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sexta-feira, fevereiro 29, 2008

O Rei Salomão sabia preservar a vida...

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A questão é: saberão os nossos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)?

A vida humana começa na concepção. Isto é um fato científico do qual nem o mais cego abortista pode desviar. A despeito disto, o artigo 5o. da Lei de Biossegurança permite a destruição de embriões humanos para serem utilizados em pesquisa.

Contra esta legislação descompromissada com o respeito à vida humana, em 30/05/2005, o então Procurador Geral da República, Dr. Claudio Fontelles, ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, que já foi tema de um post anterior (clique aqui).

Aliás, nunca é demais lembrar, no Brasil a vida humana é protegida desde a concepção até o seu fim natural, como já demonstrado pelo Dr. Celso Galli Coimbra (clique aqui).

No próximo dia 5 de março, o Supremo Tribunal Federal julgará esta importante questão. Para mostrarmos que nós, brasileiros, estamos preocupados com os ataques que são desferidos contra a dignidade da vida humana, há um abaixo-assinado on-line no qual deixaremos claro aos ministros do STF que esperamos que a vida humana seja preservada contra qualquer tipo de ataque e, principalmente, que se faça cumprir o que está no texto constitucional.

Para assinar este abaixo-assinado, clique aqui. É rápido e é uma forma de contrribuir para a causa da Vida.

Que nossos juízes tenham um pouco da sabedoria do Rei Salomão.


quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Ser humano não é cobaia!

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Um ser humano jamais pode ser tratado como cobaia.

Uma apresentação, adaptada por Emanuelle Moura a partir de uma produção de Pró-Vidas italianos, e que pode ser vista abaixo, denuncia o absurdo do Art. 5o. da Lei de Biossegurança, que trata da manipulação de embriões para pesquisas.


Read this doc on Scribd: Vida-ADIN


Caso deseje vê-la em formato maior, clique
aqui.

Caso deseje baixá-la para seu computador para guardá-la ou mesmo enviá-la para mais pessoas, pode ser feito download aqui.

Vamos divulgar mais este ataque à vida humana desferido por nossos legisladores ao arrepio de nossa Constituição, que
garante desde a concepção o direito à vida.

sábado, fevereiro 16, 2008

Hitler venceu?

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Na sala de cirurgia, uma mãe com seu filho ainda no ventre aguardam a chegada do médico ou da médica. Enfermeiras e auxiliares, apressadas, cuidam dos últimos detalhes, preparando a mãe para o procedimento que será feito em instantes. 

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2008/02/16/hitler-venceu/

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

A pioneira do "Aborto Legal" fala a padres

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No dia 15/08/2007, a deputada Luiz Erundina (PSB-SP) requereu o desarquivamento do Projeto de Lei 4403/2004. Para tanto, a nobre deputada deu a seguinte justificativa:

"Justifica-se tal ação, para que seja retomada a tramitação da matéria a partir do estágio em que se encontrava na legislatura anterior, tendo em vista a importância da sua aprovação para a sociedade."

O que a nobilíssima deputada chama de ação importante para a sociedade é o ABORTO DE ANENCÉFALOS. É disto que trata o Projeto de Lei em questão.

Na verdade, o projeto, que é de autoria da tristemente famosa ex-deputada Jandira Feghali, tenta inserir um inciso no artigo 128 do Código Penal, com a seguinte redação:

"Aborto Terapêutico

III – Houver evidência clínica embasada por técnica de diagnóstico complementar de que o nascituro apresenta grave e incurável anomalia, que implique na impossibilidade de vida extra uterina."

A ex-deputada, fragorosamente derrotada para uma vaga no senado nas últimas eleições, nem mesmo falava em anencefalia, limitando-se, espertamente, ao genérico "grave e incurável anomalia". Foi o parecer do relator Rafael Guerra (PSDB-MG) que limitou o escopo da tentativa da derrotada Jandira Feghali. Mas nem por isto o deputado tucano é digno de louvores, pois ele deu seu parecer pela aprovação do Projeto.

De tudo isto podemos dizer que a deputada Luiza Erundina (atualmente no PSB, mas que fez seu nome nacionalmente como petista da mais alta estirpe) pegou o bastão da ex-deputada Jandira Feghali. Com o afastamento da feminista Feghali, a feminista Erundina resolveu levar sua obra à frente.

Nada surpreendente para quem conhece o histórico de Luiza Erundina. Eis o que relata o Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, referência do movimento Pró-Vida no Brasil:

"Coube ao PT em 1989, durante a gestão de Luíza Erundina como prefeita de São Paulo, o pioneirismo na implantação da prática do aborto em um hospital público: o Hospital Dr. Arthur Ribeiro de Saboya (Hospital Jabaquara)."

E segue, ainda, o Pe. Lodi:

"
Coube ao PT em 1991 a tentativa de estender tal prática a todo o país, por meio do Projeto de Lei 20/91, de autoria do deputado Eduardo Jorge, o qual, aliás, fora Secretário de Saúde durante o governo Erundina."

Pergunta-se: há dúvidas quanto ao posicionamento de Luiza Erundina sobre o aborto? Outra dúvida: alguém ainda duvida que a Igreja rejeita TODA forma de aborto, seja por quais motivos forem? Outra: não está claro que Igreja e Erundina não seguem a mesma cartilha?

Agora, uma pergunta capital: o que a deputada Luiza Erundina tem para ensinar a 450 padres reunidos no 12o. Encontro Nacional de Presbíteros, que acontece em Indaici-SP?

Há gente que acha que a deputada tem o que dizer a padres do Brasil inteiro? Se for em como ir contra os ensinamentos da Igreja, ela pode dar uma palestra e tanto. Se for em como utilizar-se do poder que lhe foi posto nas mãos para contribuir para o abortamento de inocentes, ela tem muito o que falar, com certeza.

Mas a deputada até mesmo deu mostras do que motiva sua "luta", para utilizar um termo tão caro aos seguidores da Teologia da Libertação, este câncer na Igreja:

"A motivação para minha ação veio, em primeiro lugar, da Igreja e do Evangelho vivo."

Sim... As ações de Luiza Erundina vem do que ela entende por igreja e por evangelho. Até parece que podemos ler uma frase de Lula em carta ao então presidente da CNBB, Cardeal Geraldo Majella, escreveu que:

"minha identificação com os valores éticos do Evangelho, e pela fé que recebi de minha mãe (...) nosso governo, que, no entanto, não tomará nenhuma iniciativa que contradiga os princípios cristãos".

Dois meses depois, a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, levou ao Congresso uma proposta cujo conteúdo era a descriminalização do aborto, proposta que foi elaborada por uma Comissão Tripartite criada pelo governo Lula.

Este pessoal nunca muda. Trocam de casca, mas o conteúdo é o mesmo. Podem mudar de partido, fundar novo partido, brigar com os altos dirigentes, mas a prática é sempre a mesma. Instrumentalizam até mesmo a Igreja para seus objetivos.

Há limites para estas pessoas?

