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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Veja e o aborto: a Ética flexível

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Era uma vez um advogado famoso... Seu nome era Dr. Bastos. Ético, eficiente, sempre voltado aos interesses de seus clientes, ela era reconhecido por seus pares como um exemplo a ser seguido. Dr. Bastos era tão bom no que fazia que até mesmo dava aulas na universidade federal de seu estado. Resumindo: Dr. Bastos era um profissional competentíssimo e que era procurado por clientes das mais diversas parcelas da população para ajudá-los com os mais variados problemas.

Um dia, porém, Dr. Bastos viu-se diante de uma situação inusitada. Um conhecido cliente seu, a quem ele já havia representado em outros casos, e com quem até mesmo tinha uma relação de amizade, entrou em seu escritório com o semblante pesado, o que era o indicativo de problema grave. Dr. Bastos, advogado competente, manteve a calma que sempre o caracterizou, fez seu cliente sentar-se e indagou o que o estava transtornando.

"Estou com um grave problema, Bastos" -- disse o amigo/cliente. Dr. Bastos, tranqüilo, pediu-lhe que se acalmasse e começasse a contar o problema desde o início.

O desconforte de seu amigo era nítido, mas, após algumas hesitações, ele foi direto ao ponto. "Bastos, o negócio é o seguinte... Venho aqui muito mais como cliente do que como amigo. Meu problema... É... Meu problema é que meu filho, a quem você bem conhece, tem causado muitos problemas a mim e à minha mulher. Muitos mesmo! Não tenho mais agüentado!".

Dr. Bastos, compreensivo como só os bons advogados sabem ser, fez um gesto para que seu amigo continuasse a desabafar. E seu amigo continuou: "E é por isto que eu venho aqui te pedir que me ajude a me livrar deste problema."

Dr. Bastos fitou seu amigo durante um longo minuto, esperando que ele continuasse. Mas seu amigo não continuou. Dr. Bastos então perguntou-lhe como lhe poderia ser útil. "Bastos, você é testemunha de que nestes 15 anos eu tentei de tudo com aquele menino. Mas nada dá certo... Nada!"

Dr. Bastos ficava mais ansioso a cada momento, em parte pelo desespero do amigo e em parte porque gostaria de saber em que poderia ajudá-lo.

Após, respirar fundo, como que para tomar coragem, seu amigo continuou: "Bastos... Vou ser direto: quero que você me ajude a acabar com este problema. Eu preciso que você me indique os métodos mais eficientes resolvê-lo."

Então Dr. Bastos, sentiu que deveria falar algo. "Veja bem... Você poderia enviá-lo para estudar em algum colégio interno, de preferência um bem longe. Quem sabe fora do país? Assim vocês apenas se encontrariam em feriados, férias..."

Mas ele foi interrompido por seu amigo. "Não! Isto não é suficiente! Já pensamos nisto lá em casa e não nos satisfaz coisa assim. Queremos algo como isto aqui, veja!" E ele tirou do bolso interno de seu paletó um exemplar da revista "Veja". Folheou algumas páginas e indicou ao Dr. Bastos um trecho, marcado a caneta, em que um médico, Dr. Osmar Ribeiro Colás dava o seguinte depoimento sobre o que ele entendia ser seu dever ético para com suas pacientes:
"Não posso interromper uma gestação, mas tenho o dever ético de explicar a minha paciente quais são os métodos abortivos e, depois, se necessário, acudi-la"
Dr. Bastos leu e releu. Meditou alguns minutos e voltou a encarar seu amigo/cliente.

"Mas... Mas não estou entendendo..." -- foi o que conseguiu falar Dr. Bastos. "O que você quer que eu faça?"

"Não quero que você efetivamente faça nada! Quero apenas teu conselho sobre o modo mais eficiente em "abortar" meu filho". E fez o gesto com as mãos como se estivesse colocando haspas na palavra abortar.

Estupefato, Dr. Bastos levantou-se da cadeira, como se tivesse tomado um choque. "Como assim "abortar"? Matar teu filho? É isto que você quer que eu faça?"

"Não, não, não! Bastos, entenda bem o que eu quero que você faça. Quero que você faça como este Dr. Colás e apenas me diga quais métodos seriam mais eficientes para que eu pudesse resolver este meu problema. Apenas isto e nada mais que isto!"

Ainda em pé e cada vez menos crédulo no que ouvia, Dr. Bastos não conseguia colocar os pensamentos em ordem.

"E, claro," -- continuou seu amigo -- "quero também que, assim como o Dr. Colás, você também me acuda caso haja alguma complicação depois do "procedimento"."

Dr. Bastos começou então a andar de um lado para outro em seu escritório, pensando em tudo o que ouvira. Pensava e pensava e não conseguia compreender o que estava acontecendo.

"Você tem consciência do que está me pedindo? Quer que eu seja cúmplice em um crime?"

"Claro que não, Bastos! Eu mesmo farei o "aborto" ou arrumarei quem o faça!"

Dr. Bastos continuava a andar sem parar, tentando acalmar os nervos. Ele jamais havia, em seus anos de prática, passado por tal situação.

