiva e punitiva tem impacto, sobretudo, na vida de mulheres adolescentes, jovens e de baixa renda, que ora são obrigadas a prosseguir na gravidez indesejada, ora se sujeitam à prática de aborto em condições de absoluta insegurança. Eis o paradoxo: aqueles que, ao defender a absoluta inviolabilidade do direito à vida, sendo contrários à descriminalização do aborto, acabam por contribuir para a morte seletiva de mulheres."

Estima-se? Quem estima? Entre 750.000 e 1.400.000 abortos realizados? Que estatística é esta? A quarta causa de morte materna no Brasil? De onde a dra. Piovesan e a professora Silvia Pimentel tiraram tais dados? Elas não informam...

A verdade é que os números do aborto no Brasil sempre são inflados para serem usados pela militância abortista para criar um determinado efeito na opinião pública, tática já usada com sucesso em outros países. A professora dizer que o aborto é a quarta causa de morte materna é um absurdo completo e ela sabe disto. Se não sabe, ela é incompetente demais para discorrer sobre o tema. A verdade é que mortes relacionadas ao aborto, já que a esquerda gosta sempre de pensar em números, estão em ordem de grandeza bem inferior ao que eles gostariam que fosse a realidade.

Em segundo lugar, o tal paradoxo indicado pelas autoras, é uma mentira. Pesquisas recentes indicam exatamente o contrário, que a proibição do aborto é que preserva realmente a vida das mulheres (outro exemplo pode ser visto aqui). Ou seja, a dra. Piovesan escreve coisas que não pode sequer provar, usando estatísticas erradas ou inexistentes e chega a conclusões completamente descabidas.

Este é apenas um breve apanhado da obra relacionada ao aborto da dra. Flavia Piovesan. Vários outros de seus posicionamentos emulam por completo o pensamento da esquerda em várias questões: casamento gay, diversidade, Lei da Anistia, etc. Por que então o presidente em exercício Michel Temer resolveu trazer tal figura para uma pasta com a Secretaria de Direitos Humanos?

O que se pode dizer com esta nomeação é que temos um péssimo começo em relação à luta pela vida. Mudou-se um governo que durante 13 anos ficou intensamente buscando a liberação do aborto e agora Michel Temer coloca uma pessoa que durante todo este tempo fez parte da tropa de choque que lutava todo o tempo para confundir a opinião pública sobre a questão do aborto?

Definitivamente, foi uma péssima escolha.

Novo ministro da Saúde, o aborto e a imprensa: estatísticas erradas e o pautamento pela militância abortista

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O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros
O portal UOL entrevistou o novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre os desafios de sua pasta após a terra arrasada deixada pelos governos petistas. Pois bem, a fala do ministro será abordada um pouco mais abaixo, mas há algo bem peculiar nesta entrevista e na forma como ela foi divulgada.

Em primeiro lugar, há o título: "Ministro da Saúde quer igrejas no debate sobre aborto". É evidente que uma tal chamada para uma entrevista em que são abordados vários assuntos relacionados à área da Saúde tem um claro objetivo de tentar chamar às armas as forças que foram recentemente afastadas do poder. 

Na citada entrevista, o ministro apenas disse que "Vamos ter de conversar com a igreja", o que é por demais óbvio, pois o aborto, bem ao contrário do que insistem alguns, é um problema bem diverso do que apenas considerá-lo um mero "problema de Saúde Pública". Mesmo entre a militância abortista o discurso de aborto como problema de Saúde Pública é coisa bem recente, que ganhou muita força durante os anos petistas, sendo que antes disso o discurso mais comum era o de que o aborto era uma questão de autonomia feminina sobre seus próprios corpos, o que ainda é comum entre as feministas mais radicais e alguns outros.

Como coincidentemente escrevi exatamente na postagem anterior aqui no blog, aborto não é problema de Saúde Pública. Quem leva tal coisa à frente tem a meta de ligar a questão do aborto a um problema que aflige a maior parte da população com a claríssima intenção de flexibilizar mentes e corações para a questão do aborto, pois a população é esmagadoramente contrária à sua liberação.