A deputada Luiza Erundina foi chamada para fazer uma análise de conjuntura. É mesmo conveniente que esta senhora diga algo a nossos padres? O que houve, afinal? Faltou gente disponível para falar? Será que em todo o Brasil não há uma pessoa que tenha o que dizer a nossos padres e que não tenha um histórico ligado ao abortamento de crianças?

Enquanto uma parte da Igreja no Brasil pensa que deve prestigiar certos pessoas que vão frontalmente contra o que prega a Igreja, no Brasil inteiro há hospitais fazendo o chamado "aborto legal", que nada mais é de que um procedimento que é feito ao arrepio de nossa Lei Constitucional.

Não nos esqueçamos que foi Luiza Erundina a pioneira a implementar este serviço sujo de abortar crianças.

Muito melhor seria se nossos padres ouvissem alguém que lhes pudesse transmitir formas sobre como criar obstáculos à Cultura da Morte, e não a uma senhora que é tristemente conhecida por ter implementado o primeiro programa de aborto sob as asas de uma prefeitura.

Luiza Erundina é um péssimo exemplo para qualquer cidadão. Mais ainda para nossos padres.


quinta-feira, fevereiro 14, 2008

"Não chores tanto, menina, é apenas uma célula"

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O texto que vai abaixo é uma tradução livre de um artigo publicado no jornal espanhol ABC. Nele, o jornalista Domingo Pérez traz a história de uma jovem que abortou seu filho pressionada pelo noivo e por sua mãe.

María de la Cuesta, a jovem que passou por esta dolorosíssima experiência, felizmente conseguiu reerguer-se do abismo de culpa e dor ao qual foi empurrada. Por suas palavras podemos bem sentir a confusão da cabeça de uma jovem que, por saber que carregava dentro de si uma vida, a vida de seu filho, rejeita a idéia do aborto, e que vê, com horror, aqueles de quem esperava compaixão e compreensão virarem-lhe as costas.

São histórias assim que não vemos contadas por feministas. Para elas, mulheres como a jovem María são fracas. As palavras da enfermeira que a atendeu - "Não chores tanto, menina, é apenas uma célula" - mostram a pior face do aborto: a desumanização do concepto.

Todo o discurso abortista vai sintetizado na frase da enfermeira que ia, qual um Pilatos de nosso tempo, lavar as mãos e ajudar no assassinato de um inocente. O "apenas uma célula" leva em seu seio a mentira, o descaso, a desinformação, o desleixo com a vida alheia, com uma vida em estágio bem frágil, mas plenamente humana como cada um de nós.

E é isto que os abortistas não conseguem esconder de todos, como não o conseguiram da confusa María: que o aborto é a eliminação cruel de um ser humano. Pouco importa o método, seja químico ou cirúrgico, e pouco importa o tempo, sejam 24 horas, 13 semanas ou 8 meses após a concepção, o produto final de um aborto é apenas um: um ser humano eliminado quando no estágio mais frágil de sua vida.

Deixemos o jornalista contar-nos a história de María... Deixemos, principalmente, que María conte-nos todo o drama que viveu, e compartilhemos a dor desta jovem que é, também, a dor de tantas jóvens, e que é a dor do nosso tempo.


***

Não chores tanto que é apenas uma célula
(original aqui)

Por Domingo Pérez

María de la Cuesta desejou contar-nos a terrível experiência pela qual passou quando, aos 17 anos, a obrigaram a abortar. E desejou contar dando-nos seu nome e sobrenome, orgulhosa de como conseguiu retomar sua vida, mas, ainda assim, com o coração na mão, a voz entrecortada e as lágrimas caindo de seus belos olhos "porque nunca te perdoarás e jamais te esquecerás de que mataste teu filho".

A história de María é uma história terrível, mas comum. Encaixa-se no perfil mais comum das mulheres que interrompem voluntariamente suas gestações: menores de idade ou muito jóvens que engravidam e são obrigadas, contra suas vontades, a abortar por pressão de companheiros ou da própria família e por causa de sua situação socio-econômica. Não há cifras oficiais, mas os especialistas consideram que entre 75 a 80% das mulheres que passam por esta penosa experiência têm este perfil.

Onze semanas e três dias

Possui uma voz doce. Emociona-se quando relembra os episódios do drama pelo qual passou quatro anos atrás: "Por circunstâncias familiares, sai de casa bem jovem. Vivia com meu noivo e, após algum tempo, notei um atraso na menstruação. Fiz testes de farmácia e deram negativo. Pensamos que era algum desajuste hormonal, mas eu ainda me sentia estranha. Insistia que estava grávida. Meu noivo dizia que era uma gravidez psicológica. Acabamos por decidir ir ao ginecologista".

"Após fazer a ultrasonografia -- continua --, o médico disse-me que eu estava grávida de onze semanas e três dias. Aquilo foi uma tragédia. Eu queria continuar com a gravidez; meu noivo, não. Dizia que eu estava louca, que não tínhamos trabalho e nem dinheiro; que, se eu desse à luz, me deixaria... Procurei ajuda junto à minha mãe. Fui vê-la. Estava disposta a voltar a ficar com ela, apesar de todas as desavenças". Mas sua resposta foi cruel: "Em minha casa não entras de barriga". A pressão foi intensa. Ameaças de seu noivo, de sua mãe...

"Terminamos no clínico-geral. Ele nos disse que se desejávamos abortar deveria fazê-lo o quanto antes. Ele se encarregou de todos os trâmites. Como eu era menor de idade, deveria ir acompanhada de minha mãe. Meu noivo também foi. Eu não queria entrar na clínica. Praticamente fui arrastada. Não parava de chorar. O psicólogo falou para que me deixassem a sós com ele. Quando meu noivo e minha mãe saíram, eu implorei para que ele me ajudasse, que eu queria ter o bebê, pedi-lhe que não assinasse o documento".

Era a terceira vez que ela pedia ajuda desesperadamente e a terceira em que lhe foi negada. Primeiro, por seu noivo, depois sua mãe e, finalmente, por um profissional da saúde, que, por sinal, era quem deveria dar autorização ao aborto.

"Disse-me que eu não me preocupasse, que ele se encarregaria de tudo, que me tranqüilizasse e que passasse à sala anexa". Durou muito pouco a esperança. "Em seguida entrou uma enfermeira. Disse-me que tirasse a roupa e pusesse a camisola. Foi então que me dei conta de que ninguém iria me ajudar e comecei a chorar". María faz uma pausa. A voz lhe falta. Seus olhos ficam marejados. "É que me dá tanta pena", sussurra. Passam alguns segundos e retorna ao ponto em que parou: "Não parava de chorar e então a enfermeira me disse: 'Não chores tanto, menina, é apenas uma célula. Não doerá. Apenas alguns minutos e pronto. Logo passa". Neste exato momento eu quis sair do quarto. Procurar meu noivo, dizer-lhe que poderíamos dar a criança, que não era preciso abortá-la... Mas não me deixaram. Levaram-me à sala de cirurgia. Ali estava a cama e ali me colocaram. Chorava. Não parava de chorar".