Seu amigo, vendo a ansiedade do bom advogado, resolveu tentar convencê-lo mais ainda: mostrou-lhe um outro trecho, igualmente destacado à caneta, na mesma edição de "Veja". Neste trecho, o Dr. Malcolm Montgomery assim se pronunciava:
"Quando uma mulher está decidida a fazer um aborto, não há quem a faça mudar de ideia. É uma decisão muito pessoal. E, ao longo da carreira, aprendi que não posso ser médico apenas nas horas boas. Se minha paciente não quer levar a gestação adiante, eu devo orientá-la sobre a maneira mais segura de fazer isso. Não posso deixá-la desamparada, sob o risco de sofrer as conseqüências de um aborto malfeito."
"Você não pode querer ser meu advogado apenas nas horas boas, Bastos. Por que você não faz como estes médicos e, em vez de ficar andando de um lado para o outro, que de nada adianta, não me ajuda logo com isto?" E continuou logo em seguida: "Também eu e minha mulher não queremos sofrer as conseqüências de um "aborto" malfeito! E eu estou decidido a fazer isto! Não quero que este meu problema vá a frente, exatamente como as pacientes do Dr. Montgomery. Por que você não me ajuda? Sou teu cliente e é tua obrigação ética me ajudar! Por que não faz como estes médicos? Eles não vêem problema algum em ajudar suas pacientes no que for preciso."

Dr. Bastos, tomando um pouco de fôlego, tentou ser racional. "Veja... Eu sou um profissional respeitado!".

"Mas eles também são!" -- retrucou, impaciente, o pai desesperado.

"Sou professor universitário!"

"Dr. Colás também é!" -- bradou o amigo, batendo com a ponta do dedo no trecho da revista.

"Eu sigo um Código de Ética!"

"E você acha, Bastos, que este médicos também não seguem? Seguem! E não viram problema algum em orientar às suas pacientes que querem abortar, mesmo que o aborto seja crime em nosso país. O próprio Dr. Colás deixa uma dica e tanto para quem quer abortar. Veja! Veja!" E apontou para um outro trecho da reportagem:
"Há inúmeros sites na internet que vendem o remédio"
"Foi uma dica meio genérica, eu sei, mas, de qualquer forma, bem válida! Garanto que quem não sabia disto foi procurar no momento seguinte os tais sites. Claro que ajudou muito a revista colocar o nome do medicamento que deveria ser procurado... Sem contar que ainda dão o nome da ONG que os vende pelo correio! É mais ajuda que o necessário!"

Nada convencia seu amigo do absurdo de seu pedido, convenceu-se Dr. Bastos. Ele começou então a pensar que até seria interessante testar os limites da Lei desta forma, que seria um bom caso a ser demonstrado perante seus alunos, etc. Pensou que seu nome seria bem visto entre um pessoal que se dizia "progressista". Pensou também que, quem sabe?, um dia ele pudesse estar nas páginas de "Veja" como o advogado que jamais deixa seus clientes na mão. Afinal, pensou ele, não é para isto que ele resolveu ser advogado?

"Tá bom! Tá bom! Você me convenceu. Em alguns dias eu te passarei os métodos para você "abortar" teu filho." -- disse Dr. Bastos, já pensando no reconhecimento nacional que viria através das páginas da revista e também fazendo o gesto com as mãos desenhando haspas imaginárias.

E despediu seu cliente/amigo. Ele sabia que quanto menos envolvimento melhor.

Passados alguns dias, Dr. Bastos recebeu a visita de um outro advogado. Ele apresentou-se como representante legal do filho de seu amigo e disse que estava ali para impedir de todas as formas que Dr. Bastos e o pai de seu cliente levassem à frente suas intenções.

E impediu mesmo! Dr. Bastos foi expulso da Ordem do Advogados e teve também que abandonar seu posto na universidade. Seu escritório, devido ao escândalo, perdeu a maioria dos clientes, que jamais entenderam a ambição de Dr. Bastos ser tamanha ao ponto de indicar os métodos para um pai matar seu filho. Para seus clientes, não havia capa de revista que justificasse o que eles queriam fazer.

Ao final, Dr. Bastos aprendeu a lição. Os pais do menino, que está vivo até hoje, parece que se arrependeram também.

Tudo graças ao advogado que deu ouvidos ao menino quando este entrou em seu escritório contando a mirabolante história de que ouvira seus pais conversando sobre como abortá-lo, e que, para isto, estavam até mesmo utilizando os serviços de um advogado. Não fosse este advogado, o final seria certamente outro. Talvez até mesmo com uma capa em "Veja".

O lamentável é que os filhos das pacientes dos doutores que aparecem dando depoimentos em "Veja" não tenham voz para também se defenderem das intenções de seus pais e nem para sequer reclarmar daqueles que acham que têm como dever ético orientar sobre a forma mais eficiente para terminar com suas vidas.

O tal "dever ético", para estes filhos, é apenas a senha de entrada para a lixeira de uma clínica abortista ou para a privada da casa de seus pais.