Mas o que causa bastante curiosidade é o timing do UOL para abordar e dar destaque a esta questão do aborto. Durante anos e anos, o debate sobre o aborto sempre foi envolto em muitas dificuldades. Sempre que tal assunto surgia na grande imprensa era devido a fatos fora da curva (como exemplos, há o tristemente famoso caso da menina-mãe de Alagoinha/PE e também o da jovem Jandira Magdalena Cruz), mas o mesmíssimo assunto era quase completamente ignorado em épocas de eleições, "omissão" que já foi tema de uma postagem aqui no blog - "Aborto, o tema esquecido nas eleições".

Ao PT e à esquerda em geral - como a abordagem da matéria do UOL deixa bem claro - o tema do aborto sempre deve ser tratado segundo sua própria cartilha. E aí surge o escândalo que é chamar religiosos para discutir o tema. O engraçado é que não há uma matéria no UOL ou na Folha de São Paulo ou na Veja que diga que é absurdo que a Igreja Católica ajude tantas crianças e famílias pelo Brasil afora através da Pastoral da Saúde. Não há uma matéria na grande mídia rasgando as vestes porque a Igreja mantém centros de recuperação de drogados, clínicas de acolhimento para portadores do vírus HIV, asilos, centros de educação para deficientes carentes, etc. Nestas horas não há manchetes chamativas que tentam criar indignação na militância que se sentiu alijada do poder.

Na verdade, quando a coisa aperta mesmo, a esquerda é capaz até de ir ao Vaticano para falar com o Santo Padre e reclamar de um fictício golpe. Mas deve ser difícil dar volta em Sua Santidade, pois como chamar de golpe quando os tanques e os soldados estão nos quartéis, a Justiça funciona normalmente, a imprensa continua livre, a internet liberada, e o direito de ir e vir continua preservado, inclusive o direito de atrizes medíocres irem encher o saco do Papa porque seu governo de estimação cometeu crimes e seria retirado do poder?

Mas vamos à fala do ministro...

"Como o senhor pretende tratar o tema do aborto?
Ricardo Barros - Esse é um tema delicado. Recebi a informação de que é feito 1,5 milhão de abortos por ano. Desse total, 250 mil mulheres ficam com alguma sequela e 11 mil vão a óbito. Esse é um tema que vou estudar com muito carinho com nossa equipe. Vou ver com o governo qual será nossa diretriz para agir nessa direção. Essa é uma decisão de governo. Não de um ministério, algo que possa ser decidido individualmente."
O ministro devia procurar gente que o informe melhor sobre o assunto. Estes números que pululam na imprensa nacional sempre são inflados, pois isto é de interesse de muita gente. A imprensa é quase sempre pautada pela militância abortista e a esta interessa pintar um quadro apocalíptico sobre o aborto no Brasil, exatamente como já foi feito em outros países.

Ninguém sabe o número de abortos feitos no Brasil.  A revista Veja, que é das mais atuantes em levar à frente a agenda abortista no Brasil, já publicou que nos anos 80, quando a população do Brasil era muito menor que a atual, o número de abortos era de mais de 4.000.000 por ano (veja em "Veja e o aborto: números fictícios").

Sobre as mortes maternas relacionadas ao aborto, há também muita confusão, confusão esta que é exatamente o que desejam os abortistas, eles contam mesmo com isto. A deputada Jandira Feghali, por exemplo, já tentou emplacar que morriam 1.000.000 de mulheres por ano no Brasil devido a abortos clandestinos. Quando o absurdo ficou claro a todos, sua postagem no Facebook foi ajustada, mas é claro que a confusão já estava feita.

E é por isto que o ministro falar em 11.000 mortes maternas relacionadas a abortos procurados é um total absurdo. Não sei quem está informando ao ministro estes dados, mas sugiro que ele urgentemente troque de assessor sobre este assunto. Estude mesmo com carinho o assunto e, principalmente, não se deixe levar pelo caminho que a militância abortista o tentará levar.

"O senhor considera aborto um problema de saúde pública?
Ricardo Barros - Esse é um problema que existe e precisa ser cuidado. Como é o crack. Como tantas outras mazelas da sociedade que precisam ser cuidadas pelo poder público. Mas a maneira como vamos abordar isso vai depender de discussões. Vamos ter de conversar com a igreja. A decisão do ministério não deve provocar resistência ou discussão. Temos de ajustar. Antes de propor uma política para isso, vamos ter de realizar um diálogo muito amplo."