"Dizem que não dói. É mentira. A dor te acompanha toda a vida. O que fazemos nos pesa para sempre. Nunca te perdoas. Mataste a teu filho. Fora isto, sofri muitos efeitos secundários. Não parava de vomitar. Não conseguia alimentar-me. Tive muitas dores abdominais. Emagreci muitíssimo. Mas toda a dor física não é comparável à psicológica. Cada vez que olhava uma mulher empurrando um carrinho de bebê ou via uma mulher grávida ou mesmo crianças brincando na rua invadia-me uma tristeza profunda. Não podia deixar de pensar se meu filho teria sido menino ou menina, como teria sido seu rostinho, suas mãozinhas...".

Nestes momentos de total desânimo, de profundo desespero, María tomou uma decisão bastante audaz: "Decidi que voltaria a engravidar tão logo passasse a convalescença". Em segredo, esperando pacientemente que passassem estes dias de repouso recomendados pelos médicos, dedicou-se a buscar a ajuda que antes lhe havia sido negada.

Após 45 dias, encontrava-se novamente grávida, disposta a ser mãe a qualquer preço, a preencher o vazio enorme que sentia, a ter a seu filho vencendo a qualquer dificuldade. Desta vez tinha um passe de trem no bolso, que lhe haviam enviado, desde Madri, o pessoal da AVA ("Asociación de Víctimas de los Abortos"). "Ofereceram-me toda a ajuda necessária: o passe, uma boa acolhida, dinheiro, assistência psicológica e médica... No dia em que eu sairia de casa, com a mala já pronta, eu contei a meu noivo o que faria. Ele desabou. Pediu-me perdão. Disse-me que pensava então que haviámos feito o que era melhor, que se havia equivocado, suplicou que eu não o deixasse... Juntos, refizemos nossas vidas. Eu o perdoei. Eu perdoei a todos, menos a mim mesma".

"Quando entrei na sala de parto, foi muito difícil. A cama utilizada é do mesmo tipo que se utiliza para abortos. A posição é a mesma. Quando deitei-me nela outra vez, não pude evitar reviver tudo aquilo novamente. Não podia deixar de pensar que era a segunda vez que ali me deitava e que na primeira vez tiraram meu filho morto de meu ventre. Não sou religiosa, mas daria qualquer coisa para que um dia pudesse reencontrar-me com a criatura que matei, pedir-lhe perdão, suplicar-lhe que me perdoe..."

María desfruta agora da presença de Paula, sua pequenina filha de quatro anos. "Um filho é tudo. Não me separei dela nem um minuto desde que nasceu. Quando estás sem rumo na vida, e disto eu entendo um bocado, teu bebê te dá um objetivo".

"Decidi-me a contar minha experiência -- reconhece -- porque penso que quem procura ajuda, encontrará; mas, sobretudo, falta informação. É dada muito pouca informação e, se houvesse mais informação, muitas mulheres não abortariam, porque não é algo nem suave e nem indolor. É o pior dos assassinatos. O sofrimento é terrível. Teu filho, teu próprio ser, não morreu porque tenha ficado doente ou tenha sofrido um acidente, mas porque você decidiu eliminá-lo. Pesa em tua consciência por toda a vida. É cru, desta forma".

Processo doloroso

Beatriz Mariscal, psicóloga especialista no tratamento a mulheres que passaram por este sofrimento, pensa que deveria ser mais comentada a "síndrome pós-aborto, mesmo que não esteja relacionada nos manuais de diagnóstico. Quase todas as mulheres passam por fases similares. Repetem-se em quase todas. Sofrem um stress agudo, uma profunda depressão. Quase sempre precisam de tratamento psicológico e psiquiátrico a base de medicamentos. Basicamente, passam por um doloroso processo, acentuado por um forte sentimento de culpa, motivado porque foram elas que causaram a morte de seus filhos". Uma mulher que aborta irá passar, segundo a especialista, "antes ou depois, de acordo com suas características, por todas ou por algumas destas cinco fases: 1a.) o choque inicial, quando percebem o que realmente fizeram; 2a.) negação; 3a.) a ira (mostram-se irritadiças, perguntam-se inúmeras vezes: "por que isto acontecer comigo") ; 4a.) depressão (sentem-se culpadas, e a apatia as domina); e 5a.) a aceitação. E então desejam ajudar outras mulheres na mesma situação, ou contar publicamente sobre tudo o que passou. Há de se ter muito cuidado, porque é muito freqüente que haja pessoas que desejem dar este passo antes ainda do recomendado e é necessário contê-las".

O caminho para atingir o último estágio é longo. "Nunca menos de um ano de terapia -- avisa Mariscal --, ainda que, na realidade, as seqüelas durem por toda a vida. Deve-se acompanhá-las quando voltam a engravidar e também quando se tornam mães, porque podem projetar em seus filhos os sentimentos de culpa, e mostrar uma excessiva proteção sobre eles.

Beatriz mostra que em suas pacientes encontra traços muito parecidos: "São mulheres a quem faltam valores, imaturas, instáveis, que atuam sob forte influência de pais, noivos ou parentes e que se vêem submetidas a uma intensa pressão social, econômica ou trabalhista".

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Bons frutos!

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A Campanha da Fraternidade de 2008 "Fraternidade e Defesa da Vida", embora tenha tido um começo difícil e envolta em uma grande polêmica, já deixa alguns bons frutos.

Os sabotadores infiltrados na Igreja, que tentavam sorrateiramente minar os bons propósitos de uma tão esperada campanha, devem estar rangendo os dentes com as declarações de vários bispos por todo o Brasil, que vêm demonstrando que a necessidade de defesa da vida é urgente para que não aconteça em nosso país o que aconteceu em outros.

A luta contra a mentalidade abortista, contra a Cultura da Morte, é acirrada e constante. Jamais podemos baixar nossa guarda. Lembremos do acontecido em Portugal, no qual frente a uma primeira derrota em um plebiscito apenas levou aos abortistas intensificarem seus esforços até conseguirem seus nefastos objetivos. Reverter tal situação não é impossível, mas, com certeza, mais difícil.

Aqui no Brasil temos a oportunidade de nos tornarmos um exemplo para a comunidade internacional. Frente a todas as pressões de tantos grupos que procuram se beneficiar com a liberação do aborto, temos o dever de afirmar nossas posições em defesa da vida. Temos de utilizar, primordialmente, de nossas leis, que amplamente favorecem a vida, sendo até, como já exaustivamente demonstrado, inconstitucional sequer haver qualquer projeto que tente flexibilizar o valor da vida humana.

É neste ambiente que é muito bem-vinda a CF 2008. As palavras de tantos bispos pelo Brasil afora reafirmando o valor e a sacralidade da vida humana, clamando que o direito à vida é o primeiro e fundamental de todos os direitos, são importantíssimas para despertar, principalmente nos católicos, a urgência para que cerremos nossas fileiras contra os ataques que diariamente vêm sendo desferidos pelos governantes e por grupos abortistas, que nos querem enfiar goela abaixo os ditames de uma ideologia materialista e os parâmetros gerados por pressões internacionais.