Veja e o aborto: números fictícios

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A revista "Veja" desta semana trouxe como matéria principal uma reportagem sobre o aborto. Desnecessário que se cobre isenção de "Veja" nesta questão, pois, como fica claro sempre que este veículo aborda a questão -- assim como a esmagadora maioria da mídia brasileira --, "Veja" tem lado: o lado dos abortistas.

Porém, nada nos impede de mostrar o que "Veja" curiosamente omitiu ou distorceu, provavelmente por má-fé.

Os números do aborto

"Veja" assume o número de 1 milhão de abortos por ano feitos clandestinamente no Brasil. Faltou "Veja" indicar a fonte de tais afirmações, pois até hoje não houve ninguém que provasse de onde vêm tais números. Se "Veja" se baseia no que vem do Ministério da Saúde, sugiro que "Veja" ache fonte melhor, pois o que de lá vem ou é distorcido ou é fantasioso.

Na verdade, os números de "Veja" até mesmo parecem modestos quando comparados aos que o próprio Ministério da Saúde anda divulgando. No dia 22 de março de 2005, no lançamento da "Política Nacional de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos", eis o que era divulgado pelo Ministério da Saúde (original aqui):

"Segundo estimativa da OMS, no Brasil, 31% das gravidezes terminam em abortamento. Todos os anos ocorrem, de acordo com as estimativas, cerca de 1,4 milhão de abortamentos espontâneos e/ou inseguros, com uma taxa de 3,7 abortos para 100 mulheres de 15 a 49 anos."

O dado só não é mais impressionante porque trata-se de uma fantasia. A OMS jamais fez um estudo que sequer possa estimar o número de abortos clandestinos no Brasil. "Veja", pelo jeito ciente da mentira divulgada pelo Ministério da Saúde, inventou outra, com "apenas" 400.000 abortos a menos. Bem, talvez a revista não tenha inventado a mentira, mas dado voz aos "especialistas" que aparecem na reportagem. Sobre estes isentos profissionais falarei mais tarde.

De qualquer forma, "Veja" poderia escolher fazer um trabalho de melhor qualidade e checar um pouco os dados ou aqueles que lhos forneceram. Com pouco esforço, "Veja" poderia saber que a flexibilização para cima dos dados sobre o aborto é uma velha e batida tática de grupos abortistas.

O Dr. Bernard Nathanson, que foi uma das principais lideranças abortistas nos EUA, responsável direto ou pela supervisão de 75.000 abortos, e que se arrependeu e passou a militante Pró-Vida, deu depoimento sobre as táticas utilizadas por grupos pró-aborto para distorcer a verdade e mudar a opinião da população sobre a prática hedionda do aborto. Eis o que Dr. Nathanson denunciou:

"Nós afirmamos que entre cinco e dez mil mulheres morriam por ano por causa de aborto mal-feito. (...) O número verdadeiro estava mais próximo de duzentas a trezentas mulheres; nós também afirmamos que eram feitos um milhão de abortos ilegais por ano nos Estados Unidos e o número verdadeiro era próximo dos duzentos mil. Assim, somos culpados de uma fraude maciça." (original aqui)

Os grupos abortistas da época quando Dr. Nathanson militava em suas hostes e os atuais grupos abortistas têm uma coisa em comum: ambos fantasiam os dados que lhes são convenientes. O mesmo pode-se dizer da imprensa, pois continuam conscientemente divulgando dados que carecem de fundamento.

Mas "Veja" vai mais longe quando deseja divulgar dados quantitativos fictícios sobre o aborto. Em determinado trecho da reportagem podemos ler:

"As complicações decorrentes de abortos malfeitos, sem condições de higiene ou segurança, representam a quarta causa de morte materna, atingindo cerca de 200 mulheres."

Esta afirmação de "Veja", segue as afirmações do próprio Governo Lula. Para ilustrar isto, repito aqui trecho de um post que publiquei no dia 18/10/2007.

"Note-se que os membros do governo Lula conhecem muito bem os números do DATASUS. A Ministra Nilcéia Freire e sua equipe em resposta ao CEDAW (Convention on the Elimination of All Forms of Discrimination against Women - Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, um braço da ONU que acha que negar o "direito" de matar fetos é uma forma de discriminação contra as mulheres) declarou: "Entre 2002 e 2004 houve 115, 152 e 156 mortes provocadas por abortos, o que faz o aborto a quarta causa de mortalidade materna no Brasil". A declaração da ministra bate com os dados do DATASUS, mas, curiosamente, ela esqueceu de desagregá-los. Tivesse feito isto, ela poderia declarar que as mortes por aborto provocado nos anos referidos foram 7, 6 e 11. O que a ministra fez foi juntar todos os números de mortes por aborto no período, sejam eles abortos espontâneos, abortos por gravidez ectópica ou outros."

Curiosamente, "Veja", que é tão rigorosa -- como deve ser! -- em suas críticas ao Governo Lula, o governo que mais alavancou a agenda abortista no Brasil, repetiu o mesmíssimo erro de uma ministra do governo petista. Bem... "erro" é apenas uma figura de linguagem, pois os dados do DATASUS estão disponíveis para quem quiser consultá-los e beira a ficção pensarmos que membros do governo ou jornalistas da revista de maior circulação nacional não saibam diferenciar um aborto por demanda de um aborto espontâneo.