Prevejo problemas para o ministro por causa deste trecho. Enquanto a militância irá adorar o trecho anterior a este, exatamente porque ele divulgou números fantasiosos do aborto, esta mesma militância irá ocupar a imprensa para denunciar o ministro por querer "conversar com a igreja" - imagino que ele queira dizer com os religiosos em geral - sobre este assunto. Neste momento, os mesmos esquerdistas que aplaudiram o desespero patético de Leticia Sabatella e sua ida ao Papa reclamar do suposto "golpe" irão pautar a imprensa apontando que o Estado é laico.

Uma previsão: nos próximos dias não aparecerão na imprensa declarações da militância abortista apontando o "absurdo", o "retrocesso", o "descaso" do ministro com a "situação de tantas mulheres humildes que não desejam levar uma gravidez à frente". Tudo isto, claro, é devido ao revés que significou a saída do PT do centro do poder, pois durante mais de 13 anos este partido lá esteve levando a agenda abortista a patamares que a população em geral ainda desconhece.

Eles se acham espertos. Eles sabem bem que a laicidade do Estado não quer dizer que aqueles que proferem algum tipo de fé sejam impedidos de tomar parte nas discussões e decisões pelo simples fato de serem religiosos, mas sim que, independente de alguém ter ou não fé, tais pessoas podem participar do processo político e das decisões com plenos direitos. Eles sabem disto tudo, mas não ligam, pois é bem mais fácil virar para a patota e dizer "Você viu o absurdo que o novo ministro disse? Cara, ele quer chamar religiosos para falar sobre o aborto! Religiosos, cara! O Estado não é laico?".

Espero que o novo ministro não se deixe pautar pela grande imprensa, que é amplamente favorável ao aborto, e tenha coragem de enfrentar o tema tomando como base o fato científico de que a partir da concepção já existe um novo ser humano, que tem tantos direitos quanto qualquer um de nós, e que, exatamente por isto, deve ter sua vida preservada até seu fim natural. 

O aborto não é um "problema da Saúde Pública" no Brasil. É, na verdade, uma das bandeiras mais caras ao atual feminismo e ao esquerdismo, e vem daí que em uma das primeiras entrevistas do novo ministro o portal do UOL tente dar tanto destaque a este tema.

Há inúmeros outros problemas enfrentados pelas mulheres em idade fértil, que causam muito mais mortes e que seriam de solução muito mais fácil. Bastaria vontade política e trabalho, e a imprensa poderia ajudar pressionando nossos governantes a solucionar tais problemas, a empregar eficientemente as verbas da saúde, etc. Mas, pautada pela militância favorável ao aborto, a grande imprensa prefere mesmo é criar confusão manipulando notícias para tentar afastar os religiosos de um tema que atinge a todos.


sábado, maio 14, 2016

Você acha mesmo que aborto é problema de Saúde Pública?

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Dados sobre mortes maternas entre os anos de 1996 e 2013, obtidos em 14/05/2016.
Clique para ampliar.
Para quem acompanha a questão do aborto, ficou nítida, principalmente durante os governos petistas, a mutação que houve no discurso da militância abortista.

Se na Europa e nos EUA os que defendem o aborto batem firme que o aborto é uma questão de autonomia feminina, devido principalmente ao protagonismo do feminismo e sua obsessão pela total liberação do aborto, por aqui no Brasil este discurso do "Meu corpo, minha escolha" não colou muito e não acha apelo junto à população.

sexta-feira, maio 13, 2016

O PT no poder: 13 anos lutando pelo aborto

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Este blog surgiu no último ano do primeiro mandato do ex-presidente Lula. Naquela época estava claro a todo mundo todo o impulso que o PT dava à legalização do aborto no Brasil, coisa que sempre esteve em suas intenções, mesmo que isto não fique bem claro muitas vezes. Com a recente derrocada de Dilma Rousseff, justamente retirada do poder por causa de seus crimes de responsabilidade, é chegado o momento de uma avaliação do que foram os anos petistas em relação ao aborto.

Em primeiro lugar é bom que se diga que o PT faz parte do problema, mas não é o único que atua para a legalização do aborto no Brasil. Até a subida de Lula ao poder, coube ao tucano José Serra, enquanto Ministro da Saúde do governo FHC, tomar a atitude que de forma mais concreta havia contribuído para a flexibilização da proibição do aborto em nosso país. Foi de sua pena que saiu a assinatura de uma Norma Técnica que favoreceu a prática do aborto em todo o território nacional.