Embora nas últimas semanas tenhamos passado por momentos tensos, com sabotagens e com pessoas envolvidas em pastorais mostrando-se avessas aos ensinamentos da Igreja, penso que é importante mostrarmos também o que há de positivo, o que há de belo na Igreja. A melhor resposta aos de mente pequena e aos que querem fazer da Igreja trampolim para suas agendas pessoais ou as de seus grupelhos é mostrar-lhes a força que harmonicamente vem do alto, que vem da tradição católica de enfrentar as adversidades, mesmo quando as forças contrárias encontram-se dentro dos muros.

D. Sérgio Aparecido Colombo, Bispo de Paranavaí (PR), foi um destes pastores que, zelosos pelo seu rebanho ameaçado, profeticamente clamou:

"No Brasil, a Campanha da Fraternidade, a cada ano, nos dá elementos para uma vivência mais encarnada da Quaresma. Esse ano, com o tema: Fraternidade e defesa da vida, e o lema: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19), ela se constitui num grande clamor e preocupação com a vida humana: ferida, banalizada e ameaçada pelo aborto, eutanásia e outras formas de manipulação que contrariam a vontade de Deus, seu criador." (original aqui)

Já D. Orani João Tempesta, Arcebispo de Belém (PA), aborda um outro ângulo da questão, igualmente importante:

"(...)
vivemos em tempos estranhos, quando defender a vida dos animais e dos vegetais é de concordância geral, mas não o é a do ser humano. A CF está justamente dizendo, assim como a citação bíblica, que também nós entramos numa terra onde nem sempre os mandamentos do Senhor são observados, por isso o Senhor nos pede de escolher vida, sempre!" (original aqui)

Ao mostrar a desvalorização da vida humana por parte de tantos que se mostram tão preocupados com a natureza, em um gritante paradoxo, o arcebispo indiretamente faz-nos recordar da polêmica que foi tema da primeira mensagem neste blog, no qual o Dr. Cícero Harada mostrou o absurdo que há no Brasil, em que muitos procuram liberar o aborto enquanto a destruição de ovos de tartaruga é crime inafiançável.

Já D. Washington Cruz, Arcebispo de Goiânia, vai bem fundo na denúncia da Cultura da Morte, alvo principal da Campanha da Fraternidade deste ano:


"(...)
Durante o século XX, as ideologias do nazismo e do comunismo cometeram crimes horrorosos, em nome de um programa ‘cientificamente’ organizado, em prol do super-homem, da superraça e da perfeita sociedade. Eliminaram velhos e crianças, nascidas e por nascer, gente sem voz, fracos, inocentes e sem defesa, bem como pessoas de outras raças e convicções. Aniquilaram, em nome de uma cartilha pseudo-científica, da raça ou da sociedade paradisíaca a promover, os que, então, não pensavam como eles." (original aqui)

E prossegue:

"A mentalidade abortista, a esterilização, a escravidão, o comércio de pessoas e órgãos, o mau tratamento das crianças, das mulheres, dos fracos e indefesos, a eutanásia e outras formas de manipulação da pessoa humana, são ainda seqüelas dessas estranhas ideologias a que o século XX nos habituou."

E finaliza ainda o Arcebispo:

"Como argumentava Madre Teresa de Calcutá, a santa que gastou a sua vida ao serviço dos mais pobres, “se uma mãe pode matar um filho seu, o que nos impede, a mim e a ti, de nos matarmos um ao outro”? A Igreja ousa mesmo dizer, com S. Tomás: “toda a lei constituída pelos homens tem força de lei só na medida em que deriva da lei natural. Se, ao contrário, nalguma coisa está em contraste com a lei natural, então não é lei, mas sim corrupção da lei”."

Que excelente ensinamento! Mostrando a clareza prática de uma grande santa de nossos dias ao lado do pensamento cristalino do Doutor Angélico, deixa-nos ver a permanência do ensinamento da Igreja, sua coerência através dos séculos. É esta coerência que esmaga as mesquinharias e sabotagens daqueles que, como cobras, movem-se nas sombras buscando confundir os fiéis e a população em geral.

E a palavra de Santo Tomás de Aquino é claríssima: trata-se de uma corrupção da lei um ordenamento que vai contrário à lei natural. Logicamente, é nosso dever lutar contra e não nos calarmos frente a este mal mascarado de bem.

Uma das formas mais eficientes de combater o mal é mostrá-lo sob a luz do dia, trazer à vista de todos suas mazelas, suas contradições, suas confusões. Uma outra forma, igualmente eficiente, é contribuir para que o bem seja conhecido e, desta forma, a verdade purificadora possa fazer seu trabalho nos corações dos homens.

Que estes bons frutos da CF 2008 multipliquem-se por todas as nossas dioceses e que mais vozes proféticas sejam ouvidas!

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Dia de Santa Josefina Bakhita!

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"Se tivesse hoje a oportunidade de encontrar os mercadores de escravos que me capturaram e até mesmo aqueles que me torturaram, eu ajoelharia e beijaria suas mãos, pois se isto não tivesse acontecido, eu, hoje, não seria cristã e religiosa."

A frase acima é de Santa Josefina Bakhita. Sobre esta santa admirável, como são todos os santos, S.S. Bento XVI dedicou um trecho de sua mais recente Encíclica, Spes Salvi, a nos ensinar sobre sua vida e a "esperança".

"Refiro-me a Josefina Bakhita, uma africana canonizada pelo Papa João Paulo II. Nascera por volta de 1869 – ela mesma não sabia a data precisa – no Darfur, Sudão. Aos nove anos de idade foi raptada pelos traficantes de escravos, espancada barbaramente e vendida cinco vezes nos mercados do Sudão. Por último, acabou escrava ao serviço da mãe e da esposa de um general, onde era diariamente seviciada até ao sangue; resultado disso mesmo foram as 144 cicatrizes que lhe ficaram para toda a vida. Finalmente, em 1882, foi comprada por um comerciante italiano para o cônsul Callisto Legnani que, ante a avançada dos mahdistas, voltou para a Itália. Aqui, depois de « patrões » tão terríveis que a tiveram como sua propriedade até agora, Bakhita acabou por conhecer um « patrão » totalmente diferente – no dialecto veneziano que agora tinha aprendido, chamava « paron » ao Deus vivo, ao Deus de Jesus Cristo. Até então só tinha conhecido patrões que a desprezavam e maltratavam ou, na melhor das hipóteses, a consideravam uma escrava útil. Mas agora ouvia dizer que existe um « paron » acima de todos os patrões, o Senhor de todos os senhores, e que este Senhor é bom, a bondade em pessoa. Soube que este Senhor também a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. Também ela era amada, e precisamente pelo « Paron » supremo, diante do qual todos os outros patrões não passam de miseráveis servos. Ela era conhecida, amada e esperada; mais ainda, este Patrão tinha enfrentado pessoalmente o destino de ser flagelado e agora estava à espera dela « à direita de Deus Pai ». Agora ela tinha « esperança »; já não aquela pequena esperança de achar patrões menos cruéis, mas a grande esperança: eu sou definitivamente amada e aconteça o que acontecer, eu sou esperada por este Amor. Assim a minha vida é boa. Mediante o conhecimento desta esperança, ela estava « redimida », já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus. Por isso, quando quiseram levá-la de novo para o Sudão, Bakhita negou-se; não estava disposta a deixar-se separar novamente do seu « Paron ». A 9 de Janeiro de 1890, foi baptizada e crismada e recebeu a Sagrada Comunhão das mãos do Patriarca de Veneza. A 8 de Dezembro de 1896, em Verona, pronunciou os votos na Congregação das Irmãs Canossianas e desde então, a par dos serviços na sacristia e na portaria do convento, em várias viagens pela Itália procurou sobretudo incitar à missão: a libertação recebida através do encontro com o Deus de Jesus Cristo, sentia que devia estendê-la, tinha de ser dada também a outros, ao maior número possível de pessoas. A esperança, que nascera para ela e a « redimira », não podia guardá-la para si; esta esperança devia chegar a muitos, chegar a todos."