Mas "Veja", insaciável, não pára por aí. Não satisfeita em distorcer a realidade atual, pretendeu também, qual um Stálin do mundo editorial, retocar o passado. Eis mais um trecho da reportagem:

"O cenário foi bem pior em um passado não muito distante. Na década de 80, os abortos clandestinos podem ter chegado a 4 milhões por ano."
Mais uma vez, qual a fonte dos dados de "Veja"? Ninguém sabe... Mas o que sabemos é que "Veja" faz o que outros já tentaram fazer. Veja-se o que o Jornal do Brasil tentou fazer em 1990, segundo consta no site do Pró-Vida de Anápolis (original aqui):
" Em 1990, o Jornal do Brasil dizia que a mesma ONU havia estimado que o Brasil era recordista mundial de abortos, com uma taxa anual de 3 milhões:

"Estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), apresentadas em seu último relatório em Genebra, na Suíca, apontam o Brasil como recordista mundial de abortos. O número de interrupções de gravidez no país é maior do que a taxa de anual de nascimentos. Os dados mostram mais de três milhões de abortos anuais contra apenas 2.779.255 registros de nascimentos em 1988" (NÚMERO DE ABORTOS SUPERA O DE NASCIMENTOS NO BRASIL. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 12 abr. 1990, p. 7.).
Pois é... "Veja" conseguiu o milagre da multiplicação dos abortos. Se o JB no início dos anos 90 do século passado falava em 3 milhões de abortos, a "Veja" não teve dúvidas e acrescentou 1 milhão à conta.

E mais: segundo a "Veja" há um fenômeno em que o número de abortos é inversamente proporcional ao número de habitantes. Funciona assim, sempre segundo a "Veja": atualmente o número de abortos é de 1 milhão; já o número nos anos 80 do século passado era de assustadores 4 milhões! Em 1980, a população do Brasil era de 120 milhões; atualmente, é de 190 milhões. Ou seja, quanto menos habitantes tem o Brasil, mais abortos são feitos. Para este verdadeiro absurdo, a revista tem justificativa: segundo ela, os motivos foram a maior eficiência de métodos anti-concepcionais e também a ampla divulgação de planejamento familiar.

É bem difícil alguém comprar o que a "Veja" quer vender...

O fato é que mesmo os números fantasiosos do JB do início dos anos 90 já haviam sido desmascarados. Ainda segundo o site Pró-Vida de Anápolis, podemos ler o seguinte trecho:
"Em 1993, a Dra. Zilda Arns Neumann, coordenadora da Pastoral da Criança, assustada com a quantidade de abortos que se diziam praticar no Brasil "segundo pesquisas da ONU", foi consultar a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS, repartição regional da OMS) e recebeu por fax a seguinte resposta em 11/03/1993:

1. A Organização Mundial de Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde não auspiciaram, financiaram nem realizaram qualquer estudo ou investigação sobre abortos no Brasil.


2. Tampouco temos conhecimento de algum estudo ou investigação que tenha sido feito com bases cientificamente sólidas e cujos resultados possam extrapolar-se confiavelmente para todo o país.


3. Em algumas publicações oficiais da OMS ou da OPAS, publicam-se informações de fontes nacionais, também oficiais. Porém, neste caso não temos conhecimento de se haver feito com informação referente ao Brasil e de âmbito nacional.


4. Faz três ou quatro anos, um professor brasileiro fez uma publicação jornalística com dados sobre abortos, assinalando que era uma informação da Organização Mundial de Saúde. Nessa oportunidade nossa Representação enviou uma nota esclarecedora, no sentido do exposto nos pontos anteriores [...].


5. Lamentavelmente, não é a primeira vez que, levianamente, se toma o nome da Organização Mundial de Saúde e/ou da Organização Pan-Americana de Saúde para dar informações que não emanam dessas instituições."
Pelo jeito, não é também a última vez em que dados sobre o aborto são levianamente divulgados como se realidade fossem.


Os Especialistas

"Veja", na falta de fontes para os dados que divulga, coloca em suas páginas depoimentos de especialistas. Talvez creiam os desavisados que os doutores Aníbal Faúndes e Thomaz Gollop sejam pessoas totalmente isentas, já que ambos são ginecologistas ligados a universidades altamente reconhecidas.

Não, não são. Ambos fazem parte da tropa de choque acadêmica que tenta flexibilizar a criminalização do aborto no Brasil.

Dr. Aníbal Faúndes, por exemplo, admite que fez abortos de fetos anencéfalos sem qualquer amparo legal:

"Questionado pela jornalista sobre abortos de fetos anencéfalos, não previstos em lei, Faúndes admitiu o procedimento, mesmo que na época ainda não se buscasse o amparo judicial." (original aqui)
"Veja" bem que poderia colocar divulgar este dado sobre o Dr. Faúndes, mas entendemos que tenha evitado fazê-lo: ajuda na farsa de isenção.