Porém, se o gesto do então ministro José Serra foi o mais concreto até a subida do PT ao poder, isto não significa que este mesmo PT tenha se tornado abortista apenas após sua chegada à presidência. Muito pelo contrário, o PT esteve sempre na tropa de choque que procura liberar totalmente o aborto no Brasil e sua tomada do poder executivo foi um verdadeiro desastre para os que defendem a vida. 

Foi o governo Lula que criou uma comissão com o objetivo específico de revisar e propor mudanças no Código Penal para que o aborto deixasse de ser crime e passasse a ser direito.

Foi durante o governo Lula que a liberação do aborto começou a ser vendida como necessária porque trata-se de um "problema de Saúde Pública". E para isto foram divulgados dados fictícios, os partidos de esquerda começaram a bater nesta tecla freqüentemente, a mídia embarcou e dava suporte a esta guinada no discurso anterior que era o de "direito ao próprio corpo". Isto nada mais era que uma nova etapa da enganação que sempre envolve o tema da liberação do aborto, pois torna-se bem mais fácil a flexibilização da opinião pública diante de números absurdos de mortes.

Durante seus mandatos, Lula sempre que necessário afirmava-se pessoalmente contrário ao aborto, mas dizia que tinha uma responsabilidade como presidente de todos os brasileiros. Isto nada mais era que uma de suas espertezas e porque não queria perder apoios importantes, principalmente entre os religiosos e boa parte da população, que é amplamente contrária ao aborto. Para manter este discurso, Lula foi capaz de encaminhar carta ao então presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella, na qual afirmava sua identificação com os valores éticos do Evangelho e a fé que havia recebido de sua mãe, garantindo ainda que seu governo não tomaria qualquer iniciativa que fosse contrária aos princípios cristãos. Dois meses após esta carta, Lula deu aval a Nilcéia Freira, então ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, para que ela seguisse em frente com a proposta de revisão da legislação relacionada ao aborto.

Foi durante o governo Lula que seu então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez questão de dar abraço em um médico envolvido no triste caso da menina de Alagoinha. Tal gesto, claro, foi para mostrar à imprensa o compromisso do governo petista com a causa do aborto.


Já Dilma Rousseff, criada do nada por Lula para ser sua sucessora e esquenta-cadeira, teve que fazer malabarismos junto à opinião pública desde que sua opinião sobre favorável ao aborto - disponível em vídeo - apareceu para a população. Em um dos movimentos mais asquerosos das últimas eleições, envolvendo até mesmo religiosos, criou-se uma cortina de fumaça para evitar o naufrágio da candidatura devido a esta questão. Mais uma vez, o petismo e a esquerda arrastaram na lama muita gente que devia preservar a fé que professa, o que ficou bem claro quando dias após a eleição, uma publicação no Diário Oficial da União trazia um novo aporte de verbas para pesquisas destinadas à despenalização do aborto.

Já na presidência, Dilma Rousseff causou polêmica com a colocação de Eleonora Menicucci, feminista e militante pró-aborto na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Aliás, não apenas militante: ela mesma admitiu que já fez abortos com as próprias mãos. 

E tudo isto é apenas uma pequena amostra do que o PT fez durante seus mais de 13 anos no poder. Há fatos aos quais não tivemos acesso, jogadas por debaixo dos panos, favorecimentos, financiamento da militância abortista, favorecimento do abortismo nas universidades e na mídia, políticas públicas contrárias à família. Toda uma geração de jovens foram bombardeados com uma ideologia assassina que apenas trouxe destruição por onde passou. Há muito mais que pode ser pesquisado aqui mesmo neste blog (assuntos: PT, Política), que de forma nenhuma esgota toda a obra petista desde 2003. Suas más obras terão ainda muito efeito entre todos nós, pois nada disto será varrido com o impeachment. A luta é árdua, como sempre foi.