Apenas uma amostra do sofrimento que Santa Josefina Bakhita passou nas mãos de seus senhores, segundo seu próprio relato:

"Uma mulher habilidosa nesta arte cruel (tatuagem) veio à casa principal... nossa patroa colocou-se atrás de nós, com o chicote nas mãos. A mulher trazia uma vasilha com farinha branca, uma vasilha com sal e uma navalha. Quando terminou de desenhar com a farinha, a mulher pegou da navalha e começou a fazer cortes seguindo o padrão desenhado. O sal foi aplicado em cada ferida... Meu rosto foi poupado, mas 6 desenhos foram feitos em meus seios, e mais 60 em minha barriga e braços. Pensei que fosse morrer, principalmente quando o sal era aplicado nas feridas... foi por milagre de Deus que não morri. Ele havia me destinado para coisas melhores."

Esta mulher, que tudo isto passou, viveu para ver dias melhores, para ter um encontro com seu "Mestre". Acrisolada na escola do sofrimento, Santa Bakhita é um exemplo da esperança cristã, da esperança transformadora, da esperança que contra tudo espera e aguarda nosso "destino para coisas melhores". É a verdadeira esperança de quem se sabe amado e jamais esquecido, de quem sabe que há um Pai Altíssimo que cuida de todos nós.


Incorruptível

Santa Josefina Bakhita está entre os santos cujo corpo não sofreram corrupção após a morte.


Oração à Santa Josefina Bakhita:

Oh Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós.

Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no Seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor, de situação social.

Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência.

Pede agora ao Pai do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente (indicar o pedido...).

Amém.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória

Salve Santa Josefina Bakhita!

O manifesto pífio das "Católicas pelo Direito de Decidir"

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Nem bem foi lançada a Campanha da Fraternidade 2008 -- "Escolhe, pois, a vida" --, as Católicas pelo Direito de Decidir lançam também seu manifesto.

O manifesto é risível de tanto clichê junto. As velhas senhoras mais uma vez contribuem para o anedotário religioso nacional. Mas o que poderíamos esperar de mentes fúteis, não é mesmo?

O que esperar de quem tenta marotamente colocar a culpa de milhões de mortes devido à Aids nas costas da Igreja? Tal raciocínio não é errôneo, é pura má-fé, puro descompromisso com a verdade. Coisa de gente pequena que faz da desonestidade intelectual um meio de vida. Literalmente.

A Igreja prega hoje o que sempre pregou: a castidade segundo o estado de vida de cada um. Aos solteiros, a castidade de seu estado os afasta do perigo de uma doença ainda sem cura. Aos casados, a fidelidade aos respectivos cônjuges igualmente os afasta de tal perigo.

Curiosamente, os mesmos que criticam a Igreja por não mudar sua posição são os que não divulgam o índice de ineficácia dos preservativos. Gerações de jovens estão sendo educadas sob a falácia do "sexo seguro", sem que estejam conscientes do quanto suas vidas estão em risco. Isto sim é uma brutal indiferença ao próximo: sob uma máscara de compaixão vai um frio comportamento que esconde interesses obscuros e mente até o limite para que sua agenda seja implementada.

O que podemos esperar de quem tenta florear uma abominação como a eutanásia? Ato que, sob uma casca de compaixão, esconde uma das formas mais baixas de descaso com a vida, que não encontra respaldo em qualquer das grandes religiões, que, muito ao contrário do pensamento das velhas senhoras, transformam o sofrimento em ocasião de um maior crescimento espiritual.

O que podemos esperar de quem não titubeia em requerer o sacrifício de embriões humanos no altar do deus Ciência na busca de uma cura que sequer se sabe ser possível? Que esperar de tais pessoas, que instrumentalizam as dores de inúmeros doentes e deficientes prometendo-lhes cura ao custo da eliminação de seres humanos no início de suas vidas?

O que esperar de pessoas que, apesar de se dizerem católicas, advogam a inserção de elementos totalmente estranhos à mensagem cristã autêntica. Querem elementos indígenas e afro-latinos (?!) nas celebrações? Quais elementos exatamente? A superficialidade de um tal pedido só deixa ver a disposição desonesta de quem o faz.

A superioridade do cristianismo sobre as outras crenças é afirmada por Nosso Senhor Jesus Cristo mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6). Se Jesus, Filho do Deus Altíssimo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, fato que todo e qualquer cristão deve bem conhecer, afirma-se com "o caminho" e não "um caminho", é evidente que o cristianismo, único caminho no qual Jesus é proclamado em sua plena realidade de Filho de Deus, é superior a quaisquer outras crenças.

Causa surpresa que um grupo de mulheres que se dizem católicas não consiga atingir um raciocínio tão básico que é até mesmo compreendido por uma criança iniciante no catecismo.

Que esperar de pessoas para quem a prática homossexual deveria ser tida como virtuosa quando na Bíblia, Palavra de Deus, tais atos são explicitamente classificados como uma "abominação" (Lev 20:13). São Paulo foi igualmente firme quanto ao assunto, chamando tais atos de "torpezas" (Rm 1:27) e também ao dizer que os praticantes não herdarão o Reino de Deus (1Cor 6:9).

O que afinal querem? Que a Igreja mude a Palavra de Deus para o que lhes seja mais agradável? Ou desejam que a Igreja vá frontalmente contra o que vai escrito na Bíblia Sagrada? Fica claro com quem está a razão.

Que esperar de pessoas que se dizem católicas, mas convenientemente esquecem as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a indissolubilidade do matrimônio? "Não separe o homem o que Deus uniu" (Mt 19:6). Como levar a sério alguém que se diz católico e procura deliberadamente ignorar um claro mandamento do Filho de Deus?

Como levar a sério quem mistura assuntos tão díspares quanto defesa da vida e sacerdócio feminino? Fica claro a qualquer pessoa a ridícula disposição de apenas causar confusão a quem as lê. E onde estão os argumentos para um suposto "direito" das mulheres ao sacerdócio? Curiosamente as velhas senhoras esquecem de mostrar a situação da mulher antes e depois do advento do cristianismo, coisa que bem demonstraria a colossal besteira que procuram ridiculamente demonstrar.