Já o isento Dr. Thomaz Gollop, que a revista "Veja" apenas classifica como ginecologista e professor da USP, foi um dos 18 componentes da Comissão Tripartite, encarregada pelo Governo Federal para elaborar proposta para revisão da legislação punitiva do aborto.

Dr. Gollop tem um blog, no qual, em um determinado post podemos ler:
"(...) Lei Brasileira é ineficaz: ela proíbe o aborto mas mesmo assim mais de 1 milhão de abortos são realizados no País todos os anos e ele representa a 4ª causa de morte materna no Brasil." (original aqui)
Bingo! Vem daí a fonte para os dados de "Veja".

Mas Dr. Gollop, isento como ele só, nem mesmo faz questão de manter coerência em seu discurso. No post seguinte, podemos ler isto:
"(...) Isto se traduz na terceira causa de morte materna, grave problema de saúde pública." (original aqui)
É no mínimo curioso que um especialista fale -- erroneamente! -- do aborto provocado como 4a. causa de morte materna, e, no post seguinte, ele mesmo se contradiga. E o mais irônico é que Dr. Gollop, neste post, demonstrava os erros de uma matéria sobre o aborto veiculada na revista "Isto É".

Pois é... Dr. Thomaz Gollop é ótimo para enxergar o erro dos outros, mas não consegue nem escrever post seguidos com a mesma informação, mesmo que esta informação esteja errada.

E é nestes especialistas que a "Veja" fundamenta seus dados? Faz sentido...

quinta-feira, janeiro 15, 2009

100 dias

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É este o período de tempo em que os parceiros abortistas de Obama desejam ver implementada sua agenda. Se Obama for coerente com sua história e cumprir o que prometeu podemos esperar o pior.

Seus parceiros abortistas estão tão confiantes que há tempos já têm preparado um documento com as diretivas que desejam ver implementadas apenas nos 100 primeiros dias do governo de Obama, o abortista-mor.

Abortion Manifesto

Neste documento, que pode ser lido aqui mesmo ou no site da organização Priests for Life (clique aqui), há itens tais como:

  • Eliminar quaisquer restrições ao envio de fundos para programas de apoio ao "planejamento familiar" em outros países
  • Acabar com o custeio de programas que valorizam a abstinência
  • Revisão de políticas que restringem o acesso à contracepção de emergência (pílula do dia seguinte - abortiva)
  • Disponibilizar US$ 1 bilhão para programas internacionais de "planejamento familiar"
  • Selecionar elementos para o poder judiciário que sejam comprometidos com os "direitos reprodutivos"
E isto não é um resumo, é apenas a seleção de alguns itens.

Não é à tôa que tantas entidades abortistas batalharam incessantemente pela vitória do candidato: elas sabiam muito bem em quem colocar suas fichas.

Está explicado o êxtase de tantos ongueiros pelo mundo afora com a eleição de Obama. A dinheirama vai chover para estas entidades darem encaminhamento aos seus programas de implementação do aborto principalmente nos países em desenvolvimento e sub-desenvolvidos.

A América Latina será um dos maiores alvos da investida dos próximos anos, não há dúvidas quanto a isto.

Nada disto surpreende. O que surpreende é tanta gente que se considera anti-aborto, principalmente católicos, fique contente com a eleição de um homem que poderá ser o responsável pela morte de milhões de bebês através do mundo.

Todo este planejamento apenas para os primeiros 100 dias. Melhor nem imaginar o que virá no restante do tempo...

Tempo de rezar. Rezemos.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

O sorriso abortista

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Com o passar dos anos, o abortismo mundial foi deixando suas marcas na sociedade. Dentre estas marcas, podemos contar as várias distorções na linguagem, que se prestam ao sujo papel de flexibilizar os corações e mentes naturalmente contrários a este crime.

Como no Brasil, mais de 90% da população é contrária ao aborto, o trabalho de grupos abortistas é árduo. Mas não há problema, pois o que não falta são acadêmicos e repórteres prontos a ajudar com tempo e talentos a descriminalização deste horror.

É o que acontece quando o aborto, um dos atos mais hediondos que um ser humano pode cometer, é chamado de simples "interrupção da gravidez". Ao dar ares de simples procedimento médico ao aborto, o que procuram, na verdade, é esconder aquilo que ele realmente é: o término cruel de uma vida humana.

Um outro caso claro de manipulação da linguagem é o já famoso e batido "meu corpo me pertence". Afinal, o que isto significa? Nada... Absolutamente nada! É apenas uma fórmula criada por grupos abortistas para desviar o foco da questão e simplesmente deixar de fora da equação a vida humana que é jogada pelo ralo com a justificativa absurda de que a mãe é proprietária de seu filho.

É também o caso de muitos abortistas que não aceitam ser chamados de "pró-aborto". Preferem o insosso e insignificante "pró-escolha", herança do abortismo norte-americano, onde os "abortionists" preferem ser chamados de "pro-choice". Por lá, a distorção vai já tão avançada que os abortistas que dominam a mídia e o mundo acadêmico exatamente como aqui já conseguem emplacar o termo "anti-choice" ("anti-escolha") em detrimento do consagrado "pro-life" ("pró-vida").