Resumindo, Lula e Dilma foram um completo desastre para os que prezam a vida humana, principalmente para a vida humana ainda não nascida. O PT tem a luta pelo aborto em seu DNA, ele é verdadeiramente um partido abortista. Não é o único, mas com certeza é o mais atuante e o que mais dano causa e causou à defesa da vida humana. Não foi mera coincidência que a pessoa à esquerda de Dilma Rousseff quando de seu discurso de despedida era exatamente Eleonora Menicucci, como podemos ver na imagem abaixo. Inadvertidamente, este fato mostra bem a proximidade da luta pela total liberação do aborto com a ideologia da esquerda e o quanto esta causa lhe é cara.

Que o impeachment de Dilma Rousseff traga novos ventos para a defesa da vida e da família no Brasil. É o que todos esperamos.


Dilma Rousseff em seu último discurso antes do impeachment.
Ao seu lado esquerdo, Eleonora Menicucci.


terça-feira, maio 10, 2016

O feminismo e sua revolta contra a maternidade

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Na excelente página do Facebook "Moça, não sou obrigada a ser feminista", uma jovem defendeu o aborto tentando descolar este ato hediondo da própria idéia de que ele é um ataque à maternidade, o que havia sido trazido em questão por ocasião de uma postagem sobre o Dia das Mães. 

Tentou e se deu muito mal, como podemos ver na imagem ao lado. A postagem original pode ser vista aqui.

O que os abortistas militantes sabem muito bem, mas talvez a mocinha que acha que é mesmo possível ser "ótima filha e neta" e defender o aborto - servindo muito bem como  massa de manobra aos interesses da militância abortista - não saiba, é que o aborto é uma arma poderosa que atinge a própria idéia de maternidade, algo que está completamente conectado à própria condição feminina. 

Não é à toa que a versão atual do feminismo, quase que completamente tomado pela ideologia de esquerda, em sua ânsia de atingir os pilares da sociedade estabelecida para lutar contra a mítica figura do "patriarcado", elegeu o aborto como sua principal bandeira. Com este verdadeiro holocausto que vem sendo aceito e até tomado como algo virtuoso, o feminismo ajuda a esquerda a fragilizar as bases da sociedade, deixando atrás de si, como esta ideologia sempre fez, um rastro de sangue e destruição.

Se o aborto ajuda a derrubar os próprios fundamentos da sociedade, seu efeito é devastador principalmente para as mulheres, que pagam com suas vidas, com com sua saúde física e mental, com suas expectativas afetivas, etc., enquanto imolam seus filhos. E fazem isto sob os olhares complacentes e incentivadores de um feminismo que há muito já deixou de lutar por igualdade, mas que apenas utiliza as mulheres, principalmente as mais desavisadas e as mais humildes, como bucha de canhão a serem sacrificadas na batalha pela implantação da ideologia da qual é serviçal.

E tudo isto acontece, claro, enquanto as militantes feministas dizem que tudo o que desejam é lutar pelos direitos das mulheres, pelo seu bem-estar. E o resultado está aí: uma jovem de 20 e poucos anos, que sequer vê problema em ser favorável ao aborto e se considerar uma "ótima filha e neta", que não consegue enxergar que se sua mãe e avó pensassem como ela (ou talvez pensem, o que só aumenta a confusão) sua própria existência estaria em jogo.

Tudo isto evidencia, mais uma vez, que para ser favorável ao aborto é preciso uma ginástica mental tão intensa que é necessário que a pessoa chegue ao ponto de virtualmente colocar o seu próprio ser como sacrifício no altar da ideologia que usa o feminismo apenas como instrumento para atingir seus objetivos.

E o feminismo, em sua pueril revolta contra um inimigo imaginário e contra a realidade da própria Biologia e da Embriologia, ataca exatamente o que há de mais feminino na mulher: sua essência materna. É, ao final das contas, uma luta contra a beleza da criação. É uma luta ingrata e talvez venha daí tanta revolta, tanta misandria (que podemos ver cada vez mais presentes neste movimento), tanto descolamento da realidade. 




É exatamente isto que pode-se ver na imagem acima retirada de uma página feminista do Facebook. Ironicamente, em sua revolta, o feminismo atual - bem diferente de que ocorria em seu início - revolta-se contra algo que é parte integrante de uma mulher, seu instinto materno. E o aborto é exatamente um ataque direto e mais desesperado à essência materna da mulher.


Que o feminismo atual sirva a esta causa diz bem quais são suas prioridades e a quem ele realmente serve.