O que podemos esperar de um grupo de mulheres que arrogantemente se dizem cientistas e que viram os olhos para a VERDADE CIENTÍFICA de que uma vida humana inicia-se na concepção? E se já existe uma vida humana, esta deverá ser preservada e não há suposto "direito sobre o próprio corpo" que possa justificar a eliminação de um outro ser humano.

A Igreja afirma, e sempre o afirmou, a dignidade da vida, independentemente de como esta vida tenha sido gerada, seja através de um ato de amor ou de um ato de violência.

É até mesmo cômico ver um grupo vir a público clamar um suposto direito das mulheres ao sacerdócio baseando-se num conceito distorcido de igualdade, mas curiosamente deixar de lado qualquer noção de igualdade quando se trata de eliminar um ser humano concebido.

Enfim, as Católicas pelo Direito de Decidir mais uma vez expõem-se ao público como realmente são: fúteis, superficiais, midiáticas, enganadoras.

A tentativa clara de criar rupturas na Igreja é até infantil na execução. Politicamente correto e oportunista do início ao fim, o discurso das Católicas pelo Direito de Decidir desce ao fundo do poço do ridículo ao tentar associar assuntos tão diferentes como racismo, sacerdócio feminino, Liturgia e disciplina sacramental com a defesa da vida.

Ao final fica claro que tudo é apenas o discurso cambaleante de quem procura confundir.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Papa fala mais uma vez...

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Conforme publicado em Zenit, segue a carta de S.S. Bento XVI por ocasião da Campanha da Fraternidade de 2008.

Será que ficou claro o suficiente agora?


***

Ao venerável irmão no episcopado,

Dom Geraldo Lyrio Rocha

Presidente da CNBB

Arcebispo de Mariana (MG)

Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor, desejo uma vez mais aderir à Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2008, está subordinada ao tema “Fraternidade e defesa da vida” e ao lema “Escolhe, pois, a vida”. É um tempo de conversão de todos os cristãos, no sentido de buscar uma fidelidade ainda maior ao Deus criador e doador da vida.

Meu venerável predecessor, o Papa João Paulo II, na Encíclica Evangelium Vitae, pôs em evidência a mentalidade individualista e hedonista que, com uma concepção distorcida da ciência, foi causa de novas violações da vida, em particular do aborto e da eutanásia. Certamente, todas as ameaças à vida devem ser combatidas; o Concílio Vaticano II, ao condenar tudo quanto se opõe à vida ou viola a integridade da pessoa humana e a sua dignidade, recordava que tudo isso “desonra mais aqueles que assim procedem do que os que padecem injustamente” tais atitudes, pois ofendem gravemente a honra devida ao Criador (cf. Cons. Gaudium et spes, 27).

Por isso, no Discurso Inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, quis recordar que os caminhos que traçam uma cultura sem Deus e sem os seus mandamentos, ou inclusive contra Deus, terminam sendo “uma cultura contra o ser humano e contra o bem dos povos latino-americanos” (n. 4).

O Documento final de Aparecida nos mostra que o encontro com Cristo é o ponto de partida para a negação desses caminhos de morte e a escolha da vida; mas é também o ponto de onde partimos para reconhecer plenamente a sacralidade da vida e a dignidade da pessoa humana (n. 356). Ao dar início à Campanha da Fraternidade deste ano, renovo a esperança de que as diversas instâncias da sociedade civil queiram solidarizar-se com a vontade popular que, na sua maioria, rejeita todas as formas contrárias às exigências éticas de justiça e de respeito pela vida humana desde seu início até o seu fim natural.

Com estes auspícios, invoco a proteção do Senhor, para que sua mão benfazeja se estenda por todo o Brasil, e que a vida nova em Cristo atinja o ser humano por inteiro em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural, derramando seus dons de paz e prosperidade e desperte em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. Com uma especial Bênção Apostólica.

Benedictus PP. XVI

Vaticano, 8 de dezembro de 2007


quarta-feira, fevereiro 06, 2008

LOURDES - 150 ANOS - JUBILEU

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No próximo dia 11 de fevereiro, completar-se-ão 150 anos da 1a. aparição de Nossa Senhora à Santa Bernadette Soubirous, na Gruta de Massabielle em Lourdes.

Para marcar esta data importante para toda a Igreja, segundo consta na página da PÆNITENTIARIA APOSTOLICA, os fiéis poderão obter Indulgência Plenária diária, e que também poderá ser revertida em sufrágio das almas dos fiéis que estão no Purgatório:

"A) Se, durante período de 8 de dezembro de 2007 até 8 de dezembro de 2008, visitem os seguintes lugares, preferivelmente nesta ordem: 1) a fonte batismal da paróquia utilizada no batismo de Santa Bernadette Soubirous; 2) a casa da família Soubirous, chamada "Cachot"; 3) a Gruta de Massabielle; 4) a capela do hospício onde Bernadette recebeu sua Primeira Comunhão. E também recolherem-se em meditação por um apropriado período de tempo em cada um destes locais, concluindo com um Pai-Nosso, alguma legítima forma de Profissão de Fé (Credo) e a Oração do Jubileu(*) ou alguma invocação mariana.

B) Se, a partir da Festa da Apresentação de Nosso Senhor, em 2 de fevereiro de 2008, até o dia da Memória Litúrgica da Bem-aventurada Virgem Maria de Lourdes, em 11 de fevereiro de 2008, que marca o 150o. aniversário da aparição, aqueles que devotamente visitarem uma imagem sagrada de Nossa Senhora de Lourdes em qualquer igreja, capela, gruta ou outro local apropriado no qual esteja solenemente exposta à veneração, e, diante desta imagem, efetuar algum piedoso ato de devoção mariana, ou ao menos recolherem-se em meditação por um apropriado período de tempo, concluindo com um Pai-Nosso, alguma forma legítima de Profissão de Fé (Credo), seguida da Oração do Jubileu(*) ou alguma outra invocação mariana.

C) Os idosos, doentes, e todos os que estejam impossibilitados de deixar seus lares por uma causa justa, se conscientemente rejeitem todo pecado e tenham sincera intenção de cumprir as condições acima assim que possível, da mesmo modo estão aptos a obter -- em casa ou em qualquer outro local em que estejam -- uma Indulgência Plenária, se, entre os dias 2 e 11 de fevereiro de 2008, completem uma "visita espiritual" (aos locais acima mencionados) com sinceridade de coração, recitem as preces indicadas acima, e confiantemente ofereçam as dores e dificuldades de suas vidas a Deus através de Maria."

Aproveitemos a liberalidade da Santa Igreja e corramos alegres para obter a Indulgência Plenária! Até mesmo os que não podem partir em peregrinação até Lourdes podem obtê-la. Mesmo os doentes e idosos que não podem deixar suas casas ou que estejam sofrendo em algum leito de um hospital podem juntar-se a este momento de profunda alegria e agradecimento ao Nosso Pai Altíssimo por nos ter dado uma mãe tão amorosa, que tanto intercede por nós junto a Ele. Ainda há tempo!