Acredite-se ou não, há abortistas que acham mesmo que eles é que são os defensores da vida. Pfui...

Mas uma das frases de efeito que vemos sendo aplicadas por aqui é a que pudemos ler nas declarações da deputada Rita Camata: "Ninguém faz aborto por prazer, porque quer".

A nobre deputada está fechando os olhos à realidade... O fato é que pouco importa o motivo de alguém fazer um aborto para que denunciemos a imoralidade deste ato, que é crime, segundo nosso Código Penal.

Dizer que ninguém faz aborto por prazer é dizer o óbvio, pois ninguém em sã consciência faz qualquer procedimento cirúrgico ou toma medicamentos com sérios efeitos colaterais para ter prazer, fora aqueles com sérios distúrbios mentais.

Já dizer que ninguém faz porque quer é fugir da realidade.

A fala da deputada, que apenas deu vazão a mais um folclore abortista, quer significar que as pessoas fazem abortos por que são obrigadas a tanto. Em um caso em que tal coisa realmente acontecesse -- uma mulher ser obrigada a abortar --, os que a forçassem a isto seriam passíveis de prisão.

Já se a deputada está falando sobre situações de vida que praticamente forçam uma mulher a abortar, há dois pontos a considerar. Primeiro, qualquer que seja o fortíssimo motivo que uma mãe tenha, nenhum é mais forte que o direito à vida de seu filho. Achar que terminar a faculdade ou a perda do emprego são justificativas para o término de uma vida humana é coisa impossível de ser sustentada. Note-se que não se nega o drama de determinadas situações, mas, mesmo assim, tal drama não será resolvido com a imoralidade de um aborto.

Em segundo lugar, qual seria a forma mais eficaz de lutar contra situações em que uma mulher seja "obrigada" a abortar? É absurdamente óbvio que é atacando as causas que a "forcem" a recorrer ao aborto. Mas, curiosamente, quem dá voz a tal discurso não quer que as mulheres deixem de se verem forçadas ao aborto; querem, sim, que elas possam livremente cometer o ato que dá a vitória a seus "algozes". Ou seja, querem mesmo é perpetuar a opressão das mulheres.

E é por isto que se vê feministas tendo chiliques porque há a possibilidade de uma CPI do Aborto, mas ficam caladinhas e não dão um pio sequer sobre a necessidade de criação de mais políticas públicas que possibilitem as mulheres serem mães de forma tranqüila. Esta gente encara filho como desgraça, como sina, como obstáculo. Esta gente quer lutar pela "livre escolha" desde que a escolha resulte em mais um aborto.

Dizem que lutam pelas mulheres, mas quando frente a uma situação de opressão feminina, evitam atacar a raiz do problema, preferindo garantir que a opressão seja completa.

***

Mas este "ninguém faz aborto porque quer" deseja significar algo mais... Deseja transparecer que todo aborto é sempre um drama, que é uma decisão difícil para todas as mulheres.

Errado!

A maioria dos casais e mulheres querem ter seus filhos, mesmo enfrentando dramas durante e depois da gravidez. São os que teriam muito a ganhar com políticas públicas voltadas a eles e seus filhos. Mas é verdade também que existe uma parcela de mulheres e casais para quem o aborto não é drama algum.

Não são as mulheres e casais que lutam diariamente para seu sustento que desejam ver o aborto descriminalizado. Não mesmo! Quem isto deseja são aqueles para quem o aborto deve ser encarado não como um drama, mas como coisa corriqueira, banal. É destes que vem a militância abortista.

Provas? Pois não...

Quem nunca ouviu falar no "Barco do Aborto"? É um navio de uma organização holandesa -- Women on Waves -- cuja missão é atracar em águas internacionais e fazer abortos para as mulheres que vivem em países onde esta hedionda prática é proibida. Eles fazem também o sujo servicinho de enviar remédios abortivos pelo correio.

É desta organização que foi tirada a imagem que aparece neste post. Note-se o sorrisinho despreocupado da modelo e a inscrição "EU FIZ UM ABORTO". Onde está o drama? Onde as lágrimas? Onde a preocupação?

A modelo, que simboliza o ideal abortista de tantas ONGs pelo mundo afora dedicadas ao proselitismo do assassinato de bebês, mostra despreocupação e naturalidade frente a um ato cruel que foi cometido.

As palavras, cuidadosamente dispostas sobre o ventre, não servem apenas para chocar, servem para fazer galhofa e humilhar aqueles que se importam com o real valor da vida humana, servem para que estes saibam que onde antes havia uma vida agora há nada, apenas restando as palavras de uma mãe que cruelmente negou a seu filho o direito à vida como quem veste um novo vestido e o mostra à amiga.

Por isto que a deputada Rita Camata não poderia estar mais enganada ao dizer que mulheres não fazem abortos porque querem. Com certeza não a maioria, mas a minoria militante abortista, que vive fazendo lobby no Congresso, e que é responsável pela produção de vazias frases de efeito e que infelizmente até mesmo são papagaiadas por parlamentares, esta minoria faz abortos com um sorriso no rosto como quem passeia por Brasília.

Este é o sorriso dos escarnecedores. É o sorriso abortista.

sábado, janeiro 10, 2009

Rita Camata contra a CPI do Aborto

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No excelente blog de Wagner Moura -- O possível e o extraordinário -- deparei-me com sua divulgação de uma matéria sobre a CPI do Aborto.

Nesta matéria, ao final, temos o seguinte parágrafo, no qual a deputada Rita Camata, que faz o gênero feminista chic na Câmara dos Deputados, fala algumas asneiras.

"Mas a CPI ainda nem iniciou seus trabalhos e já atrai oposição. A deputada Rita Camata (PMDB-ES), conhecida por sua atuação feminista, critica a intenção do grupo de convocar mulheres que abortaram para depor – o que, no seu entendimento, geraria forte constrangimento. “A Frente Parlamentar pela Vida é um movimento moralista, machista, uma coisa fanática”, critica. A parlamentar capixaba lembrou que a mulher já é relegada a uma completa ausência de políticas de assistência nessas situações degradantes. “Ninguém faz aborto por prazer, porque quer. Se as mães tivessem o apoio dos homens, não recorreriam a um aborto”, finaliza."

Em primeiríssimo lugar, a deputada deve bem saber que as leis de nosso país foram feitas para serem cumpridas. Ou a digníssima deputada tem consciência disto ou deve adquiri-la o quanto antes, pois é coisa por demais esdrúxula que uma membro do Poder Legislativo faça vistas grossas para o que está escrito no Código Penal.

Segundo a matéria, a deputada alega que uma convocação de mulheres que abortaram geraria constrangimento. E ela tem razão mesmo! A morte de seres humanos é coisa para constranger qualquer um com certeza, mais ainda se as vítimas estão ainda no ventre de suas mães.

E mais a mais, a deputada ficou devendo a prova de que há intenção de convocar mulheres que abortaram. Dizer tal coisa é uma constante nos meios feministas e filo-feministas que tentam de todas as formas barrar a CPI, mas até agora ainda não se viu ninguém da Frente Parlamentar pela Vida dizendo isto.

Mesmo se isto acontecer, o que há de mais? Se no escândalo do Mensalão foram convocados os então suspeitos de participar daquela sofisticada falcatrua, por que aqueles que contribuem para a perpetração de um CRIME CONTRA A VIDA, segundo o Código Penal, devem ter tratamento diferente?

Talvez a deputada tenha esquecido, mas ela fez um juramento quando de sua posse. Para refrescar sua memória, segue o que ela solenemente declarou:

"Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil"
Curioso que a mesma deputada que disse estas palavras venha a público indignar-se contra deputados que desejam ver a lei sendo cumprida, principalmente em matéria tão grave como o aborto.

O aborto é crime no Brasil e ela faria bem melhor se se juntasse a eles neste esforço para desmascarar a rede de omissão governamental em todos os níveis que sustenta este grave problema. Isto sim seria fazer jus ao juramento de "observar as leis".

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A segunda declaração da deputada Rita Camata é tão ruim quanto a primeira.

Começando pelo final, quando a parlamentar diz que "Se as mães tivessem apoio dos homens, não recorreriam a um aborto" o que podemos dizer é que isto apenas se trata de uma tentativa estúpida de jogar no colo dos homens toda a culpa pelo mal do aborto.

Inúmeros homens se prestam a um papel execrável quando engravidam uma parceira, seja através do abandono, da pressão para abortar, do desprezo, ou até mesmo do covarde "a decisão é tua" com que tantos lavam as mãos. Nem por isto, no entanto, o aborto torna-se moralmente correto e um homem que assim contribui para o aborto deveria ser igualmente preso.

Ao invés de procurar justificativas extraordinárias que ajudem a descriminalização do aborto, a deputada deveria era esforçar-se para a criação de políticas públicas que auxiliassem mulheres em dificuldades durante a gravidez. Desta forma, as mulheres, mesmo sem o apoio de um homem (que coisa mais anti-feminista, deputada!), poderiam dar à luz seus filhos de forma mais tranqüila.

Quanto à pimeira frase de sua declaração -- "Ninguém faz aborto por prazer, porque quer" --, já faz parte do imaginário abortista mundial. Mas isto merecerá uma outra postagem de tão irreal que é.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Ongueiras do Campo botam boi para dormir!

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Nem só de ABONG vive o obscurantismo ongueiro no Brasil! Não mesmo! Quando se trata de descer um pouco mais para atingir o fundo do poço, o que não falta é uma ONG. De preferência uma que seja feminista, a estas ninguém supera.

Como a gritaria em relação a CPI do Aborto está apenas começando, podemos esperar mais gente e mais organizações dispostas a participarem do espetáculo grosseiro -- e, diga-se de passagem, anti-democrático -- de se revezarem no acesso à mídia com o discurso de que a CPI foi feita para constranger as mulheres.

Não -- as respostas secas são as melhores para tais tipos --, não foi. Foi feita para que o sr. Ministro da Saúde venha a público contar como é que sabe da venda de remédios abortivos e nada faz para coibir tal absurdo. Foi feita para que muitas autoridades expliquem a verdadeira complacência que têm com quem comete um dos crimes mais hediondos que existe.