***

(*) Oração do Jubileu (tradução livre do original em Inglês e Espanhol)

Deus, nosso Pai,
Entre todas as criaturas Vós fizestes Maria
a criatura perfeita, a "Imaculada Conceição".
Aqui em Lourdes ela proclamou este nome e Bernadette o repetiu.

A Imaculada Conceição é um grito de esperança:

o mal, o pecado e a morte já não são os vencedores.

Maria, sinal precursor, aurora da salvação.

Maria,
inocência e refúgio dos pecadores,

rogamos-te.


Ave Maria, ...


Senhor Jesus,

Tu nos deste Maria como Mãe.

Ela compartilhou Tua Paixão e Ressurreição.

Em Lourdes, mostrou-se a Bernadette,

entristecida por nossos pecados, mas radiante de Tua luz.

Através dela, confiamos a Ti nossas alegrias e tristezas,

e também as dos doentes e as de todos os homens.


Maria,

Nossa irmã e nossa mãe,

nossa confidente e nossa auxiliadora,

rogamos-te.


Ave Maria, ...


Espírito Santo, Vós sois o Espírito do amor e da unidade.

Aqui em Lourdes, através de Bernadette, Maria pediu

a construção de uma capela e que a ela se venha em procissão.

Inspira a Igreja, construída por Cristo sobre a fé de Pedro.

Preserve sua unidade.

Guia a peregrinação da Igreja,

para que seja fiel e decidida.


Maria, cheia do Espírito Santo,

esposa e serva.

És modelo para os cristãos,

e a face materna da Igreja,

rogamos-te.


Ave Maria, ...


Por tantas graças aqui recebidas,

por todas as conversões,

por todo o perdão,

por todas as curas,

por todas as vocações e promessas

que tenhas testemunhado e confirmado,

pelo amor do serviço ao próximo que nos fizestes apreciar,

Nossa Senhora de Lourdes,

nós te agradecemos!


Com todos os seres humanos, nossos irmãos,

com todos os povos carentes de paz e justiça,

com os jóvens que buscam seu caminho,

com os que sofrem pelo luto ou pela enfermidade,

pela deficiência ou pelo fracasso,

com os que teriam motivos para o desespero,

a Vós, que te mostraste tão jovem à jovem Bernadette,

Nossa Senhora de Lourdes,

rogamos-te.


Porque és o sorriso de Deus,

o reflexo da luz de Cristo,

a morada do Espírito Santo;

porque escolheste Bernadette em sua miséria,

porque és a estrela da manhã, a porta do céu,

e a primeira criatura ressuscitada,

nós te louvamos,

nós te aclamamos

e cantamos contigo as maravilhas de Deus:


Magnificat

Magnificat anima mea Dominum,
et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo.

Quia respexit humilitatem ancillae suae.
Ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes.

Quia fecit mihi magna, qui potens est,
et sanctum nomen eius.

Et misericordia eius a progenie in progenies
timentibus eum.

Fecit potentiam in brachio suo,
dispersit superbos mente cordis sui.

Deposuit potentes de sede
et exaltavit humiles.

Esurientes implevit bonis
et divites dimisit inanes.

Suscepit Israel puerum suum,
recordatus misericordiae suae.

Sicut locutus est ad patres nostros,
Abraham et semini eius in saecula.

Gloria Patri et Filio
et Spiritui Sancto,

sicut erat in principio et nunc et semper
et in saecula saeculorum. Amen.

[Magnificat

A minha alma glorifica o Senhor

E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.


Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva:

De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.

O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.


A sua misericórdia se estende de geração em geração

Sobre aqueles que o temem.

Manifestou o poder do seu braço

E dispersou os soberbos.


Derrubou os poderosos de seus tronos

E exaltou os humildes.

Aos famintos encheu de bens

E aos ricos despediu de mãos vazias.


Acolheu a Israel, seu servo,

Lembrado da sua misericórdia,

Como tinha prometido a nossos pais,

A Abraão e à sua descendência para sempre


Glória ao Pai e ao Filho

E ao Espírito Santo,

Como era no princípio,

Agora e sempre. Amen.]

=====
Esta oração é composta de 6 estrofes. As 3 primeiras e as 3 últimas podem ser rezadas em momentos diferentes.
Uma Ave-Maria pode ser rezada após cada estrofe.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Quo vadis?

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Em 20 de novembro de 1997, praticamente há 10 anos, a CNBB enviou aos deputados federais uma carta cujo conteúdo é o seguinte (original aqui):

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CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

Roma, 20 de Novembro de 1997

Excelentíssimo Sr. Deputado Federal,

Daqui, de Roma, participando do Sínodo dos Bispos para a América, fazemos um insistente apelo a V. Ex.cia, para que vote a favor do requerimento do Deputado Salvador Zimbaldi que pede a apreciação, pelo Plenário da Câmara Federal, do PL 20/91, da autoria dos Deputado Eduardo Jorge e Sandra Starling, que obriga o sistema público de saúde a fazer o aborto nos casos de estupro e de gravidez com riso de vida para a gestante. Obviamente, apelamos que, depois, no Plenário vote contra o PL 20/91. A Igreja no Brasil tem se manifestado solidária à mulher tão sofrida nestas duas dolorosas situações, de que trata o citado projeto de lei. Contudo, jamais poderá concordar com o aborto direto e provocado, o qual é um delito grave contra a vida humana, pois representa a morte de um ser humano inocente e indefeso.

A população católica brasileira, que constitui a imensa maioria de nosso povo, está profundamente agradecida pela recente visita do Papa ao Brasil, ocasião em que o Santo Padre apoiou a família e renovou a condenação do aborto. Assim, igualmente nós, Bispos, reafirmamos com vigor nossa posição em favor da vida humana, desde sua concepção até seu desfecho natural. Para que o povo católico possa, em consciência, continuar votando em V. Ex.cia., ele espera seu voto contra o PL 20/91 e outros projetos de lei que atentam contra a família e a vida humana. Mas, em primeiro lugar, é Deus quem espera isso de V. Excelência.

Atenciosamente,

Cardeal D. Lucas Moreira Neves - Presidente da CNBB

Cardeal D. Eugênio de Araújo Sales - Arcebispo do Rio de Janeiro

Cardeal D. Paulo Evaristo Arns - Arcebispo de São Paulo

Cardeal D. Aloísio Lorscheider - Arcebispo de Aparecida

Cardeal . José Freire Falcão - Arcebispo de Brasília

D. Serafim Fernandes de Araújo - Arcebispo de Belo Horizonte

D. Pedro Marchetti Fedalto - Arcebispo de Curitiba

D. Luciano Mendes da Almeida - Arcebispo de Mariana

D. Marcelo Pinto Cavalheira - Arcebispo de Paraíba

D. Cláudio Hummes - Arcebispo de Fortaleza

D. Vitório Pavanello - Arcebispo de Campo Grande

D. Jayme Henrique Chemello - Vice-Presidente da CNBB

D. Raymundo Damasceno Assis - Secretário Geral da CNBB

D. Vital Wilderink - Bispo de Itaguaí

D. Fernando Antônio Figueiredo - Bispo de Santo Amaro

D. D. Geraldo Lyrio Rocha - Bispo de Colatina

D. Luiz Demétrio Valentini - Bispo de Jales

D. Erwin Krautler - Bispo de Xingú

D. Irineu Danelon - Bispo de Lins

D. Angélico Sândalo Bernardino - Bispo Auxiliar de São Paulo

D. Antônio Celso de Queiroz - Bispo Auxiliar de São Paulo

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O texto é claríssimo. A posição da Igreja é ali explicitada de forma perfeita. Não há espaço para dúvidas quanto ao que a Igreja ensina sobre o mal do aborto. Não há excessões, a vida humana é respeitada em qualquer situação.

Este ensinamento é o ensinamento de sempre da Igreja. No século I, na Didaqué, que é reconhecido como o primeiro Catecismo dos cristãos, estava escrito:

"Não matarás criança por aborto e nem criança já nascida."

Novamente, texto claríssimo.

Entre o texto da Didaqué, datado entre 90-100, e a carta enviada pela CNBB em 1997, passaram-se aproximadamente 1900 anos. A mensagem permaneceu a mesma.

Contrastando com esta mensagem perene da Igreja, surpreende-nos o que disse o Bispo de Jales-SP, D. Demétrio Valentini, em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo" sobre uma sua subordinada, que defende a descriminalização do aborto:

“Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”

Ao lermos a fala do bispo somos levados a pensar que a imoralidade do aborto é uma questão aberta. Não é, como pode bem ser visto ao lermos tanto um texto cristão do primeiro século quanto uma carta da CNBB a políticos brasileiros no final do século XX. 1900 anos se passaram e a mensagem continua a mesma.

Ou seja, quanto ao aborto, o bispo está certíssimo em sua avaliação: a posição é realmente "radical e fechada". Radical na opção pela vida e fechada a um "humanismo" torto como o da sra. Bernadete Aparecida Ferreira, que busca relativizar a mensagem perene da Igreja.

Mas o que mais causa surpresa é o fato de D. Demétrio Valentini dar uma entrevista em 2008 reclamando de uma posição "radical e fechada" em relação ao aborto, sendo que ele, em 1997, foi um dos que assinaram a carta da CNBB enviada a deputados federais, na qual a radicalidade da opção pela vida estava clara.

Quo vadis, D. Demétrio?

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

"Tu es Petrus": a palavra do Papa sobre o aborto

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Vivemos tempos em que o bispo presidente da comissão da CNBB à qual está subordinada a coordenadora prefere esperar que o mandato desta termine antes de afastá-la do cargo por total incompatibilidade com os princípios da Igreja.

Vivemos tempos em que um bispo pensa que o aborto é uma questão aberta na Igreja e que fechá-la trará o supremo malefício de comprometer a Campanha da Fraternidade de 2008.

Este é o ambiente em que a Igreja entrará no Tempo Quaresmal. Este é o ambiente no qual será lançada a Campanha da Fraternidade de 2008, que tem como tema "Fraternidade e Defesa da Vida".

Pelo jeito, parece que há, para dizer o mínimo, um profundo desconhecimento do que a Igreja prega sobre o assunto.

Dias atrás publicou-se aqui um post trazendo a palavra do Magistério no Concílio Vaticano II sobre o aborto. Neste concílio, o aborto foi chamado "crime abominável". Sem excessões. Sem subterfúgios.

Será que esta palavra claríssima não basta? Será que haverá gente que pense que um "crime abominável" possa se tornar um ato aceitável?

Na Igreja Católica, instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, temos uma cabeça visível, o Papa. A palavra do Papa tem de ser escutada com respeito filial por todos que se considerem católicos. O Papa é o Sucessor de São Pedro, o primeiro Papa. Quando o Papa fala, é como se São Pedro falasse, pois o Papa assumiu o mesmo local hierárquico privilegiado que tinha São Pedro sobre os outros apóstolos.

Sua Santidade Bento XVI já teve oportunidade de abordar por vezes a questão da dignidade da vida. Uma das oportunidades em que ele foi mais claro em relação a este assunto foi em 30 de março de 2006, em um discurso aos participantes de um congresso promovido pelo Partido Popular Europeu. Neste discurso podemos ler o seguinte trecho:

"No que se refere à Igreja Católica, o interesse principal das suas intervenções no campo público é a tutela e a promoção da dignidade da pessoa e, por conseguinte, ela chama conscientemente a uma particular atenção aos princípios que não são negociáveis. Entre eles, hoje emergem os seguintes:

  • tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural;
  • reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstituível;
  • tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos."


Eis a palavra de Pedro. Entre os pontos NÃO NEGOCIÁVEIS está o cuidado com toda vida desde sua concepção até a morte natural. Como no texto do Concílio Vaticano II, não há excessões e nem subterfúgios. Não há questão aberta.

Esta é a palavra do Papa. Pode um católico deliberadamente não escutá-la?

domingo, fevereiro 03, 2008

Respondendo apenas o necessário...

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Neste novo escândalo na Igreja no Brasil envolvendo a questão do aborto, o Bispo de Jales-SP, D. Demétrio Valentini, saiu em defesa da sra. Bernadete Aparecida Ferreira, coordenadora da Pastoral para Mulheres Marginalizadas e que deu depoimento declarando-se favorável à descriminalização do aborto.

O Bispo é o responsável direto pelo trabalho da sra. Bernadete, segundo consta na página da CNBB.


Na reportagem do jornal "O Estado de São Paulo", D. Demétrio deu as seguintes declarações:
  • “Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”
  • “é válido o depoimento de Bernadete, pois é um grito que vem não do teórico mas de quem conhece e vive com as mulheres marginalizadas”
  • “O homem comete aborto toda vez que se desinteressa pela vida do filho que pôs na barriga da mulher.”

Tenho também 3 coisas a dizer, respeitosamente, sobre as declarações do bispo:

  1. Abrir a questão do aborto é coisa que a Igreja jamais fez, pois fazê-lo seria o mesmo que relativizar um mandamento direto de Deus: "Não matarás";
  2. O depoimento da sra. Bernadete Aparecida Ferreira, independente de sua experiência com mulheres marginalizadas, é frontalmente contrário ao ensinamento da Igreja. A experiência que ela tem na questão é irrelevante. Relevante é que seres humanos serão eliminados;
  3. Se um homem contribui para o aborto de seu filho, se ele é cúmplice neste "crime abominável" -- conforme palavras do Concílio Vaticano II, na Gaudium et Spes --, também deveria pagar pelo crime. Muito pior é que se tente relativizar a má atitude da mãe por causa da péssima atitude do pai. Infinitamente pior é que a criança gerada pague com a vida pela irresponsabilidade de seus pais.
Apenas isto a dizer.