Mas é claro que a mídia dará ampla divulgação às teses de inúmeras ONGs segundo as quais a CPI é direcionada a criminalizar inocentes. Inocente de que? Segundo o Código Penal, a prática do aborto é crime, e crime contra a vida. A coisa é bem séria, apesar de existir muita gente por aí que acha que apenas uma vida é importante. Deve ser porque não são eles que são trucidados quando ainda no ventre de suas mães.

Mais um manifesto de uma das milhares de ONGs feministas... Pois é, mais um... Mais do mesmo... Sempre que me chega um troço destes às minhas mãos, sinceramente, tento achar algo de novo, algum argumento que faça sentido, qualquer coisa que possa ser levada em consideração. Mas que nada... É sempre um amontoado de palavras de ordem, de chavões politicamente corretos, de besteirol revolucionário. Uma coisa enfadonha até a alma. Ler tais coisas é uma penitência que faço.

Agora foi a vez de um tal de Movimento de Mulheres Camponesas (RS) lançar ao público uma carta contra a criação da CPI do Aborto. Algo de novo? Não, nada de novo... Mas a carta do MMC é, no mínimo, peculiar. Na verdade, falemos francamente: é um samba da feminista tresloucada! Além de ser mal escrita -- mas isto é até uma característica do que a ongada produz --, parece até que falta revisão no texto. Puxa vida! Será que os financiadores destas ONGs não lhes arrumam um trôco para contratar um revisor qualquer?

O texto é uma mistureba tão grande que parece que as ongueiras do campo escrevem com a enxada. E o resultado é o que se viu: um texto em que 80% é dedicado às lamúrias sobre desigualdades e apenas os últimos 20% são dedicados à defesa da descriminalização aborto. Pois é, nem mesmo elas dão tanta importância assim às suas causas, preferindo muito mais revoltar-se contra a indústria de cosméticos. Vejam um trecho:

"As mulheres também não têm direito de decidir sobre seus corpos, inclusive quando o Mercado lhes cobra um corpo ideal, para poder vender cosméticos e produtos que "modelam o corpo"."


Cá entre nós, é difícil levar a sério quem se propõe a escrever contra uma CPI e acaba falando contra os produtores de batom e esmalte de unha. Vitimismo pouco é bobagem!

Na verdade, as ongueiras do MMC só queriam mesmo é pular no bonde da patota -- não é à tôa que a carta está no site das Católicas pelo Direito de Decidir --, nem que fosse através da divulgação de uma peça que presta para nada, a não ser para colocar o gado para dormir, coisa de que elas devem entender bastante. Assim espero... Ao menos isto!

Como sempre, do alto da empáfia que é tão peculiar a estas organizações, o MMC quer mostrar-se preocupado com as criancinhas:

"Ainda, é importante destacar que além das mulheres são as crianças as principais vítimas da miséria e da fome. No Brasil 45% das crianças com menos de 5 anos sofrem de anemia crônica por falta de ferro na alimentação e 50 mil crianças nascem todos os anos com algum tipo de comprometimento mental devido à falta de iodo na alimentação . No mundo a cada 5 segundos morre uma criança de fome."

Tocante, não é mesmo? Um observador ingênuo olha para as senhoras do campo e as acha realmente preocupadas com as crianças brasileiras. Grande engano! Elas só vêem a realidade que lhes interessa, como um cavalo puxador de carroça, daqueles aos quais lhes são colocados tampões na lateral dos olhos para que não desviem a atenção do caminho que lhes é imposto. A única diferença é que os cavalos não têm escolha...

A cada 5 segundos uma criança morre de fome? Hummm... Ok. Tomando como base o número irreal, e que é tão alardeado por qualquer abortista, de que no Brasil são feitos por volta de 1.500.000 abortos por ano, chegamos ao número de que, uma criança morre a cada 21 segundos vítima do aborto. Isto apenas no Brasil!

Imaginemos a quanto chega este valor na China e na Índia, onde o aborto é feito despudoradamente, inclusive com a matança seletiva de bebês do sexo feminino. Aliás, alguém viu alguma feminista rasgar as vestes contra o genocídio feminino que é feito nestes países? Que nada... É mais fácil ver uma feminista desfilando na passarela do São Paulo Fashion Week de sutien e tudo do que ouvi-las falar algo contra o aborto, mesmo quando quem está sendo destinado ao lixo hospitalar são mulheres.

Ao final, a única coisa para que serve a tal carta do MMC é para preparar o terreno para a próxima safra. Isto se tivermos sorte!

terça-feira, janeiro 06, 2009

Resposta a um fiel da IURD

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Recebi um comentário em um post antigo que merece um post de resposta...

O post ao qual o comentarista indignou-se é este: "O aborto e a Teologia do Ódio de Edir Macedo". Nesta postagem, eu desmontei pseudo-argumentações de Edir Macedo, que, tal qual um lacaio do demônio (by Bernardo de Andrade), chega à baixeza de utilizar a própria Bíblia para defender o aborto.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2009/01/06/resposta-a-um-fiel-da-iurd/